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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

1.º Macabeus

1.º Macabeus 7

Demétrio I torna-se rei (2 Mac 14,1-4)

1 No ano cento e cinquenta e um, Demétrio, filho de Seleuco, saiu de Roma e, com alguns companheiros, desembarcou numa cidade marítima, onde se proclamou rei. 2 Ao entrar no palácio real dos seus pais, o exército apoderou-se de Antíoco e de Lísias, para lhos entregar. 3 Soube-o o rei e disse: «Não quero ver-lhes nem sequer a cara.» 4 O exército matou-os e, deste modo, Demétrio sentou-se no seu trono real. 5 Todos os traidores e os ímpios de Israel se juntaram a ele, chefiados por Alcimo, que pretendia o sumo sacerdócio.
6 Acusaram o povo, nestes termos: «Judas e os seus irmãos mataram todos os teus amigos e expulsaram-nos do nosso próprio país. 7 Rogamos-te que envies um homem da tua confiança, para que venha ver em que triste situação nos puseram, a nós e ao território do rei, a fim de os castigar a eles e a todos os seus partidários.»

Báquides e Alcimo na Judeia

8 *O rei escolheu Báquides, um dos seus amigos, que governava a região do outro lado do rio, um dos grandes do reino e fiel ao rei. 9 *Enviou-o na companhia do ímpio Alcimo, a quem conferiu o cargo de Sumo Sacerdote, ordenando-lhe que tirasse vingança dos filhos de Israel. 10 Partiram com um forte exército e tomaram o caminho do país de Judá, enviando a Judas e aos seus irmãos palavras capciosas de paz. 11 Mas eles não lhes deram ouvidos, ao verem que chegavam com numerosas tropas. 12 Também um grupo de escribas foi ter com Alcimo e Báquides, pedindo justiça. 13 E os hassideus, que eram os primeiros entre os filhos de Israel, pediam-lhes paz, 14 porque diziam entre si: «É um sacerdote da raça de Aarão, que chegou com o exército; não nos fará mal.» 15 Alcimo trocou com eles palavras de paz e jurou-lhes: «Não faremos mal, nem a vós, nem aos vossos amigos.» 16 Acreditaram na sua palavra, mas ele prendeu sessenta deles e mandou-os matar, no mesmo dia, conforme está escrito: 17 *«Espalharam a carne e o sangue dos seus santos ao redor de Jerusalém, e não havia ninguém para os sepultar.»
18 O espanto e o terror apoderou-se do povo, porque se dizia: «Não há entre eles verdade nem justiça, pois violaram o pacto e o juramento que fizeram.» 19 Báquides afastou-se de Jerusalém e acampou em Bet-Zait, onde prendeu e lançou numa cisterna muitos desertores do seu exército e algumas pessoas do povo. 20 Entregou a Alcimo o governo do país, deu-lhe tropas para o auxiliar, e regressou para junto do rei.
21 Entretanto Alcimo lutava para se impor como Sumo Sacerdote. 22 Juntaram-se-lhe todos os perturbadores do povo, com os quais se apoderou do país de Judá, e causaram grandes danos a Israel.
23 Judas, ao ver os males que Alcimo e os seus cúmplices faziam aos filhos de Israel, ainda piores que os praticados pelos gentios, 24 percorreu toda a terra da Judeia até às fronteiras, e castigou os traidores, impedindo-os de andarem pelo país.

Vitória de Judas sobre Nicanor (2 Mac 14,5-36)

25 Alcimo, vendo que Judas e os seus eram mais fortes e que não podia opor-lhes resistência, regressou para junto do rei e acusou-os dos piores crimes. 26 O rei enviou Nicanor, um dos seus generais mais ilustres, inimigo declarado de Israel, com a ordem de exterminar este povo.
27 Nicanor partiu para Jerusalém com um numeroso exército e enviou emissários a Judas e aos seus irmãos, para os enganar com palavras de paz, dizendo-lhes: 28 «Não haja guerra entre nós. Virei somente com um punhado de homens, para vos ver como amigo.» 29 Com efeito, veio e saudaram-se amistosamente, mas os seus soldados estavam dispostos a prender Judas. 30 Mas Judas, sabendo que vinham para o enganar, afastou-se de Nicanor e não o quis voltar a ver. 31 Nicanor deu-se conta de que o seu projecto estava descoberto e saiu a combater contra Judas, perto de Cafarsalama. 32 Cinco mil homens do exército de Nicanor foram mortos e o resto fugiu para a cidade de David.

Ameaças contra o templo

33 Depois do combate, Nicanor subiu ao monte de Sião, e os sacerdotes saíram do templo com anciãos do povo, para o saudar em espírito de paz e mostrar-lhe os holocaustos que se ofereciam pelo rei. 34 *Mas ele, troçando deles, escarneceu-os, desprezou-os, falou-lhes com desdém 35 e, cheio de cólera, jurou: «Se Judas não me for entregue imediatamente com o seu exército, logo que estabelecer a paz, regressarei para queimar esta casa.» E partiu sobremaneira enfurecido. 36 Então os sacerdotes entraram e, de pé, diante do altar e do templo, clamaram, dizendo:
37 «Foste Tu que escolheste esta casa para que nela fosse invocado o teu santo nome, e fosse casa de oração e de súplica para o teu povo. 38 Tira vingança deste homem e do seu exército e faz com que pereçam ao fio da espada. Lembra-te das suas blasfémias e não permitas que eles subsistam.»

Derrota e morte de Nicanor (2 Mac 15,1-36)

39 Nicanor saiu de Jerusalém e acampou em Bet-Horon, onde se lhe juntou um exército sírio. 40 Judas acampou em Adasa com três mil homens e começou a orar, nestes termos: 41 «Senhor, quando os mensageiros do rei blasfemaram, o teu anjo apareceu e matou-lhes cento e oitenta e cinco mil homens. 42 Do mesmo modo, extermina hoje este exército diante de nós, para que todos saibam que Nicanor insultou o teu templo, e julga-o segundo a sua perfídia.» 43 Travou-se a batalha no dia treze do mês de Adar; o exército de Nicanor foi vencido e ele foi o primeiro a morrer na luta. 44 As tropas de Nicanor, vendo que ele morrera, largaram as armas e fugiram. 45 Os judeus perseguiram-nos durante todo o dia, desde Adasa até Guézer, tocando as trombetas para avisar os outros. 46 Saíram, então, os habitantes de todas as aldeias da Judeia e dos arredores para cercarem os fugitivos e, lutando contra eles, passaram-nos a fio de espada sem escapar nenhum. 47 Os judeus apoderaram-se dos seus despojos e haveres. Cortaram a cabeça de Nicanor e a mão direita, que ele orgulhosamente levantara, e suspenderam-nas à vista de Jerusalém. 48 O povo alegrou-se muito e passaram aquele dia em grande regozijo. 49 *Decretou-se que este dia fosse celebrado, cada ano, no dia treze do mês de Adar. 50 Depois disto, o país de Judá esteve tranquilo durante algum tempo.

Notas

7, 8
Região do outro lado do rio é a expressão que, a partir do domínio persa, designa todas as terras desde o Eufrates até à fronteira do Egipto. A expressão era já fixa, de modo que era usada mesmo pelos do lado de cá do rio.
9
Alcimo, nome grecizado de Eliaquim (que significa "Deus faz levantar"), é tratado como ímpio, porque profanou o templo (2 Mac 14,3), acompanhado de apóstatas cruéis e ambiciosos, (v.5) e porque convivia com os gregos.
17
Ver Sl 79,2-3.
34
Segundo a tradição judaica, Nicanor cuspiu na direcção do templo, em sinal de desprezo para com os judeus e a sua religião.
49
O aniversário desta vitória, conhecida por dia de Nicanor, era celebrado como dia feriado, no mês de Adar, o último do ano religioso. Correspondia ao nosso Fevereiro/Março.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.