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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Ester

Ester 11

Castigo de Haman

1 O rei e Haman foram, pois, ao banquete da rainha Ester. 2 No segundo dia, disse outra vez o rei a Ester, durante o festim: «Qual é o teu pedido, rainha Ester? Pois ele te será concedido. Que é que desejas? Mesmo que fosse metade do meu reino, seria satisfeito.» 3 A rainha respondeu: «Se encontrei favor aos teus olhos, ó rei, e se ao rei parecer bem, conceda-me a vida, eis o meu pedido; e salve o meu povo, eis o meu desejo. 4 É que eu e o meu povo fomos votados ao extermínio, à morte, ao aniquilamento. Se tivéssemos sido vendidos como escravos ou como servos, eu calar-me-ia, embora o inimigo não compensasse o prejuízo que o rei sofreria.» 5 O rei Assuero perguntou à rainha Ester: «Quem é e onde está aquele que projecta tais coisas?» - 6 «O opressor, o inimigo - disse a rainha - é Haman, esse malvado.»
7 Haman ficou tolhido de terror diante do rei e da rainha. O rei, na sua cólera, levantou-se, deixou o banquete e dirigiu-se ao jardim do palácio. Haman, porém, permaneceu ali para implorar a Ester que lhe salvasse a vida, porque via bem que no espírito do rei estava decretada a sua completa ruína.
8 *Quando o rei voltou do jardim do palácio para a sala do banquete, viu Haman que se deixara cair no divã em que repousava Ester e exclamou: «Como?! Será que quer fazer também violência à rainha na minha casa, no meu palácio?» Mal acabara o rei de pronunciar essas palavras, cobriram o rosto de Haman.
9 *Harbona, um dos eunucos, disse ao rei: «Na casa de Haman há uma forca, com a altura de cinquenta côvados, que o próprio Haman preparou para Mardoqueu, aquele que descobriu a conspiração contra o rei.» Exclamou o rei: «Que o suspendam nela!» 10 *Suspenderam Haman na forca que tinha erguido para Mardoqueu e a cólera do rei aplacou-se.

Notas

11, 8
Deve ter-se em conta que as esposas do rei eram objecto de um recato muito estrito, de tal maneira que habitavam num harém especial (2,14). O gesto de cobrir o rosto de Haman significa que ele está condenado à morte.
9
Sobre os côvados, ver 5,14 nota.
10
Esta inversão das posições na condenação à forca pode exprimir principalmente a convicção bem arreigada de que o mal que alguém faz tem em si o seu próprio castigo. Também existe alguma semelhança com o princípio do castigo aplicado segundo a lei de talião, que consiste na necessidade de fazer justiça segundo um critério de equivalência directa (Ex 21,23-25 nota; Lv 24,17-21 nota; Dt 19,21); todavia, parece estar bem mais presente a ideia bíblica de que o bem e o mal que alguém faz levam sempre em si mesmos o prémio e o castigo que merecem.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.