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Inteligência Espiritual

  Terça-feira, 6 de Outubro de 2026 - TERÇA-FEIRA da semana XXVII    Orações Terço Via-Sacra Via Lucis

12.3 Assim como nós perdoamos

Quando um homem comete uma falta que não pode reparar, facilmente está disposto a pedir perdão. Mas quando lhe é pedido a ele que perdoe ao seu próximo, dificilmente está disposto a renunciar aos seus "direitos". É a isso que Jesus Se refere na parábola seguinte:

Dois homens servem o mesmo senhor. Um deles deve-lhe tanto dinheiro que toda a sua vida não seria suficiente para pagar a dívida. Então este servo vai ter com o senhor suplicando-lhe misericórdia. E o senhor, compadecido, manda-o embora perdoando-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou-se com um dos seus companheiros que lhe deve uma pequena quantia. Agarrando-o pelo pescoço, aperta-lho, dizendo: Paga o que me deves. De joelhos, o companheiro suplica-lhe compreensão. Ele, porém, manda-o para a prisão.

Quando o senhor tem conhecimento do que se passou, fica indignado. Convoca o servo impiedoso e manda-o, por sua vez, para a prisão, até que pague toda a dívida.

E Jesus acrescenta: "É assim que vos fará também o meu Pai celeste, se cada um não perdoar ao seu irmão de todo o coração (cf. Mt 18,23-35).

A parábola não é difícil de compreender. Pelo contrário, é bem mais difícil fazer o que Jesus pede.

Perdoar, não guardar rancor, não se aproveitar da sua superioridade, nem do seu poder sobre os devedores - são atitudes que exigem muito do homem. Vão contra as suas inclinações naturais.

São Pedro queria sabê-lo com exactidão. Pergunta a Jesus: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar ao irmão que me ofende? Sete vezes?" A oferta que São Pedro faz está longe de ser mesquinha. Mas quando ouve a resposta de Jesus, compreende que o perdão requer uma outra medida: "Setenta vezes sete", o que significa: sem conta, cada vez que um irmão necessitar de perdão (Mt 18,21-22).

Não é certamente por acaso que seja São Pedro a fazer a pergunta e obter a resposta. Uma resposta que compromete. Porque é a Pedro que Jesus confia as chaves do Reino dos Céus, para que tudo o que ele ligar ou desligar (perdoar ou não perdoar) sobre a terra, o seja também no céu, perante de Deus (Mt 16,19).

  • Ir ao encontro do outro, estender-lhe a mão, dizer a primeira palavra, dar o primeiro passo, aceitar o outro com as suas faltas, fazer triunfar o amor sobre o rancor e a vingança, romper o círculo vicioso da culpabilidade e do castigo, continuar o caminho juntos.
 


Jesus diz aos seus discípulos: "Sim, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós."

EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS 6,14
 



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Salmo:
Salmo 138 (139), 1-2 e 3b.13-14ab.14c-15(R. 24b)
Evangelho:
Lc 10, 38-42
Liturgia das Horas:
Terça-feira III
Terço do Rosário:
Mistérios Dolorosos

 

   


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