Liturgia de 22 Mar
Leitura I:
Salmo:
Evangelho:
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Liturgia das Horas: Sábado II
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Domingo, 22 de Março de 2026 - DOMINGO V DA QUARESMA |
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  LEITURA I Dan 13, 1-9.15-17. 19-30.33-62 «Vou morrer, sem ter feito nada do que disseram contra mim» Leitura da Profecia de Daniel Naqueles dias,
morava em Babilónia um homem chamado Joaquim.
Tinha desposado uma mulher chamada Susana,
filha de Helcias, muito bela e temente ao Senhor.
Os seus pais eram justos
e tinham instruído a filha na Lei de Moisés.
Joaquim era muito rico
e tinha um jardim contíguo à sua casa.
Os judeus reuniam-se com ele frequentemente,
porque era o mais ilustre de todos eles.
Naquele ano tinham designado como juízes
dois anciãos do povo,
daqueles que o Senhor denunciara, dizendo:
«De Babilónia veio a iniquidade
de velhos que passavam por dirigentes do povo».
Estes dois frequentavam a casa de Joaquim
e a eles recorriam todos os que tinham alguma questão de justiça.
Quando, ao meio do dia, o povo se retirava,
Susana vinha passear para o jardim do seu marido.
Os dois velhos observavam-na todos os dias,
quando entrava no jardim para passear,
e apaixonaram-se por ela.
Perverteram a sua mente e desviaram os seus olhos
de modo a não olharem para o Céu
e não se lembrarem dos seus justos juízos.
Estando eles à espera de ocasião favorável,
um dia Susana veio, como de costume,
acompanhada somente de duas meninas;
e, como estava calor, quis tomar banho no jardim.
Não se encontrava ali ninguém,
senão os dois velhos escondidos a espreitá-la.
Susana disse às meninas:
«Trazei-me óleo e unguentos
e fechai as portas do jardim, para eu tomar banho».
Logo que elas saíram,
os dois velhos levantaram-se,
correram para junto de Susana e disseram-lhe:
«As portas do jardim estão fechadas,
ninguém nos vê e nós estamos apaixonados por ti.
Dá-nos o teu consentimento e entrega-te a nós.
Senão, acusar-te-emos dizendo que estava contigo um jovem
e por isso mandaste embora as meninas».
Então Susana gemeu e exclamou:
«Estou cercada por todos os lados:
se praticar semelhante coisa, espera-me a morte;
se não a praticar, não poderei fugir às vossas mãos.
Mas prefiro cair nas vossas mãos sem ter feito nada
a pecar na presença do Senhor».
Então Susana gritou com voz forte,
mas os dois velhos gritaram também contra ela
e um deles correu a abrir as portas do jardim.
Logo que as pessoas da casa ouviram estes gritos no jardim,
precipitaram-se pela porta do lado,
para verem o que tinha acontecido.
Quando os velhos contaram a sua versão,
os servos coraram de vergonha,
pois nunca se tinha dito de Susana semelhante coisa.
No dia seguinte, quando o povo se reuniu
em casa de Joaquim, marido de Susana,
vieram os dois velhos cheios de rancor contra ela,
pretendendo condená-la à morte.
E disseram diante do povo:
«Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim».
Foram buscá-la
e ela veio com os pais, os filhos e todos os parentes.
Os seus familiares choravam, assim como todos os que a viam.
Os dois velhos levantaram-se no meio do povo
e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana.
Ela, a soluçar, ergueu os olhos ao Céu,
porque o seu coração confiava no Senhor.
Os velhos disseram:
«Enquanto passeávamos sós pelo jardim,
entrou ela com duas servas;
fechou as portas do jardim e mandou embora as servas.
Veio então ter com ela um jovem, que estava escondido,
e deitou-se com ela.
Nós, que estávamos a um canto do jardim,
ao ver aquela maldade, corremos sobre eles.
Embora os tivéssemos visto juntos,
não pudemos agarrar o jovem,
porque era mais forte do que nós,
e, abrindo a porta, pôs-se em fuga.
A ela, porém, apanhámo-la
e perguntámos-lhe quem era o jovem,
mas ela não quis dizer-nos.
Somos testemunhas do facto».
A assembleia deu-lhes crédito,
por serem anciãos do povo e juízes,
e condenou Susana à morte.
Então Susana disse em altos brados:
«Deus eterno, que sabeis o que é secreto
e conheceis todas as coisas antes que aconteçam,
Vós sabeis que eles proferiram contra mim um falso testemunho.
E eu vou morrer, sem ter feito nada
do que eles maliciosamente disseram contra mim».
O Senhor ouviu a oração de Susana.
Quando a levavam para ser executada,
Deus despertou o espírito santo
dum rapazinho chamado Daniel,
que gritou com voz forte:
«Eu sou inocente da morte desta mulher».
Todo o povo se voltou para ele e perguntou:
«Que palavras são essas que acabas de dizer?»
Daniel, de pé no meio deles, respondeu:
«Sois tão insensatos, ó filhos de Israel,
que, sem julgamento nem conhecimento claro dos factos,
condenais uma filha de Israel?
Voltai ao tribunal,
porque estes dois homens
levantaram contra ela um falso testemunho».
O povo regressou a toda a pressa
e os anciãos disseram a Daniel:
«Vem sentar-te no meio de nós
e expõe-nos o teu pensamento,
pois Deus concedeu-te a dignidade dos anciãos».
Daniel disse-lhes:
«Separai-os um do outro e eu os julgarei».
Quando os separaram,
Daniel chamou o primeiro e disse-lhe:
«Envelheceste na prática do mal,
mas agora aparecem os pecados que outrora cometeste,
quando lavravas sentenças injustas,
condenando os inocentes e absolvendo os culpados,
apesar de o Senhor dizer:
‘Não dareis a morte ao inocente e ao justo’.
Pois bem. Se viste esta mulher,
debaixo de que árvore descobriste os dois juntos?».
Ele respondeu: «Debaixo de um lentisco».
Replicou Daniel:
«A tua mentira cairá sobre a tua cabeça,
pois o Anjo de Deus já recebeu a sentença,
para te rachar ao meio».
Depois de o terem afastado,
Daniel ordenou que trouxessem o outro e disse-lhe:
«Raça de Canaã e não de Judá,
a beleza seduziu-te e o desejo perverteu-te o coração.
Era assim que procedíeis com as filhas de Israel
e elas por medo entregavam-se a vós.
Pois bem, diz-me então:
Debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?»
Ele respondeu: «Debaixo de um carvalho».
Replicou Daniel:
«A tua mentira cairá sobre a tua cabeça,
pois o Anjo de Deus está à tua espera com a espada na mão
para te cortar ao meio.
Assim acabará convosco».
Toda a assembleia clamou em alta voz,
bendizendo a Deus, que salva aqueles que esperam n’Ele.
Levantaram-se então contra os dois velhos,
porque Daniel os tinha convencido de falso testemunho,
pela sua própria boca.
Para cumprirem a Lei de Moisés,
aplicaram-lhes a mesma pena
que tão impiamente tinham preparado para o seu próximo
e executaram-nos;
e foi salva naquele dia uma vida inocente.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-2a.2b-3.5-6 (R. 4a) Refrão: Ainda que passe por vales tenebrosos,
nada temo, porque Vós estais comigo. O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas,
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo.
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.
EVANGELHO Jo 8, 1-11 «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Naquele tempo,
Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo
e todo o povo se aproximou d’Ele.
Então sentou-Se e começou a ensinar.
Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus
uma mulher surpreendida em adultério,
colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus:
«Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.
Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres.
Tu que dizes?».
Falavam assim para Lhe armarem uma cilada
e terem pretexto para O acusar.
Mas Jesus inclinou-Se
e começou a escrever com o dedo no chão.
Como persistiam em interrogá-l’O,
ergueu-Se e disse-lhes:
«Quem de entre vós estiver sem pecado
atire a primeira pedra».
Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão.
Eles, porém, quando ouviram tais palavras,
foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos,
e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.
Jesus ergueu-Se e disse-lhe:
«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor».
Disse então Jesus:
«Nem Eu te condeno.
Vai e não tornes a pecar».
Palavra da salvação. | | Fonte: Secretariado Diocesano da Pastoral Litúrgica de Viseu |
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Completas V/ Deus vinde em nosso auxílio.
R/ Senhor socorrei-nos e salvai-nos.
V/ Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo:
R/ Como era no princípio, agora e sempre. Amen.
Façamos uma paragem e passemos em revista o nosso dia. Façamos um exame de consciência, sobre como temos procurado levar o conhecimento de Cristo aos outros.
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Hino Esplendor que vem de Deus,
Luz da Luz, fonte de vida:
Brilhai sobre a humanidade
Nas trevas escurecida.
Sois o Filho muito amado
Em quem o Pai Se compraz:
Sol da graça e da justiça,
Caminho da nossa paz.
Vinde iluminar a terra
E abrasá-la em vosso amor:
Ó Luz plena e verdadeira,
Ficai connosco, Senhor.
Glória a Vós, Senhor Jesus,
E a Deus Pai omnipotente
E ao Espírito Paráclito.
Glória a Deus eternamente!
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Salmodia Antífona
Compadecei-Vos de mim, Senhor, e ouvi a minha súplica.
Salmo 4
Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus de justiça. *
Vós que na tribulação me tendes protegido,
compadecei-Vos de mim *
e ouvi a minha súplica.
Até quando, ó homens, sereis duros de coração? *
Porque amais a vaidade e procurais a mentira?
Sabei que o Senhor faz maravilhas pelos seus amigos; *
o Senhor me atende quando O invoco.
Tremei e não pequeis, *
no silêncio dos vossos leitos falai ao vosso coração.
Oferecei sacrifícios de justiça *
e confiai no Senhor.
Muitos dizem: «Quem nos fará felizes?». *
Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face.
Dais ao meu coração uma alegria maior *
do que a deles na abundância de trigo e vinho.
Em paz me deito e adormeço tranquilo, *
porque só Vós, Senhor, me fazeis repousar em segurança.
Antífona
Compadecei-Vos de mim, Senhor, e ouvi a minha súplica.
Antífona
Durante as horas da noite, bendizei o Senhor.
Salmo 133
Bendizei o Senhor, *
todos os servos do Senhor,
que estais no templo do Senhor *
durante as horas da noite.
Levantai as mãos para o santuário *
e bendizei o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor *
que fez o céu e a terra.
Antífona
Durante as horas da noite, bendizei o Senhor.
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Leitura Breve Deut 6, 4-7 Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás-de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
Responsório Breve
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Benedictus Bendito o Senhor, Deus de Israel *
Que visitou e redimiu o seu povo
E nos deu um Salvador poderoso *
Na casa de David, seu servo,
Conforme prometeu pela boca dos seus santos, *
Os profetas dos tempos antigos,
Para nos libertar dos nossos inimigos *
E das mãos daqueles que nos odeiam
Para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, *
Recordando a sua sagrada aliança
E o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, *
Que nos havia de conceder esta graça:
De O servirmos um dia, sem temor, *
Livres das mãos dos nossos inimigos,
Em santidade e justiça na sua presença, *
Todos os dias da nossa vida.
E tu, Menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, *
Porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos,
Para dar a conhecer ao seu povo a salvação *
Pela remissão dos seus pecados,
Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, *
Que das alturas nos visita como Sol Nascente,
Para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte *
E dirigir os nossos passos no caminho da paz.
Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espirito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre. Amen.
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Oração Guardai-nos, Senhor, durante esta noite, a fim de que, levantando-nos por vossa graça ao romper da manhã, nos alegremos com a ressurreição de Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. O Senhor omnipotente nos dê uma noite tranquila e no fim da vida uma santa morte.
R. Amen.
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Magnificat A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre
Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre. Amen.
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