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Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 14:39

Pelo amor de Deus, que ninguém entenda que estou a recomendar métodos imorais; de contrário já nem durmo esta noite.

Estava só a pensar alto nas questões colocadas pelo Rui...

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 15:20


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 16:55


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 17:07


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 17:16


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: vitor* (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 17:29

Obviamente se me perguntarem, direi que o ideal era que o casal estivesse sempre aberto à vida, esse é o ideal cristão. Estar aberto à vida é o único argumento válido que pode ser argumentado quando a Igreja se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, que obviamente não podem preencher este requisito, para terem um casamento pleno.

A Igreja como qualquer pessoa, não quer se contentar com a solução possível, mas com a solução plena e ideal. Pessoalmente nunca vi ninguém que almejasse atingir algo e não tivesse que dispensar outra coisa que tanto lhe apraz, mas que por vezes é um prazer egocêntrico, pouco virado para fora de si mesmo e que nada tem a ver com a imagem da santissima trindade que é a família feliz, exactamente porque é doação de vida e de amor.
Se o casal não for imagem ainda que imperfeita, desta família feliz então é uma união que será muito estreita de sentido.
Pessoalmente acho que se a pessoa pensa em investir muito tempo numa carreira, em vez de investir na felicidade familiar(e estas não são a mesma coisa), então não se deve casar.

Abraços,
Vítor.
O resto deixo à consideração das vossas consciências. E em vez de ler isto que escrevi e responder rapidamente, reze, para o Senhor iluminar as vossas consciências, mais até do que a minha, que especialmente hoje não está lá muito feliz.

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 17:29

Lena,
lê bem o que escrevi.

Se me expliquei mal, então explico melhor.

Eu tenho carreira profissional, espero melhorar a cada dia... sou uma feminista católica looool.

Considero completamente compatível ter-se uma família numerosa - com vários filhos - e uma carreira profissional de sucesso.

Conheço várias mulheres verdadeiramente católicas que o conseguem na perfeição.

O que disse foi que, não é lícito a uma mulher abdicar dos filhos ou limitar o seu nascimento, com base em motivos profissionais.

Para ter uma brilhante carreira, a mulher, segundo a doutrina católica, não pode limitar o número de filhos.

Se ela vê que a família - e as exigências morais a ela relacionadas - são prejudicadas, então deve abdicar da carreira profissional em prol da lei moral matrimonial.

Mas, como eu considero perfeitamente compatíveis as duas coisas, nunca aconselhei mulher alguma a ser somente dona de casa. Como feminista que sou - isso seria dar um tiro no pé! Preferia ficar um dia inteiro muda do que aconselhar a alguém que seja apenas dona de casa... loooool

Nada contra, simplesmente eu é que não gosto mesmo nada de mulheres católicas estupidificadas... sem opinião... burras, que é o que geralmente ocorre se são donas de casa. Entre as tradicionalistas há muitas «cromas» destas...

Mas, voltando ao tema, se uma mulher achar que é mesmo incompatível a profissão com os seus deveres no matrimónio, deve abdicar da profissão e - nunca! - da lei moral.

Isto para mulheres católicas que sinceramente querem seguir a doutrina e moral católicas.

Não é pecado ficar sem carreira; mas é pecado limitar o número de filhos para subir na carreira...

Motivos económicos graves é miséria... fome... não poder sustentar mais crianças...

Motivos de saúde - graves -, conforme a doutrina e a Humanae Vitae - a tal que não consagrava os motivos graves?! - são problemas psicológicos da mãe, por exemplo.

Por isso a teologia moral analisa casos individuais, sim!

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:04


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:21


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: vitor* (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:24

Isto já está a derivar para o insulto.
Acho que me fico por aqui com este fórum.



Editado 1 vezes. Última edição em 07/05/2010 18:26 por vitor*.

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:29

Porquê?

Porque se é católico(o casal), tem que obedecer aos ensinamentos do Magistério.

Senão, mude-se (o tal casal) para uma igrejola de fundo de quintal e deixe de manchar a Igreja de Cristo com doutrinas heréticas.

Aqui ainda não se compreendeu uma coisa básica: o magistério não é um conjunto de leis de homens; é um conjunto de leis divinas, de Cristo, que deu o poder das chaves somente ao sucessor de São Pedro.

Realmente, isto é demais... é de dar cabo da cabeça...

Por que motivo somos católicos? Porque os nossos pais nos levaram à pia baptismal?...

Por convicção ou por tradição?...

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:32

Vitor,
acho que ninguém está a insultar.

Se eu estiver, é involuntário; já sabem como sou, desconsiderem a parte menos substancial da argumentação...

Ah, Firefox, a Humanae Vitae é do Papa Paulo VI, não de JPII...

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:36

Lena,
é à mulher que cabe abdicar da carreira para se dedicar à educação dos filhos, caso isso seja em absoluto necessário.

Isto devido àquilo que vocês, aqui, provavelmente negam: a diferença entre os sexos. A complementaridade na diferença.

Se só um puder trabalhar e um tiver obrigatoriamente que ficar em casa, cabe ao homem a função de trabalhar. Isto não é regresso ao passado, negar as nossas conquistas ou machismo - de uma mulher? -; é ter plena consciência da ordem estabelecida por Deus e das diferenças existentes entre sexos para a doutrina católica.

Inverter valores não é comigo...

Quanto aos casais de classe média baixa, a falta de recursos económicos - e não a carreira profissional da mulher - é motivo suficiente para espaçar ou mesmo limitar definitivamente o número de filhos, por métodos naturais. Sempre com respeito pela lei moral...

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:40

A essência da feminilidade é a maternidade. Na própria natureza humana da feminilidade está inscrita a essência primordial da mulher: a maternidade.

Negar isso é negar a própria natureza...

O que não significa que a mulher não tenha outras capacidades e não possa fazer outras coisas, competir com o homem. Já passámos, felizmente, dessa fase.

Por isso, se um tem de abdicar em favor da família - repito que não considero isso necessário, muito pelo contrário luto pelo inverso disso! -, que seja a mulher. É ela quem tem de dedicar-se à educação dos filhos de modo primordial. O homem deve ajudar nessa tarefa, mas cabe à mulher educar moral e religiosamente as crianças.

A mulher é o coração do lar.

A chave de leitura do que aqui é dito é a diferença na complementaridade entre os sexos. Negar que há diferenças biológicas, afectivas, inscritas na própria natureza da masculinidade/feminilidade seria um absurdo, seria negar as inclinações naturais com que Deus nos fez nascer...

Seria revoltar-se contra a sua própria condição.

Mas isto só se aplica a pessoas que queiram viver o Catolicismo, não a toda a sociedade. Obviamente nunca tive a pretensão de impor a doutrina católica a quem não é católico.

Nem sequer aos que são, embora me faça imensa confusão que alguém se diga católico e não obedeça ao que ensina a Igreja Católica. Não faz sentido nenhum...



Editado 1 vezes. Última edição em 07/05/2010 18:45 por Miriam.

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 18:59


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 19:30

Ó Lena, quando se quer deturpar o pensamento dos outros, já se sabe que essas caricaturas são inevitáveis.

Não defendo isso, mas pronto. Soma e segue... aqui neste fórum é assim mesmo.

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 19:34


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 19:35

O magistério da Igreja diz exactamente o mesmo que eu.

Não sei cozinhar nem falei nessas funções.

Eu não sei cozinhar...

Disse somente que, se em alguma circunstância a mulher tivesse que escolher entre limitar o número de filhos para subir na carreira e o contrário, devia escolher obviamente o contrário.

É elementar que a família e a moral têm que estar acima da carreira.

Pode acontecer que seja o homem a tomar essa decisão, mas não é assim a ordem estabelecida por Deus.

Faz-me confusão - enquanto mulher que conhece bem as exigências da feminilidade - que uma mulher tenha uma brilhantíssima carreira, nem pare em casa, e que o marido é que seja «dono de casa» e tome conta dos oito filhos...

Diferença na complementaridade é o que ensina a Igreja.

Claro, em situações normais, é perfeitamente conciliável a tal brilhante carreira - que eu almejo!!! - e uma família numerosa - que eu também quero!!! -.

Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 19:53


Re: Qual será a Verdade?
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 07 07UTC May 07UTC 2010 20:02

Algumas pessoas que me conhecem e que leem isto devem rir-se a gargalhadas.

Com o muito que eu obedeço cegamente, sempre...

loooool

Firefox,
não se trata de obedecer cegamente - farisaísmo! - a um homem; mas de acatar o magistério da Igreja, que não é nem por nada a mesma coisa. O depósito da fé, a moral absoluta e universal e blá blá blá... estou cansada de repetir ad nauseam sempre a mesma coisa. E quando me canso das repetições e as acho sem sentido, desligo.

Mau espírito católico, heresia prática, cisma mental, magistério paralelo... estas são palavras não minhas, mas da Igreja, para classificar quem não dá a consagração total da sua inteligência e da sua vontade ao que a Igreja ensina.

Não é obediência cega, é formação recta da consciência.

Tomai, Senhor, e recebei...

Quer continuar a oração, Firefox?

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