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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Habacuc

Habacuc 2

Resposta divina: o justo viverá pela fidelidade

1 * Vou ficar de pé no meu posto de guarda,
vou colocar-me sobre a muralha,
vou ficar à espreita para ver o que Ele me diz,
que resposta dá à minha queixa.
2 *Então o SENHOR respondeu-me:
«Escreve a visão, grava-a em tabuínhas,
para que possa ser lida facilmente.
3 Porque é uma visão para um tempo fixado:
ela aspira pelo seu termo e não falhará.
Se tardar, espera por ela igualmente;
que ela cumprir-se-á,
com toda a certeza não falhará.
4 Eis que sucumbe o que não tem a alma recta,
mas o justo viverá pela sua fidelidade.»

II. MALDIÇÕES CONTRA O OPRESSOR (2,5-20)

5 *Verdadeiramente a riqueza engana!
O homem arrogante não permanecerá,
ainda que alargue as suas fauces como a morte
e seja insaciável como o túmulo;
ainda que junte para si todas as nações
e reúna à sua volta todos os povos.
6 *Porventura não comporão todos sátiras contra ele?
Não zombarão dele com enigmas?

As cinco imprecações<br>1ª«Ai daquele que acumula o bem alheio! Até quando?
Do que carrega sobre si um fardo de penhores!»
7 Porventura não se levantarão de repente os teus credores,
não surgirão os teus opressores?
Então, tu serás a sua presa.
8 *Porque despojaste numerosas nações,
os povos que restarem hão-de saquear-te;
por causa do sangue humano
e da violência exercida sobre o país,
sobre a cidade e todos os seus habitantes.

2.ª

9 Ai daquele que só procura lucros criminosos para a sua casa,
para colocar bem alto o seu ninho,
para se livrar da desgraça!
10 Planeaste a vergonha da tua casa:
dizimando tantos povos,
fizeste o mal para ti mesmo.
11 *A pedra da parede gritará,
alternando com as vigas de madeira.

3.ª

12 Ai daquele que constrói uma cidade com sangue
e assenta a cidadela sobre o crime.
13 *O SENHOR do universo disse:
Que os povos trabalhem para o fogo,
e as nações se fatiguem para nada.
14 Pois a terra está repleta
do conhecimento da glória do SENHOR,
tal como as águas cobrem o mar.

4.ª

15 Ai daquele que faz beber ao seu vizinho,
um vinho misturado com veneno que o embriague,
para ver a sua nudez!
16 Saciaste-te de ignomínia e não de glória.
Bebe também tu e mostra o teu prepúcio.
Volta-se sobre ti a taça da direita do SENHOR
e a infâmia cai sobre a tua glória.
17 *Porque a violência contra o Líbano te submergirá
e o massacre de animais te esmagará,
por causa do sangue humano e da violência no país,
na cidade e em todos os seus habitantes.

5.ª

18 Ai daquele que diz à madeira: «Desperta!»
E à pedra silenciosa: «Acorda! Ensina!»
Ei-la coberta de ouro e de prata,
mas sem qualquer sopro de vida.
19 De que serve uma escultura para que o seu escultor a faça?
Uma imagem de metal,
um mestre de mentiras,
para que confie nele o seu artista,
fabricando ídolos mudos?
20 *Mas o SENHOR está no seu templo santo,
diante dele, cale-se toda a terra.

Notas

2, 1
O profeta interpelou Deus sobre os motivos da sua acção (1,13-14). Aguarda agora a resposta divina, depois de ter exposto a sua queixa, qual sentinela atenta (Is 21,6; Jr 6,17; Ez 3,17).
2-4
A resposta é solene. Ela vai ser escrita em tabuínhas para que o seu conteúdo seja fixo e claro (Is 8,1-3). Na mensagem condensam-se dois princípios: fé inquebrantável na justiça de Deus e paciência em esperar o tempo fixado para a execução dessa justiça (Dn 8,19.26; 10,14; 11,27.35). O justo vence todas as contrariedades da vida, pela fé que deposita em Deus. S. Paulo fala deste princípio em Rm 1,17 nota; Gl 3,10-14 nota.11; ver Gn 15,6; Heb 10,38.
5
A riqueza, segundo o comentário de Qumrân. No texto massorético lê-se: "Segundo vinho é falso". A morte, ou o "Cheol", designa o lugar subterrâneo onde se juntam os mortos (Gn 37,35 nota; Nm 16,33 nota; Sl 7,6 nota; Ez 26,20 nota; Am 9,1-4 nota).
6
As cinco imprecações, que vêm a seguir, usam a metáfora e uma linguagem algo enigmática. Em forma de profecias, são ameaças proferidas por meio de termos velados.
8
Referência ao sangue derramado por práticas criminosas (v.12.17).
11
As próprias paredes dos palácios construídos com sangue dos povos clamam vingança contra as injustiças e crueldades.
13-14
A fragilidade das coisas humanas e as perturbações que as alteram fazem compreender a imutabilidade e o poder de Deus. Ele domina todas as coisas e não está sujeito a mudanças.
15-16
O conquistador, levado pelo seu cinismo, faz beber os seus vizinhos para os humilhar. Mas a ignomínia deles será a sua. A vergonha do caldeu incircunciso (v.16: mostra o teu prepúcio), embriagado igualmente, será muito grande.
17
O Líbano, uma vez conquistado, fornecia cedros para as construções (Is 14,8; 37,24). As florestas deveriam também servir de refúgio a animais e mesmo a habitantes do país. Ver Is 2,13 nota; Ez 31,3 nota; Os 14,6 nota.
18-19
No original hebr., estes dois versículos estão invertidos. A sequência das maldições sugere claramente que todas elas começam com o "ai". Aqui faz-se alusão à idolatria dos caldeus (Is 44,9-20; Jr 10,2-5). Sobre a idolatria, ver 1 Rs 12,25-30.31-33 nota; Is 57,3 nota.
20
Deus, pelo contrário, reside no seu templo santo com a sua majestade e o seu poder, em contraposição às divindades falsas e mentirosas. Toda a terra se deve manter em silêncio. Assim se prepara a teofania de 3,3-15.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.