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F : Geral
«Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 02:50
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Albino O M Soares (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 12:36
A existência de Deus não está seguramente dependente das opiniões que emitimos sobre a questão. Não nos preocupemos, portanto, e gozemos a felicidade de vivermos num horizonte sem limites para o tempo, o pensamento ou a expansão.
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Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 12:46
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Albino O M Soares (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 15:26
Alef,
Tanto quanto somos capazes de captar, a um dia segue-se outro dia, a um século outro século, ou seja: os limites do tempo estão para lá da nossa capacidade de raciocinar.
E Deus existe na medida em que se observam os seus mandamentos, sobretudo naquilo que eles têm de essencial para a dignificação da condição humana. Quanto à santificação do nome de Deus, creio que os ateus os agnósticos não deixam de dar o seu contributo positivo, porque nos obrigam a não nos acomodarmos a idolatrias várias.
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Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Vera (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 15:58
Da minha parte merece resposta sim.
Parece-me bem que cada um tenha a sua opinião e a manifeste. Porém, assim como acho digno de uma boa gargalhada o apregoar de Deus por parte de alguns crentes, como acontece em algumas rádios por exemplo (e não vou discutir aqui o facto de muitas vezes serem apenas seitas religiosas, limito-me a chamar-lhes crentes), parece-me absurdo que estes que não acreditem na existência de Deus tenham necessidade de o apregoar, fazendo passar a mensagem nos autocarros.
A meu ver, esta é a atitude adequada a quem acha que os outros não têm por si só a capacidade de concluir da existência ou não de Deus, já que quase só lhes falta dizer que se diz que Deus existe porque alguém se lembrou de o dizer.
Em suma, apregoam limitações que consideram serem-nos impostas pela existência de Deus, as ditas preocupações que podemos deixar de ter, colocando-nos numa idêntica: viver segundo as ideologias desses grupos, acreditando que Deus não existe só porque eles disseram.
E aqui entra o "provavelmente" que o Alef referiu, a meu ver, muito bem. Escondem a ideologia com esta palavrinha, do mesmo modo que escondem os seus objectivos com o significado da mesma. Na prática não afirmam, sugerem.
Haja coragem de assumirmos o que somos, independentemente daquilo ou daqueles em que acreditamos.
Editado 1 vezes. Última edição em 13/01/2009 16:01 por Vera.
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 16:29
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: JMA (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 17:27
Eu não gosto muito de comentar o ateísmo, pois acabo sempre por me arrepender do tempo que perdi com a matéria. Mas aqui vai.
Considero o ateísmo uma imbecilidade e os ateus uns imbecis.
Clarifiquemos os conceitos: ateísmo é a teoria que alegadamente prova a não-existência de Deus. Começa por rejeitar as provas filosóficas da existência de Deus, por as mesmas não poderem ser cientificamente provadas. De seguida, não dando quaisquer provas de caractér científico, ou seja que possam ser experimentadas por tal método, afirma o "dogma científico" da não existência de Deus.
Claramente trata-se de uma imbecilidade.
Diferente, digno de todo o respeito, e com quem vale a pena dialogar é o agnosticismo. Diz esta corrente de pensamento que não é possível afirmar a existência ou não existência de Deus. É uma posição que contrario mas com a qual existe toda a possibilidade de diálogo. E esta posição não funciona com graus de probabilidade: afirma, uma grande parte das vezes, e habitualmente nas mais fundamentadas posições, a limitação do homem em saber se Deus existe ou não.
No que se refere a esta campanha, que pertence à esfera do ateísmo (não concordo contigo, Alef), é uma coisa perfeitamente ridícula: um misto entre a imbecilidade e o anúncio da Carlsberg (provavelmente a melhor cerveja do mundo). A esta campanha não deve ser dada mais relevância que a uma campanha de refrigerantes: tem a mesma seriedade e o mesmo grau de cientificidade.
Um outro aspecto chocante desta campanha é o óbvio pendor anti-ético da mesma. Como Deus não existe, não tenhas nenhum limite nos teus actos. É o apelo à barbárie, ao hedonismo, enfim a tudo aquilo que há de negativo no homem.
Junta-te ao clube e torna-te um selvagem. Gozar a vida é ser atropelado por um outro selvagem como tu que acelerou quando entraste na passadeira. E remorsos, deixa-os para os coitadinhos dos crentes...
Mas no final disto perguntamo-nos: se Deus não existe, porque é que perdem tanto tempo com Ele?
Conclusão de tudo isto: nem os alegados ateus conseguem viver sem Deus.
Curioso.
João (JMA)
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 17:55
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 18:03
Caro JMA:
Uma notinha rápida, «en passant»:
Quando digo que os ateus me merecem mais respeito que os agnósticos, refiro-me a um problema sério que mencionei mais tarde: às vezes o agnosticismo denota apenas algum comodismo em não levar a questão muito a sério. O ateu «sabe» que Deus não existe e nisso merece a minha admiração. Por contraditória que possa ser a sua posição, há normalmente convicção e, muitas vezes, disposição para dialogar sobre a questão. Já disse algumas vezes que gosto de conversar com ateus sobre as «razões da sua (não-)fé». Porque me parece que há um «momento» onde crentes e não crentes nos encontramos diante da possibilidade do «tudo» ou do «nada», um ponto de enorme pobreza humana, de onde divergem caminhos bastante opostos, mas talvez com muitos elementos comuns. Não estranha, por isso, que tantos santos tenham vivido o abismo da descrença. E nisto penso imediatamente em três grandes Teresas: Teresa de Jesus (Santa Teresa de Ávila), Teresa de Lisieux (Santa Teresa do Menino Jesus) e Madre Teresa de Calcutá. De um modo ou de outro, todas viveram crises enormes, viscerais, da «ausência absoluta» de Deus, coisa que a alguns causa surpresa e talvez escândalo. E, contudo, isto não faz delas menos modelos para os outros cristãos (duas foram canonizadas e a última foi beatificada). Ou seja, e retomando o fio condutor, diante do problema de Deus, honestamente colocado, tanto ateus como crentes estamos no mesmo barco e debatemo-nos com questões comuns. Distingue-nos a «resposta» ao problema, e não propriamente a inteligência ou outras capacidades humanas. Tocamos aqui o mistério da vontade humana diante da possibilidade da transcendência, do assentimento humano e da própria fé enquanto dom: por que razão uns dão o passo da fé e outros não o dão, invocando coerência com a sua consciência?
O ateísmo a que te referes (supostamente «científico») é talvez um caso especial, embora frequente, mas nem todos os ateísmos seguem esse padrão. Isto é, nem todos decidem ser ateus porque esperam uma prova científica da existência de Deus e depois contentam-se com uma qualquer objecção que «prove» o contrário.
Quanto ao agnosticismo, também há muitos modos de se dizer agnóstico. Uma coisa é que alguém aprofunde o problema e chegue à conclusão de que honestamente não pode decidir-se por nenhuma das posições; outra coisa é o desinteresse pela questão, que leva a não tomar posição. Talvez o mais «complicado» seja o mais «simples», aquele que se identifica com um desinteresse teórico ou prático.
Alef
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 18:36
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 20:25
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 20:36
dizer que tem raizes psicologicas é muito diferente de dizer que deriva de problemas psicologicos.
A campanha não é propriamente inteligente o que não significa que não existam ateus inteligentes.
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 20:39
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: vitor* (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 20:58
Não concordo com o ponto de vista do JMA e estou mais de acordo com o ponto de vista do Alef. É mais "saudável" e mais frutifero falar com um ateu(ateismo forte) do que um agnóstico(ateismo fraco), isto pela simples razão que o primeiro tenta argumentar segundo a sua fé e o segundo não. Falo por experiência própria. Eu tenho um colega que é ateu, mas o assunto da existência de Deus para ele, eu já percebi, não está encerrado. É algo que ele quer discutir, que quer saber a verdade. Eu pessoalmente tenho mais compreensão e mais compaixão por um ateu que nunca se sentiu tocado pela crença em Deus, algo que na cabeça deles não faz sentido, do que por exemplo um ex-católico que se converte ao ateísmo, ou aos poucos ao agnosticismo, como é o caso de outra colega minha. Este último tipo de ateísmo custa-me mais a digerir, mas vou digerindo.
Chamar imbecil a um ateu é tão ridiculo como chamar imbecil a um crente. Que me perdoe o JMA mas isso mais parece um qualquer complexo de inferioridade(pouco fundamentado), em que se atira a bola para a frente, ou seja o típico fuga para a frente.
Não é por acaso que os ateus e isso é algo que se pode constatar , pelo numero de ateus proeminentes em ciência nos EUA(pode-se consultar outros países é só procurar na internet)são mais vocacionados para o raciocinio cientifico. Isto tem muito a ver com o método cientifico, que procura regras sem excepção, mas isso de forma alguma prova que Deus não existe e de forma alguma prova que são pessoas mais inteligentes que os crentes( a inteligência tem outras dimensões além do raciocinio lógico). Apenas demonstra que é muito mais fácil raciocinar logicamente(a ciencia vive do raciocinio metódico e puramente lógico) sem admitir excepções, sendo ateu.
De qualquer das formas eu não quero ser ateu, porque primeiro:
-Deus existe.
Segundo:
-Os ateus só captam parte da essência humana.
Terceiro:
- Newton era (grande) crente e talvez o maior cientista de sempre.
Editado 1 vezes. Última edição em 13/01/2009 21:02 por vitor*.
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 21:08
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 21:13
Mais umas notas rápidas:
Também não vejo necessidade nenhuma de usar argumentos «ad hominem» em termos de esperteza ou imbecilidade, mas talvez o João se referisse apenas àqueles que correspondem ao retrato que descreveu; em todo o caso, a generalização é injusta.
O «argumento» que o vitor usa, ao referir um grande cientista não é muito consistente, embora dele se possa salvar algo importante no seu uso: crer ou não crer em Deus não é uma questão de mais ou menos inteligência ou de mais ou menos envolvimento com as ciências. Há uns tempos perguntava alguém se «Deus é de Letras»... A existência de Deus não entra no domínio da investigação das ciências, pelo que quando Newton diz que acredita em Deus, não o faz enquanto cientista, mas enquanto crente, da mesma forma que quando Dawkins diz que «provavelmente» Deus não existe, fá-lo como «descrente», não como conceituado biólogo. Evidentemente, há grandes génios crentes e grandes génios ateus.
De qualquer forma, não cremos simplesmente porque Fulano é muito inteligente e também crê. Mais do que «aceitar a existência de "algo"», a fé é um acto pessoal de assentimento e entrega a um Absoluto pessoal a que/Quem chamamos Deus. E isto é tão verdade tanto para grandes génios como para os mais «rudes». Nisto também está a maravilha e o problemático da fé.
Alef
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 21:25
Eu comparo um ateu a um animal! Alguns não têm valores, outros sem moral alguma, fazem o que lhes dá na gana!
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 21:26
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 21:31
Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Chris Luz BR (IP registado)
Data: 13 13UTC January 13UTC 2009 22:34
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