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Inteligência Espiritual

  Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017    Orações Terço Via-Sacra Via Lucis

4.2 Maria, a Mãe de Jesus

Na vida de cada um de nós, a mãe desempenha um papel determinante. Deveria ter sido diferente para Jesus? É verdade que Ele fala com mais frequência do Pai que está nos céus. E mesmo nos escritos do Novo Testamento, Maria raramente é evocada. No entanto, podemos e devemos perguntar: Quem era aquela mulher que deu a vida a Jesus e O acompanhou?

  • Uma jovem de Nazaré, prometida em casamento ao carpinteiro José. Provavelmente não teria mais de 14 anos de idade, aquando do noivado, segundo os costumes da época. Uma jovem que estremece quando o anjo do Senhor vem a ela e lhe fala. Ela escuta a saudação, as palavras que exprimem a sua eleição. Ela não pronuncia o seu "Fiat" (o sim) cegamente. Põe as suas objecções: "Como será isso?" Depois aceita a sua vocação, porque "nada é impossível a Deus". É por isso que acrescenta: "Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1,35.37-38).

  • A Virgem Maria, que espera um filho, põe-se a caminho com o seu esposo. O seu filho vem ao mundo "longe de casa", em condições muito pobres, ignorado por todos. Quando chegam os pastores - também eles gente pobre - e louvam a Deus pelo o que Ele fez pelo seu povo, Maria escuta atentamente. Conserva com cuidado todas estas coisas, meditando-as no seu coração (Lc 2,15-19).

  • Quarenta dias mais tarde, Maria e José levaram o menino a Jerusalém para O consagrar ao Senhor, segundo as prescrições rituais. É aí que Simeão e Ana, duas pessoas que esperam a vinda do Messias, O reconhecem. Simeão louva a Deus por tê-lo deixado ver "a salvação" com os seus próprios olhos. E acrescenta, dirigindo-se a Maria: "...este menino será sinal de contradição, e uma espada trespassará a tua alma!" (Lc 2,22-29).

  • Aos doze anos, Jesus encontra-Se em Jerusalém com os pais para a festa da Páscoa. No regresso, Maria e José dão conta de que Jesus não está com eles. Procuram-n'O durante três dias, como quaisquer pais procuram o filho perdido. Encontram-n'O no Templo e ouvem-n'O falar da "casa do Pai". E o evangelista repete: "Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração" (Lc 2,51).

  • Jesus tem trinta anos. Leva vida itinerante com os discípulos. Em Caná, na Galileia, é convidado para um casamento. Maria está também entre os convidados. Apercebe-se de que não há mais vinho e pede indirectamente a Jesus: "Eles não têm vinho." (Jo 2,3). Confia que Jesus resolverá a situação, embora a tenha afastado: "A minha hora ainda não chegou". Mas Maria não confiou em vão: havia seis jarras de pedra de cem litros cada. Jesus diz aos criados para encherem de água essas jarras. Eles fazem o que Jesus pede. Quando o mestre de cerimónias provou, viu que a água estava transformada em vinho. Este foi - diz-nos o evangelista São João - o primeiro "milagre" que Jesus fez. Os discípulos compreendem quem é Jesus e acreditam n'Ele (Jo 2,1-11).

  • Jesus deixou a sua casa em Nazaré e fundou a sua própria "família". Um dia, quando a multidão se apertava à sua volta, disseram-Lhe: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo". Então Jesus, estendendo a mão para os seus discípulos, responde: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos, pois todo aquele que fizer a vontade do Meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mt 12,46-50).

  • Para o evangelista São João, tudo o que Jesus diz e faz tem um sentido oculto. Assim acontece quando narra que Maria e o evangelista que Jesus amava se encontravam junto à cruz. Jesus diz a sua mãe: "Mulher, eis o teu filho", e ao discípulo: "Eis a tua mãe" (Jo 19,26.27). A partir desse momento, o discípulo levou-a para sua casa. E a Mãe de Jesus converte-se na Mãe de todos os cristãos.

  • Fala-se de Maria, pela última vez, na festa de Pentecostes. Os discípulos de Jesus encontram-se reunidos em Jerusalém. Rezam enquanto esperam que o Espírito Santo os envie em missão. Maria, a Mãe de Jesus, está com eles no momento em que nasce a Igreja do seu Filho (Act 1,12-14).
 


Maria proclama:

A minha alma glorifica ao Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador,
porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos
e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.

EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS 1,46-55
 



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