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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Miqueias

Miqueias 3

Contra os chefes e os falsos profetas (Is 1,17-23; Jr 22,13-17)

1 * Então, eu disse: «Ouvi, dirigentes de Jacob,
e vós, chefes da casa de Israel:
porventura, não devíeis saber o que é justo?»
2 Aborrecem o bem e amam o mal,
arrancam-lhes a pele e a carne dos ossos.
3 Devoraram a carne do meu povo,
arrancaram-lhe a pele e roeram-lhe os ossos,
fizeram-no em pedaços como na marmita,
como carne dentro da caçarola.
4 Então clamarão ao SENHOR,
mas Ele não lhes responderá.
Esconder-lhes-á a sua face nesse dia,
por causa da malícia que puseram nas suas obras.

As falsas profecias (Ez 13,1-16)

5 *Assim fala o SENHOR contra os profetas
que desencaminham o seu povo:
'Quando têm alguma coisa para mastigar,
anunciam a paz.
Mas declaram guerra santa
àquele que não lhes põe nada na boca.'
6 Por isso, em lugar de visões, tereis a noite,
e trevas, em vez de adivinhações.
Pôr-se-á o sol sobre os profetas,
para eles se obscurecerá o dia.
7 Serão confundidos os videntes,
envergonhados os adivinhos.
Todos esconderão a boca,
porque Deus deixará de lhes falar.
8 *Eu, porém, estou cheio de força,
do espírito do SENHOR,
da justiça e da fortaleza,
para anunciar a Jacob a sua maldade,
e a Israel o seu pecado.

Castigo de Jerusalém

9 Ouvi isto, dirigentes da casa de Jacob,
e chefes da casa de Israel,
que aborreceis a justiça,
e entortais tudo o que é recto,
10 que edificais Sião com o sangue,
e Jerusalém com o crime.
11 Os seus chefes dão sentenças por suborno,
os seus sacerdotes só ensinam mediante salário,
os seus profetas vaticinam por dinheiro.
Apoiam-se no SENHOR, dizendo:
«Não está o SENHOR no meio de nós?
A desgraça não nos atingirá!»
12 *Por isso, por vossa causa,
Sião será lavrada como um campo,
Jerusalém será reduzida a um monte de pedras,
e o monte do templo será um outeiro na floresta.

Notas

3, 1-4
Oráculo contra os chefes do povo que, em vez de administrarem a justiça, exploram e se servem do povo, sem olhar a meios. As imagens são cruéis e semelhantes às da condenação dos pastores de Ez 34,1-10, embora o profeta aqui seja ainda mais directo (Jr 23,1-8 nota; Ez 34,2-3 nota). A condenação no v.4 é genérica: o Senhor não responderá ao seu clamor: ocultará a sua face (Dt 31,17-18; Sl 13,2; Is 1,15; 8,17).
5-7
Os falsos profetas actuam apenas por interesse. O seu castigo é igual ao dos chefes: o Senhor não lhes responderá na obscuridade em que estão envolvidos. Ver Jr 14,1-15,4 nota; Lm 2,14 nota; Ez 34,2-3 nota.
8-11
Depois de condenar os falsos profetas, Miqueias distancia-se deles e, com a força da palavra de Deus ao serviço da justiça, denuncia os pecados dos chefes e dos sacerdotes (v.10-11).
12
Jerusalém, o monte Sião e o templo eram consideradas defesas contra qualquer mal. O profeta ousa, pela primeira vez, pôr em causa a invencibilidade de Sião, anunciando a sua ruína. Estas palavras devem ter criado um tal impacto que, um século mais tarde, Jeremias se inspirará nelas para compor o seu discurso contra o templo (Jr 7 e 26). Textualmente, são reproduzidas em Jr 26,18. Ver Jr 13,20-27 nota; Lm 1,8 nota; Ez 11,3 nota; 26,3-5 nota; Abd 10.16.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.