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F : Geral
Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 16 16UTC October 16UTC 2014 17:46
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: fratal (IP registado)
Data: 17 17UTC October 17UTC 2014 15:21
As coisas correm melhor quando se põe arte no que se faz e diz; e arte é o saber fazer com afeição.
O sínodo sobre a família serve para lembrar que os problemas da família são particularmente importantes para todos mas, quanto a problemas, cada um sabe de si. As generalizações não são uma boa abordagem dos problemas e, em geral, funcionam melhor se forem muito discretas. A via do pensamento geral faz-me lembrar o bispo que passou a missa a falar de crise na Igrejas e de igrejas vazias, face a um assembleia de centenas e a um grupo coral e musical de muitas dezenas. No fim ficou a impressão: este não gosta mesmo do que faz.
-#^R
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Luis Gonzaga (IP registado)
Data: 18 18UTC October 18UTC 2014 20:09
A Igreja corre o sério risco de se tornar irrelevante e não ser tida em conta para nada.
As igrejas estão vazias. O número de vocações para novos sacerdotes é muito escasso. A média de idades dos actuais sacerdotes é cada vez mais elevada.
A parte que os bispos ainda não entenderam é que os leigos vão continuar a utilizar os métodos que contraceptivos que hoje utilizam, os divorciados vão continuar à procura da felicidade e amor em novas relações, e as pessoas homossexuais vão continuar a viver as suas vidas.
O mais importante é que nenhum deles em algum momento vai sentir que Deus não os ama e compreende. Mas sim, que a Igreja é governada por pessoas que não sabe ouvir.
Temos assim quem defende uma Igreja dos "puros", dos que cumprem a lei. Todavia, cada vez mais sozinhos. Lembro-me que Jesus não veio para salvar os puros, mas os pecadores.
Obrigado, Luís Gonzaga
Editado 2 vezes. Última edição em 18/10/2014 20:10 por Luis Gonzaga.
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 19 19UTC October 19UTC 2014 11:14
Para que ser cristão? Seja um pagão e poderá fazer tudo, se é isso que importa. Depois jogue a culpa em Jesus, por ele amar pecadores. Enfim, para muita gente a igreja já é irrelevante, o evangelho tb, e como desistiram de evangelizar o mundo, agora querem mundanizar a igreja. Mudaram de lado.
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Luis Gonzaga (IP registado)
Data: 19 19UTC October 19UTC 2014 16:03
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 12:46
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 13:05
Olá firefox
A misericórdia com os que falham um objectivo não invalida esse mesmo objectivo. O desejo de ter uma Igreja o mais perfeita possível não deve ser obtido à custa dos que, por motivos variadíssimos, não conseguiram atingir ou manter-se nesse patamar.
Transformou-se o que devia ser a consagração de um momento belo numa penitência cujo único fim será a morte.
Cassima
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 18:22
Bem, o meu casamento católico foi infeliz....
e como prémio de consolação pela infelicidade do casamento católico, irei continuar obrigado ao celibato forçado, sob pena de ficar privado dos sacramentos...
Amén, assim seja... de qualquer modo acabo achando que S. Paulo tem mesmo razão: é melhor a condição de celibatário!
...era melhor para ele, e ele mesmo afirma que isso não é um preceito... talvez seja melhor para mim... Mas será melhor para todos??
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 19:17
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 19:26
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Luis Gonzaga (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 20:23
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 20 20UTC October 20UTC 2014 21:29
A Tradição sob a qual se funda o Magistério Católico é uma realidade dinâmica, a ser relida, revivida, reescrita, sem que se diga o inverso.
Se olharmos para certas encíclicas de há 90 ou mais anos, quase nos benzemos; o certo é que a Igreja nunca disse o inverso do que já foi dito: desenvolveu o pensamento.
Humanae Vitae, do nosso amado Beato Papa Paulo VI... quanta luz encerras na tua essência!! É mesmo Magistério, inserido na Tradição, porque esta coisa da ilicitude dos métodos artificiais não é nenhuma invenção de Paulo VI, nem do nº 50 da Gaudium et Spes. Ela vem na linha da Encíclica Casti Connubi de Pio XI, está presente no Catecismo Romano Tridentino, e até em Tomás de Aquino.
É possível, e conveniente, avançar com a Tradição, numa continuidade descontinua, como aliás sempre se fez, como aliás pertence ao próprio conceito Católico de "Tradição". Como se fará isso? Uma proposta será deslocar o centro de reflexão moral para o âmbito da subjectividade, para o âmbito da atitude: afinal, um casal que, recorrendo aos métodos naturais, possua uma mentalidade e uma atitude anti-conceptiva, encarando o filho com um mal a evitar, e vivendo um amor egoisticamente fechado à geração, incorre nos erros denunciados pelo nosso amado e venerável Paulo VI. Ora, aqui está um principio de reflexão para que o Magistério, qual guia seguro, possa desenvolver, e aprofundar, reler e reviver a essência desta encíclica tão luminosa.
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 01:54
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 03:23
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 13:01
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 13:28
Olá Luís
Essa desproporção existe e quanto mais cedo for reduzida, melhor, na minha opinião.
Mas a ideia com que fiquei deste sínodo é que os mais resistentes à mudança são os anglófonos e alguns alemães. E no primeiro grupo principalmente os americanos.
Veja-se por exemplo o caso de uma mulher casada pela Igreja, vítima de violência doméstica, que se divorciou e mais tarde encontrou um homem merecedor com o qual casou civilmente e refez a vida. Imaginemos que têm uma vida feliz, são pessoas decentes, bondosas, frequentadores assíduos da igreja. Por mais que me esforce não consigo compreender como podem olhar para a cara deles e chamar-lhes adúlteros, pecadores, vivendo em grave pecado!!!
Esperemos sim que o Espírito Santo nos ajude.
Um abraço
Cassima
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 15:34
como podem 2 verdadeiros cristãos divorciarem-se?
não conseguem viver em comum?
que cristãos são?
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 15:37
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 19:43
Re: Sínodo da Família: será que o proverbial rato vai ser parido pela montanha?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 21 21UTC October 21UTC 2014 20:36
Bem Cassima,
Como disse antes, acho que nada que se disser vai adiantar. Sei bem como é estar do outro lado e pensar contra a igreja. Vc pode arrumar exemplos e analogias daí e tb eu poderia apresentar outras tantas de cá, mas a questão não é de argumentação, é de confiança. Diz respeito à mudança de mentalidade, tem a ver com rezar o credo de coração. Conversão é algo que a pessoa tem que querer, buscar, ser católico não é algo pronto e acabado. O fato é que muitos "católicos" não estão mais dispostos para acolher o que diz a igreja. É o mesmo que disse sempre, mas muita gente preferia um caminho mais fácil do que a cruz. Muita gente torcendo que apareça um papa (ou sínodo) que dê um jeitinho e diga alguma coisa que autorize uns pecadinhos que se possam cometer sem ter peso na consciência. Clássico exemplo sartreano de má-fé, querem transferir responsabilidade. Acontece que mesmo que algum papa (ou sínodo) dissesse o que desejam, no julgamento final não iria adiantar reclamar que resolveram fazer pq outra pessoa disse que podia. Ou se confia na igreja ou então para que esperar que ela mude de discurso? Imagino o que diria um santo para esse canto de sereia: "Será que precisa mesmo tudo isso? Será que um cristianismo macio, ser uma boa pessoa, não é suficiente?" Quem não sabe a resposta a isso não é católico!
Em tempo, do modo como colocou as coisas, parece até que as pessoas estão sendo cozidas em óleo quente se têm que fazer um jejum ou passar por um tempo de continência pq tiveram a infelicidade de fazer escolhas erradas. Tem gente que acha que seria caridade dizer para essas que não tem problema nenhum, que escolhas erradas não tem consequências, mas a igreja não pode dizer isso sem faltar com a verdade pq não está autorizada a ensinar assim. E se fosse o caso, se pudesse mudar a doutrina ao bem prazer, então seria melhor esquecer logo esse assunto de pecado e ganhar tempo, pq essa coisa de conversão é muito cruel e um desrespeito à originalidade de cada um. Enfim, espiritualmente falando ajuda muito mais acolher o que ensina a igreja, particularmente para quem quer continuar fazendo parte dela. Muito melhor que ficar exigindo supostos direitos e mudanças na doutrina. Se não confiam, se acreditam que são salvos tanto fora qto dentro - esse é o discurso -, então para que esperar da hierarquia cruel um parecer oficial diferente? Tem muita gente oficialmente dentro da igreja católica mas com o coração lá na igreja protestante. Ao menos nisso os protestantes são mais coerentes.
Fica com Deus.
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