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F : Geral
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 17 17UTC April 17UTC 2010 23:37
Nem poderia...
Ainda assim, queiras ou não, não perderás vossa parte...
E sorverás até o ultimo gole... queira ou não queira...
OmegaStar
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Jorge Gomes (IP registado)
Data: 17 17UTC April 17UTC 2010 23:46
Isto é só gente cheia de certezas, não houve magos, nem magicos nem reis nem ouro nem incenco nem mirra pra dar ao "puto", nem estrelas, nem cometas, nem conjunções de estrelas e planetas, essas hipótese nem se poem, vá lá havia a Maria, o José e o puto que já agora essa de ter sido gerada pelo Espirito Santo também não convence, não tem lógica nenhuma cientificamente, foi o José que gerou o puto pah.
Outros têm a certeza que existiram e eram 3 e até se chamavam Belchior, Baltasar e Gaspar e até sabem o que eles eram e tudo. A verdade é que a Bíblia não diz que eram “três” e nem quantos eram os “magos”. O texto diz apenas que eram “alguns”. Também não diz que eles eram “reis”.
Com tantas certezas que todo mundo tem, eu também tenho a minha, e essa é indesmentível, que havia teologos e religiosos que sabiam onde o Rei dos Judeus nasceria, mas não foram adorá-lo, mas havia outros que nem eram Judeus que sabiam, esperavam e seguiram os sinais das escrituras e foram adorar o desejado das nações, a estrela da manhã, o sol da justiça, Aquele sem o qual nada do que foi feito se fez, O mistério oculto pelos séculos, e com o melhor que eles tinham. É isto que o discipulo de Jesus quer transmitir, não é os fenómenos de astronomia, nem os termos técnicos que não eram conhecidos na altura, mas isso não vai invalidar que possa ter acontecido algum fenómeno astronomico. Nem o fenómeno astronomico vai invalidar outros significados...
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 17 17UTC April 17UTC 2010 23:52
É tudo é valido, desde que inventaram o homem e depois o homem se fez deus...
Mas ninguém perde por isto...
Todos ganham, embora não tenham certeza do que podem ganhar...
OmegaStar
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 00:02
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 00:32
Não perderá sua parte, carissima...
É só esperar.
OmegaStar
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 00:41
Caro Jorge:
Parece-me ter entendido onde queres chegar e concordo com bastantes coisas, embora pudesse matizar outras tantas.
Fazes bem em chamar a atenção para o facto de que não se queira reduzir o relato bíblico a um mero conjunto de «estórias» que poderiam ser reduzidas à pura banalidade de sempre: Jesus, um homem como qualquer outro, com uma história sem nada de extraordinário, a não ser uma mensagem que, sem ser propriamente original, acabou por ser idealizada por uns quantos, que o «reinventaram», também através de livros que impuseram como sagrados, e fabricaram uma religião que se impôs, etc... Na mesma linha vêem-se aqui e ali interpretações meramente morais de certos relatos, como os milagres, incluindo a Ressurreição. Às vezes, com a melhor das intenções, pode-se cair neste género de erro, que é reduzir o Cristianismo a uma espécie de estímulo moral e/ou de auto-ajuda e boa convivência.
Por isso é que me parece importante saber distinguir o que é absolutamente essencial (no sentido de central, à volta do qual todo o resto se organiza e encontra o seu lugar adequado) e o que não é tão essencial. Creio que é para isso que globalmente aponta o teu segundo parágrafo.
E também, uma norma de prudência: não complicar desnecessariamente. Posso ter dúvidas sobre a historicidade de uma coisa ou outra, sem que isso belisque o carácter inspirado da Bíblia. Ter fé não significa não ter qualquer dúvida e ter dúvidas não significa necessariamente falta de fé. A fé não é um mero «ter» ou «não ter», porque a fé está sujeita a crescimento: «Senhor, aumenta a minha fé». Portanto, não me parece que tenha razão o Omega, quando insinua que se tem que acreditar na historicidade de todo e qualquer pormenor escrito na Bíblia e que ter dúvidas sobre isso significa negar a Palavra de Deus.
O que dizes no segundo parágrafo tem muito do que realmente é essencial no relato dos magos. A designação de «reis» não faz mal nenhum à fé e ajuda a ligar a Isaías, mas não perdemos nada também em saber que o texto de Mateus não diz que eram reis, nem fala do número. Houve muitas «tradições» quando ao número de reis: cinco, sete, até mais de dez. O número três impôs-se pela associação aos três presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Estes são aspectos mais ou menos secundários.
O que realmente é fundamental é a mensagem, que não é meramente histórica: a) o reconhecimento de Cristo, luz das nações, pelos pagãos; b) o acesso a Deus através de vários meios: a natureza (a observação do céu), os outros (perguntam a Herodes e aos seus), a Bíblia (onde acabam por «descobrir» Belém; c) etc. Neste «etc.» podem entrar outras considerações, de tipo espiritual, catequético, etc., como o significado de cada um dos presentes oferecidos, etc. Portanto, se historicamente eram reis ou não, isso não desfigura o centro do mistério, se eram três ou mais, isso é pouco relevante.
Quanto à natureza da estrela, não temos que partir a cabeça para saber se era mesmo uma estrela, se um cometa, uma conjunção/alinhamento de planetas (como muitos sustentam)...
Embora não sejas católico e o que se segue te interesse pouco, refiro um mini-episódio passado no início deste tópico. Alguém contou o conteúdo de uma homilia, onde o homileta terá dissertado sobre aspectos históricos deste ou de outro episódio. O que vi não me agradou nada, porque me parece que isso está bem numa aula, mas não propriamente numa celebração de fé, onde se insere a homilia, porque a homilia se deve centrar naquilo que é realmente vital para a fé e para a motivação à celebração que decorre. O homileta deve ter presente essas coisas e apontar, se necessário, a uma ou outra coisa, mas não deve fazer da homilia uma aula. Confesso que tenho um certo medo dos «padres iluminados» que fazem das suas homilias supostas demonstrações da sua erudição escandalizadora, com o pretexto de que há que actualizar as pessoas. Como aquele que terá dito que se Nossa Senhora subiu ao céu em corpo e alma, precisará de casa de banho no céu... A sua intenção era boa, a de despertar para alguma confusão em que se pode cair ao usar certas expressões, mas equivocou-se completamente de registo e apenas conseguiu que as pessoas se escandalizassem e até se zangassem. Sim, há que formar, mas não assim.
Mas o contrário também pode causar dano. Insistir desnecessariamente em alguns literalismos pode até desvirtuar o sentido catequético que têm muitos dos textos bíblicos, sobretudo no Novo Testamento. Muitas vezes o acento não vai tanto para o carácter «jornalístico» do acontecimento, mas para o seu sentido profundo. Isso é muito claro no evangelho de S. João, onde normalmente a seguir a um «sinal» vem um discurso. S. João não nos quis simplesmente insistir que Jesus fez mesmo milagres, mas apontar para o significado profundo do sinal. Por isso é que, por paradoxal que pareça, certos fundamentalismos podem constituir uma leitura extremamente superficial dos textos bíblicos, porque se fixam no «histórico» e perdem o catequético, teológico, espiritual...
Alef
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 09:43
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 10:57
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 12:14
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 18 18UTC April 18UTC 2010 17:17
Olá a todos
Nas próximas semanas vou andar por aqui...
Na minha opinião o Jorge Gomes e o Alef disseram tudo, e com muita sensatez. Não podemos reduzir as Sagradas Escrituras a um mero conjunto de símbolos, nem cair no extremo oposto considerando que tudo o que está contido na Bíblia aconteceu de facto tal como foi descrito pelos autores sagrados.
O que a doutrina católica ensina como verdade de fé é a inerrância da Sagrada Escritura e a sua inspiração divina. Claro, essa inerrância não significa que tudo quanto está contido na Escritura seja histórico ou se deva aplicar do mesmo modo às diferentes épocas e culturas.
O que não se pode é também pretender que nada seja histórico e tudo seja simbólico. Isso equivaleria a negar o carácter inerrante da Sagrada Escritura.
Neste caso específico, não interessa muito se foi uma estrela ou outra coisa qualquer que levou os pagãos a Cristo. Considero importante acreditar que determinado número de pagãos recebeu um sinal – não importa qual – e foi adorar o Menino Deus recém nascido. Se eram reis, se eram magos, se eram três, o que importa isso? Mas creio muito importante acreditar na sua existência, independentemente do número e do sinal recebido.
Omega,
Vou à Missa Tridentina e penso mais ou menos como tu, mas acho que deves aprender a expressar-te melhor, tanto gramaticalmente quanto mesmo ao nível da educação e do diálogo com os interlocutores. Podias fazer um esforço, se os outros também fizessem um esforço semelhante.
Os epítetos de fundamentalista, os rótulos, a etiquetagem também não ajudam muito ao diálogo, criam logo uma barreira. Podíamos todos melhorar nisto!
Salve Maria! Pax Christi!
Ut inimicos sanctae Ecclesiae humiliare digneris, te rogamus, audi nos!
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 19 19UTC April 19UTC 2010 17:35
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 20 20UTC April 20UTC 2010 00:23
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 20 20UTC April 20UTC 2010 00:41
Não por acaso foi dito:
Ai de vós, doutores da lei, que tomastes a chave da ciência, e vós mesmos não entrastes e impedistes aos que vinham para entrar.
Ai de vós, significa... maldito de vós doutores da lei... com a chave da ciencia não entram e não deixam outros entrarem.
Perdoem-me a rudeza, talvez devesse ser mais comodo aos interesses da maioria; mas sigo o caminho qe me foi proposto.
OmegaStar
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 20 20UTC April 20UTC 2010 12:57
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 22 22UTC April 22UTC 2010 01:58
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 22 22UTC April 22UTC 2010 08:37
Bem, talvez pode ser que Moisés apenas tenha feito as ___________________> linhas na pedra e depois, tenha lembrado de cada linha que ainda não havia sido escrita, pois ninguém nos garante que ele tenha escrito mais que 03 linhas de coisa nenhuma (se é que coisa nenhuma possa ser transcrito) em uma pedra, da qual se tenha valido e, neste caso, pode ser que necessitasse de muitos camelos e cavalos só para carregar um unico livro, na medidade em que ia lembrando de cada linha, isto é lógico, depois de receber um auxilio divino, inscrito nas pedras da lei por fax celestial.
OmegaStar
Editado 1 vezes. Última edição em 22/04/2010 08:48 por OmegaStar.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 23 23UTC April 23UTC 2010 02:06
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 23 23UTC April 23UTC 2010 12:55
Omega,
Sabes que concordo quase sempre contigo, defendemos o mesmo!
Mas, será mesmo necessário insistir nisso de Moisés? Não será isso um pouco inútil e sem muita relevância para a qualidade da fé e da doutrina que gostaríamos que os outros seguissem e tivessem?
Um grande abraço, meu amigo! Em Jesus e Maria, sempre no amor à verdadeira Fé Católica sem mancha!
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: OmegaStar (IP registado)
Data: 23 23UTC April 23UTC 2010 22:09
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Albino O M Soares (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 11:42
A fé será mais do que um conjunto de crenças em factos improváveis e maravilhistas. Como padrão de maravilha não preciso mais do que olhar a natureza e o Universo e, para ir mais além, procuro moldar a minha vontade no confronto com os paradigmas da lei de Deus e da graça, que dimanam do pão e vinho partidos, repartidos e partilhados em Jesus Cristo.
Fé também não é fantasia, embora esta nos proporcione pontos de rotura com uma existência pouco sentida.
A Bíblia também é palavra de Homens àcerca da perspectiva que têm de Deus e do sentido e propósito para a vida. Mas também temos de conviver com o facto de que há outros livros, por vezes com expectativas e perspectivas substancialmente diferentes.
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