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F : Geral
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 18:08
Dei uma olhadela, mas não percebi que esse Armindo negasse o dogma, percebi sim que ele não definiu bem o significado de pecado original; assim não é surpresa que negue, mas então está negando algo que a igreja não ensina.
A bem da verdade, não são muitos católicos não conseguem apresentar a doutrina da igreja de forma que faça algum sentido; a maioria fica mesmo presa na "dissonância cognitiva".
Sobre esse tema, achei muito esclarecedor o capítulo com o título "O pecado original" que está no livro "Crer para Viver" do Pe. François Varillon. Talvez transcreva para cá uma parte, depois, assim que tiver um pouco mais de tempo disponível.
Paz e Bem.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 21:56
Essa senhora que respondeu isso é uma completa ignorante, porque obviamente todos - até as criaturinhas inocentes que já fomos - nas cemos com o pecado original que só o santo sacramento do baptismo apaga.
Isto é o que dá sermos todos teólogos, todos o máximo no livre exame do magistério e da doutrina... Deus me livre!
Quem melhor define o pecado original - e já teve polémicas fortes com jesuítas - é o padre José María Iraburu, um sacerdote de sólida e incontestável ortodoxia doutrinária. Depois coloco aqui o que ele diz sobre o assunto.
E eu que detestava o Carreira das Neves! Esse Armindo ainda consegue ser pior! Nunca pensei que, em Portugal, houvesse pior que Carreira das Neves, Bento Domingues e o Anselmo...
Quanto aos bispos alinhados peo mesmo (vosso progressístico) diapasão, temos o senhor Januário e o senhor Ilídio como os maiores representantes... juntando-se a eles o senhor Carlos Azevendo de vez em quando... O nosso cardeal já deu mais escorregadelas, mas agora está numa fase conservadora.
Que desgosto que eu tenho do episcopado português. Gosto imenso de Dom Manuel Clemente, bispo ortodoxíssimo do Porto e de Dom António Marto de Fátima - que estes dias foi um pai espiritual para mim...
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 01:12
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 02:18
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 14:01
Não sei de onde sai esta ideia de que pecado original é igual a acto sexual.
Disparate, que jamais a Igreja sustentou.
O pecado original nasce da desobediência, da rebeldia dos nossos primeiros pais, do primeiro homem e da primeira mulher. Não está aqui em discussão o relato literalista da Escritura, mas existiu um primeiro homem e uma primeira mulher, criados por Deus. Primeiro homem este que pecou contra Deus, induzido pela primeira mulher, por sua vez enganada por Satanás.
O pecado não está no sexo – disparate enorme – mas na desobediência e rebeldia a Deus. Olha que semelhança com o que aqui se faz neste fórum. Como negar o pecado com que todos nascemos, a inclinação natural para nos rebelarmos contra Deus, estando neste lugar? O u807237599_gaioqor.org é uma grande contribuição para provar a verdade do pecado original.
O primeiro homem e a primeira mulher foram criados por Deus à sua imagem e semelhança, viviam em estado de santidade, com dons preternaturais dados por Deus que, pelo pecado, perderam e nos fizeram perder. Deus deu-lhes o dom sobrenatural da graça santificante e os dons preternaturais da imortalidade, da imunidade à dor e outros, dons estes perdidos pelo pecado da desobediência.
Todos nascemos com o pecado original que nos foi transmitido por herança dos nossos primeiros pais. Mas o pecado não é o acto sexual – como estupidamente se diz -. Obviamente, o modo de sermos concebidos é através da união corporal dos nossos pais. De outro modo, não somos concebidos, ainda não inventaram outra forma de concepção. Logo...
Negar o pecado original é negar a própria redenção operada por Jesus Cristo, porque Jesus veio redimir o homem precisamente de ter pecado contra Deus. Por isso, se o pecado entrou no mundo por um só homem, também a justificação tinha que vir por um só homem, o Filho de Deus.
No mais, o pecado original é dogma de fé, muito bem explicado no Sacrossanto Concílio de Trento, dogmático e infalível.
Nem Anselmos, nem Armindos, nem outros ainda mais renomados são autoridade doutrinal.
O Anselmo e o Armindo também negarão a concepção imaculada da Santíssima Virgem, posto que negam o pecado original com que todos nascemos e Ela não.
É o que dá ser pseudo-teólogo. Deus me livre!
Deixem-me ficar com os ultrapassados Concílios da Igreja!
E voltamos ao início: todas as heresias, todos os demais pecados, tudo nasce do pecado original: desobediência, soberba, orgulho, arrogância, prepotência, querer ser deuses sem Deus e acima de Deus, querer saber mais que Deus. É o que fazem hoje os pseudo-teólogos heterodoxos. Homens a falar de fé, sem terem fé. Homens a falar de Deus, sem o conhecer e amar.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:54
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:30
A sério?
Apresenta-me, uma única vez na tua vida, um fundamento para a tua resposta. Um documento do Sagrado Magistério em que a doutrina fosse diferente.
Fundamenta a tua resposta. De contrário, ela carece de qualquer credibilidade, vinda de alguém que distorce frases da Suma Teológica de modo pouco honesto, eu diria mesmo que desonesto.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:33
No Concílio de Trento, a doutrina apresentada é a mesma.
Sinceramente, Luísa, não vale tudo... há limites...
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:36
E não, o dogma não evolui - isso é heresia - quem é que tem falta de formação catequética agora? Defendeste uma heresia clamorosa, pergunta a quem quiseres!
O que evolui é a inteligência da fé, a nossa compreensão do dogma. E evolui sempre no sentido de compreendermos melhor a verdade explicitada, evoluindo sempre de modo homogéneo, ou seja no mesmo sentido em que foi enunciado e nunca em sentido diferente.
A tua falta de formação doutrinal, moral e espiritual está mais do que comprovada, por muito que tentes - inutilmente - descredibilizar o que os outros dizem.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 09:08
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 10:14
Ora então vejam bem: e se não tivesse havido pecado original, o Logos teria encarnado na mesma, ou já não teria encarnado??
Da resposta a esta pergunta depende toda uma visão, estreita ou não, da Kenosys do Verbo, e seu significado teologico e redentor!
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 10:30
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 10:48
Olá Cássima.
Kenosys é um termo grego que significa "despojamento", "entrega", esvaziamento de si mesmo".
A minha pergunta surge na sequência de se querer fazer depender do pecado original esta Kenosys do verbo, ou seja, afirmar que o Verbo encarnopu por causa do pecado original.
Por isso, a questão teologica é: Se não tivesse havido pecado original, o Verbo teria encarnado na mesma, ou já não teria ocorrido a encarnação?
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 10:50
Se não tivesse havido pecado original, já não prec isariamos de ter acesso à vida divina pela Encarnação?
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 11:30
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 12:58
Mesmo que nunca tivesse havido pecado, o verbo teria que Encarnar.
Portanto, é incorrecto estabelecer uma dependencia da Encarnação para com o facto do pecado.
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 13:14
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 13:24
Porque Deus não é outra coisa senão total e infinita doação, doação não fechada sobre si mesma (Trindade), mas doação para um outro, para a humanidade.
Levar o homem a participar da natureza divina é o grande projecto de Deus.
Mesmo sem pecado, esta participação, na medida em que Deus continuaria lá, Transcendente, não aconteceria.
Mas não! O eterno fez-se tempo e espaço, o Incomensurável assumiu uma carne, e assumiu-a ad-aeternum.
O amor infinito de Deus levaria sempre este Deus a ser dar a nós, encarnando.
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: M. Martins (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 14:29
Mas Paulo afirma que a Encarnação teve como "causa" o pecado de Adão.Tudo remete para o chamado pecado original "originante".
Penso que, do pouco que sei, a Encarnação não teria sentido sem a "desobediência primordial".
M.
Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 15:21
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