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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Habacuc

Habacuc 1

1 Oráculo revelado ao profeta Habacuc.

I. DIÁLOGO ENTRE O PROFETA E DEUS (1,2-2,4)

Primeira queixa: por que triunfam os ímpios (Is 21,1-10)

2 *Até quando, SENHOR, pedirei socorro,
sem que me escutes?
Até quando clamarei: «Violência!»,
sem que me salves?
3 Porque me fazes ver a iniquidade
e contemplar a desgraça?
Diante de mim só vejo opressão e violência,
nada mais do que discórdias e contendas.
4 Por isso a lei perde a sua força
e o direito desaparece definitivamente;
porque o ímpio cerca o justo
e, por isso, o direito sai falseado.

Resposta divina: os caldeus, flagelo de Deus

5 *«Vede as nações e contemplai,
admirai-vos, ficai pasmados!
Pois vou realizar uma obra em vossos dias,
que não acreditaríeis, se vos fosse contada.
6 Eis que vou suscitar os caldeus,
aquele povo feroz e impetuoso,
que se espalha pela superfície da terra,
para se apoderar de habitações que não são suas.
7 *Ele é terrível e temível,
dele mesmo procedem o seu direito e a sua grandeza.
8 Os seus cavalos são mais velozes do que os leopardos,
mais atilados do que os lobos durante a noite.
Os seus cavaleiros precipitam-se,
vêm de longe e voam
como a águia que se lança sobre a presa.
9 Todos se entregam à violência
com a face ardente, como o vento de leste,
juntam prisioneiros como areia.
10 Este povo zomba dos reis,
faz troça dos príncipes;
ri-se de todas as fortalezas,
pois levanta plataformas e toma-as.
11 Então eles mudam de rumo como o vento
e apenas reconhecem como deus a sua própria força».

Segunda queixa: exageros dos caldeus

12 *Não és Tu, SENHOR, desde o princípio,
o meu Deus e o meu santo?
Nós não morreremos.
Tu estabeleceste, SENHOR, os caldeus para exercerem a justiça,
como uma rocha, Tu os constituíste para castigar.
13 Os teus olhos são demasiado puros para ver o mal,
não podes contemplar a opressão.
Porque contemplas, em silêncio, os traidores,
quando devoram os que são mais justos do que eles?
14 Tratas os homens como peixes do mar,
como répteis que não têm dono.
15 Eles pescam-nos a todos no anzol,
arrastam-nos com a sua rede,
recolhem-nos em seu cesto
e depois alegram-se e exultam.
16 Por isso, oferecem sacrifícios às suas artes de pesca,
e incenso à sua rede,
porque, graças a elas, recolhem gordas porções
e suculentos manjares.
17 Continuarão eles a esvaziar a sua rede,
massacrando povos sem piedade?

Notas

1, 2-4
Esta lamentação tem paralelo em Job, nos Salmos e em Jeremias (Sl 55,10-12; Jr 6,7; 14,9; 20,8). A questão que preocupa o profeta é de todos os tempos: o sofrimento dos justos e dos inocentes, face ao bem-estar e impunidade dos injustos. O profeta deve queixar-se dos males infligidos ao seu povo (Is 59,9-15; Jr 10,23-25; 14,2-9), embora a sua origem e natureza não seja explícita.
5-11
A primeira resposta de Deus convida a olhar para o panorama internacional. O profeta estava certamente polarizado por uma situação determinada, mas Deus abre-lhe outros horizontes. A partir do v.6, descreve-se a invasão dos caldeus com imagens em estilo épico, como frequentemente acontece nos profetas (Is 5,26-30; Jr 4,5-7.13.16-17; 6,22-24; Ez 23,22-26; 28,7-10). Será este povo cruel e injusto que vem fazer justiça. Estará aqui a resposta às objecções do profeta ou, pelo contrário, continuará o profeta a interrogar-se sobre este modo de acção? Parece que Habacuc continua a questionar-se, levantando novas objecções (v.12-17). Ver Act 13,41.
7
O invasor detém o poder absoluto de impor as suas decisões; estabelece o direito e a supremacia por ele próprio, sem quaisquer outros pontos de referência.
12-17
Réplica do profeta à resposta de Deus. As atrocidades cometidas pelos caldeus, bem expressas na comparação dos peixes e da rede (v.14-17), levam o profeta a um debate apaixonado com Deus. No v.15, o termo eles refere-se ao invasor.
12
Nós não morreremos. Trata-se, provavelmente, de uma correcção. O texto primitivo deveria ter "tu não morrerás".

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.