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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Jonas

Jonas 1

I. JONAS OPÕE-SE À VONTADE DE DEUS (1,1-2,11)

Jonas enviado a Nínive

1 A palavra do SENHOR foi dirigida a Jonas, filho de Amitai, nestes termos: 2 *«Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e anuncia-lhe que a sua maldade subiu até à minha presença.»
3 *Jonas pôs-se a caminho, mas na direcção de Társis, fugindo da presença do SENHOR. Desceu a Jafa, onde encontrou um navio que partia para Társis; pagou a sua passagem e embarcou nele para ir com os outros passageiros a Társis, longe da presença do SENHOR.

A tempestade

4 *Porém, o SENHOR fez vir sobre o mar um vento impetuoso, e levantou no mar uma tão grande tempestade que a embarcação ameaçava despedaçar-se. 5 *Cheios de medo, os marinheiros puseram-se a invocar cada um o seu deus e alijaram ao mar toda a carga do navio para, assim, o aliviar.
Entretanto Jonas tinha descido ao porão do navio e, deitando-se ali, dormia profundamente.
6 *O capitão do navio foi ter com ele e disse-lhe: «Dormes? Que fazes aqui? Levanta-te, invoca o teu Deus, a ver se porventura se lembra de nós e nos livra da morte.» 7 *Em seguida disseram uns para os outros: «Vinde e deitemos sortes, para sabermos quem é a causa deste mal.» Lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
8 Disseram-lhe então: «Diz-nos porque nos aconteceu este mal. Qual é a tua profissão? Donde vens? Qual a tua terra e a que povo pertences?»
9 *Ele respondeu-lhes: «Sou hebreu e adoro o SENHOR, Deus do céu, que fez os mares e a terra.» 10 Então, aqueles homens ficaram possuídos de grande medo, e disseram-lhe: «Porque fizeste isto?» Com efeito, compreenderam, ao ouvir a confissão de Jonas, que ele fugia do SENHOR.
11 Disseram-lhe: «Que te havemos de fazer para que o mar se nos acalme?» De facto, o mar estava cada vez mais embravecido. 12 Ele respondeu-lhes: «Pegai em mim e lançai-me ao mar, e o mar se acalmará, porque por minha causa é que vos sobreveio esta grande tempestade.»

Jonas lançado ao mar

13 Os homens remavam para ver se conseguiam ganhar a terra, mas em vão, porque o mar cada vez se embravecia mais contra eles. 14 Então clamaram ao SENHOR, dizendo:
«SENHOR, não nos faças perecer por causa da vida deste homem, nem nos tornes responsáveis do sangue inocente, porque Tu, ó SENHOR, fizeste como foi do teu agrado.»
15 Depois pegaram em Jonas e lançaram-no ao mar; e a fúria do mar acalmou-se. 16 Então, estes homens temeram o SENHOR; ofereceram um sacrifício ao SENHOR e fizeram-lhe votos.

Notas

1, 2
Nínive era a capital da Assíria, nação que representava, para os israelitas, a crueldade, a agressão e a injustiça. Começa aqui o paradoxo da narração: Deus envia um seu profeta ao povo inimigo por antonomásia.
3
Jonas fugiu exactamente na direcção oposta, para o extremo do Ocidente, como então se pensava. De facto, Társis, segundo as informações bíblicas e outras da antiguidade, estava situada no sul de Espanha e era um famoso porto de mar, embora até hoje não se tenha localizado com exactidão (1 Rs 10,22 nota; 22,49; 2 Cr 20,36; Sl 48,8 nota; Is 23,1-16 nota; 66,19 nota; Ez 27,12 nota).
4
Ver Sl 107,23-30.
5
Note-se a ironia da narração: Jonas faz exactamente o contrário do que deve fazer um profeta: foge, em vez de obedecer; dorme, em vez de orar ou ajudar. Melhores do que ele são os marinheiros pagãos e infiéis.
6
O capitão do navio parece ignorar a nacionalidade de Jonas, pois não diz o nome do seu Deus. Quer apenas que ele o invoque, como os outros invocaram as suas divindades.
7
Deitaram sortes. Segundo uma ideia generalizada entre os antigos, uma desgraça era sempre castigo da divindade ofendida. O deitar sortes era um processo habitual para conhecer a vontade de Deus (1 Sm 10,20-24; 14,40-42; Pr 16,33; 18,18; Act 1,25-26). Os urim e tumim era o processo mais antigo. Ver Ex 28,30 nota; Lv 8,8 nota; Nm 27,21 nota; Dt 33,8 nota; Jz 17,5 nota; 1 Sm 2,18 nota; 14,41 nota; 28,6 nota; Os 4,12 nota.
9
Toda a descrição que se segue exalta o poder do Deus dos hebreus, aqui designado apropriadamente como Deus do céu, dos mares e da terra. Incita os pagãos a uma profissão de fé e de temor religioso, logo que a tempestade se acalmou. Não foi sem grande receio da ira divina que eles cumpriram a vontade de Jonas, arremessando-o ao mar.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.