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Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:13

Nick,
no meio deste deserto modernista herético, tu és uma bênção!

Luísa,
a semana passada dei-te um banho de Vaticano II, quando me pedias Vaticano II e implicitamente me acusavas de mentir. Queres ser humilhada outra vez?

Não me voltes a chamar mentirosa, porque geralmente eu afirmo e provo. E se me enganar, corrijo - mas neste caso tenho a certeza absoluta, ok?

Claro que Bento XVI não afirmou a superioridade moral da castidade perfeita, nem eu o fiz. Nem eu disse que ele o tinha feito. Os teus problemas de leitura e interpretação começam mesmo a irritar-me sobremaneira. O que eu disse foi que Bento XVI, num discurso acerca do sacerdócio, tinha exaltado a castidade perfeita - no caso específico o celibato - acima do matrimónio. Não falei em moralidade ou valorações morais.

Lê tudo outra vez, faz um esforçozinho de interpretação, vá lá... Até há uma parte em que me refiro explicitamente à questão da consagração e da valoração moral, pelo que...

Firefox,
há abundantes documentos do magistério sobre o amor humano e a pureza da castidade conjugal. Há inúmeras frases minhas neste fórum a exaltar o amor humano. Começo a achar que isto é tudo má fé!

Mas vocês gostam de distorcer tudo conforme as vossas conveniências: é Santo Agostinho, é o magistério da Igreja, é o que eu digo, é tudo...

Quando não há argumentos, recorre-se a essas coisas pouco sérias.

Não vou insistir mais, não há pachorra. Isto de falar para as paredes e ainda ser miseravelmente distorcido tudo o que dizemos, fazendo-se caricaturas do nosso pensamento, não dá para mim, não preciso disso. Querem colocar-se contra a Igreja de modo frontal, ninguém os impede, o tempo da morte aos hereges felizmente já terminou. Não façam é caricaturas dos outros, dos que sim seguem o que a Igreja diz; ou então levem a vossa absurda lógica interna até ao fim e ataquem a Igreja também de modo explícito.

Que a Virgem foi puríssima e castíssima antes, durante e depois do parto, afirma-o a Igreja; mas se for eu a dizer já me cai tudo em cima.

Boa sorte a quem fica.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:14


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:19


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:23

Falta de formação catequética tens tu, Luísa, que distorces de modo absolutamente repugnante e repulsivo o que o magistério diz - exemplo a questão da consciência no Catecismo.

Onde, onde eu afirmei que o acto sexual era impuro e não era casto? Não falei em castidade conjugal? Será que sou tão ambivalente assim que não me faço compreender ou o erro não está em mim?

Já expliquei, sempre segundo a Igreja, o que se entende por castidade, quais as duas formas de castidade e que uma, sim, é mais perfeita que a outra. Já expliquei, com riqueza de detalhes, porque é que à Mãe de Deus convinha mais uma que a outra - o seu carácter de excepcionalidade -, isto sempre segundo a doutrina da Igreja.

Não me vou repetir, até porque tudo o que eu digo é distorcido.

Há aqui uma espécie de analfabetismo militante no que concerne aos textos do Sagrado Magistério ou então é pura má-fé!

Mas falta de catequese quem a tem não sou eu. Eu sigo o Sagrado Magistério, pena tenho de não disponibilizar de tempo para estampar aqui montes e montes de frases do magistério actual sobre a castidade, a virgindade e o amor conjugal.

Boa sorte a quem fica (2)

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:39


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:44

Luísa,
pela última vez - porque não há mesmo paciência - não se trata de valorações morais. A superioridade de uma em relação a outra nada tem a ver com valorações morais... Não é que uma seja moralmente mais aceitável que outra, as coisas não se colocam ao nível do plano moral.

Não afirmei em lugar algum que o Papa dissesse isso, mas afirmo categórica e taxativamente - e amanhã provo - que o Papa defende a superioridade da castidade perfeita em relação à castidade conjugal, com toda a doutrina da Igreja. Logo, não é anátema, como é evidente.

Quem treslê és tu.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:47


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 21:51

A castidade perfeita é superior em termos de consagração total a Deus, ao nível da entrega ao Senhor, total, incondicional dedicação às coisas de Deus.

Tem a ver com o serviço do Reino.

Nada tem a ver com moralidade ou imoralidade da conjugalidade, que é vocação santa!


Diz-me só uma coisa: tu fazes de propósito para me irritar, realmente não consegues interpretar ou finges que as coisas realmente são como gostarias que fossem? Não dá para perceber se é dificuldade de interpretação – e aí tenho que ter um pouquinho de mais paciência – ou se é desonestidade e má fé, querendo-se a todo o custo que a doutrina do magistério diga o que não diz.

Claro que Bento XVI é reputado teólogo, por isso é que defende a correcta doutrina da Igreja.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:07


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:21


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:33

Ok, Cristo honrou-o e eu desonrei-o. Eu, que tenho um blog, sobre a santidade do matrimónio. É que é mesmo vontade de deturpar.

Ora toma lá e chama mentirosa a outra:
“A virgindade pelo reino constitui uma expressão particular e a mais perfeita da castidade e da vida consagrada cujas raízes são antiquíssimas. De facto, radicam “nos inícios da vida evangélica quando, como novidade inaudita, o coração de algumas mulheres começou a abrir-se ao desejo da virgindade consagrada: ou seja ao desejo de dar a Deus todo o próprio ser.

“O vosso carisma deve reflectir a intensidade, mas também a frescura das origens. Funda-se num simples convite evangélico – ‘quem puder compreender, que compreenda’ – e no conselho paulino sobre a virgindade pelo Reino de Deus. E contudo nele ressoa todo o mistério cristão”.”

«quando surgiu, este “carisma não se configurava com particulares modalidades de vida, mas foi-se depois institucionalizando, pouco a pouco, até chegar a uma verdadeira consagração pública e solene, conferido pelo Bispo mediante um sugestivo rito litúrgico que fazia da mulher consagrada a sponsa Christi, imagem da Igreja esposa”.

(Discurso do Papa Bento XVI às religiosas e demais mulheres de vida consagrada)

Não era este o discurso que tinha em mente, lembro-me de ter lido um ainda bem melhor e mais «clarinho» sobre o celibato, inserido no celibato, em que se afirmava taxativamente a superioridade da virgindade pelo reino. Vou procurar, não desisto!
Esse ainda é melhor, assim que o encontrar coloco aqui, porque já não sei onde está.

Sempre se afirmou a santidade e beleza, e grandeza do matrimónio; mas jamais se afirmou que o matrimónio fosse superior à virgindade pelo reino, ou castidade perfeita. Muito pelo contrário, afirma-se que esta segunda é a forma mais perfeita de castidade.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:48

“Por isto, também para o homem de hoje, a vida consagrada permanece a escola privilegiada e plena da compunção do coração”

Bento XVI na homiia da apresentação do Senhor e da purificação de Maria Santíssima

Se é privilegiada e plena, é a mais perfeita, pois que se é privilegiada é sinal que tem algo que outras vocações não têm.

Não é preciso ter as palavrinhas iguaizinhas como eu disse, podem ser sinónimas.

Amanhã há mais, agora, e citando o Papa: “Deixem-me dormir”

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:57

Isto tudo para somente provar que o Papa não incorre em anátemas? Ridículo, só eu mesmo para te dar atenção, Luísa. Ninguém tem pachorra para ti.

O matrimónio é vocação santa, pura; São Josemaría eleva o amor humano à condição divina!

Logo, esta anteposição é ridícula. Só te mostrei a doutrina da Igreja, mas não tenho interesse nenhum em dar a impressão de que desvalorizo o santo sacramento do matrimónio como vocação legítima, grande e sublime que é!

Não gosto é de distorções nem de caricaturas. Para Ratzinger, tal como para toda a doutrina, o matrimónio é grande, santo e belo, mas não é superior nem está em plano de igualdade com a castidade perfeita. É doutrina católica. Por isso a distinção entre castidade conjugal e castidade perfeita ou continência. Não invento nada.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 22:59


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 23:27


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 00:09


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 10:36


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 11:37


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 12:14


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 17 17UTC May 17UTC 2010 16:12


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