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26 Segunda-feira, 26 de outubro Outubro de 2026 Segunda-feira da semana XXX

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Jonas

Jonas 2

Jonas no ventre de um peixe

1 O SENHOR fez com que ali aparecesse um grande peixe para engolir Jonas; e Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe. 2 *Jonas fez esta oração ao SENHOR, seu Deus, do ventre do peixe, 3 *dizendo:
«Na minha aflição invoquei o SENHOR,
e Ele ouviu-me.
Clamei a ti do meio da morada dos mortos,
e Tu ouviste a minha voz.
4 Lançaste-me ao abismo, ao seio dos mares,
e as correntes das águas envolveram-me.
Todas as tuas vagas e todas as tuas ondas
passaram por cima de mim.
5 E eu já dizia:
'Fui rejeitado diante dos teus olhos.
Acaso me será dado ver ainda o teu santo templo?'
6 As águas me cercaram até ao pescoço,
o abismo envolveu-me,
as algas pegavam-se à minha cabeça;
7 *desci até às raízes das montanhas,
até à terra cujos ferrolhos me prendem para sempre.
Mas Tu, SENHOR, meu Deus,
salvaste a minha alma do sepulcro.
8 Quando desfalecia a minha alma,
lembrei-me do SENHOR;
a minha oração chegou junto de ti,
até ao teu santo templo.
9 Os que se entregam a ídolos vãos
abandonam a sua fidelidade.
10 Eu, porém, oferecer-te-ei sacrifícios,
com cânticos de louvor
e cumprirei os votos que tiver feito,
pois do SENHOR vem a salvação.»
11 Então, o SENHOR ordenou ao peixe e este vomitou Jonas em terra firme.

Notas

2, 2
Não tem qualquer interesse saber de que peixe se trata, pois a composição literária é de género didáctico e não histórico; não tem igualmente qualquer significação especial o número três referido aos dias e noites que Jonas esteve no ventre de tal peixe. Tem, entretanto, o valor de figura, que vemos aplicada a Jesus (Mt 12,40; 16,1-3 nota.4; 26,61 nota; Mc 8,31 nota; Lc 11,29-32 nota).
3-11
Este cântico, um autêntico mosaico de elementos tirados de diversos salmos, tem a estrutura habitual dos salmos de acção de graças: menção das angústias passadas, relato da libertação. Os salmistas comparam os grandes perigos à morte e a libertação a uma ressurreição; também aqui (v.6-8). O mar, inimigo de Deus desde a origem (Jb 7,12), é visto quer como o reino da morte, quer como o caminho que a ela conduz. Compreendem-se, portanto, as fortes expressões deste cântico, e entende-se que a aventura de Jonas tenha sido apresentada por Jesus (Mt 12,40; Lc 11,30) como figura da sua própria estada "no coração da terra". O reino da morte aparece, então, como um monstro voraz que não pode reter Jesus e o liberta por ocasião da sua ressurreição. A analogia entre o baptismo do cristão e a ressurreição de Cristo levou a utilizar no mesmo sentido a figura de Jonas na tipologia baptismal (Sl 16,10; 18,7; 30,4; 31,23; 42,8; 69,2-3;120,1; 130,1; Lm 3,55).
7
As raízes das montanhas, expressão que significa as profundidades do mar, sobre o qual se supunha assentar a terra.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.