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F : Geral
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 17:04
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 18:46
Afirmar que a castidade perfeita é o estado da suprema pureza é contrário a dizer que no santo matrimónio também somos chamados à pureza?
Claro que não!
Há coisas puras e outras ainda mais puras. Há coisas boas e outras óptimas. À Mãe de Deus convinha a suprema pureza angélica: pureza da sua alma nobilíssima, pureza do seu corpo imaculado, pureza do seu coração jamais manchado pelo pecado ou pelo desamor.
A Igreja sempre fez a distinção entre a castidade conjugal e a castidade perfeita, a santa pureza.
Não é porque a castidade perfeita é superior ao santo matrimónio que este último é impuro ou pecaminoso. Muito pelo contrário, é uma vocação linda, santa e sublime.
Mas à mais pura das criaturas convinha o maior e mais elevado grau de pureza, logo a castidade perfeita.
Quem não aceita estas coisas assim, é difícil de acreditar na virgindade perpétua e corpórea da Santíssima Virgem.
Eu discuto tudo, embora a contragosto; mas discutir a minha Mãe amabilíssima e a sua pureza virginal, não.
Maria foi Imaculada, jamais foi manchada por qualquer sombra de pecado. Viveu no mais alto grau a pureza mais perfeita e angélica. A Ela, convinha o mais perfeito, o melhor, o óptimo e não o bom.
E foi uma criatura absolutamente excepcional. Queremos compararmo-nos com a Santíssima Virgem?
Para nós há vários caminhos de santificação, o matrimónio é um deles, e muito digno de elevar alguém à santidade.
Mas à gloriosa Mãe de Deus convinha o maior grau de pureza e de perfeição, logo uma santidade excepcional e acima de toda a santidade a que somos chamados todos nós.
A castidade perfeita não é superior em termos morais, mas em termos de dedicação e consagração a Deus, também do corpo; em termos de se estar tão absorvidos em Deus que não se quer experimentar qualquer prazer do mundo, ainda que prazeres lícitos e honestos aos olhos de Deus. São duas formas diferentes de se viver a própria vocação.
Mas aplicar estes considerandos de santidade à Santíssima Virgem, que em tudo foi superior a nós, não faz qualquer sentido. Temos todos os outros santos para imitar e para «humanizar». A Santíssima Virgem foi a mais perfeita, logo convinha-lhe o grau mais elevado e perfeito de pureza, o mais desprendido do mundo e das criaturas e o mais conforme à sua grandeza e dignidade.
Todos os problemas de fé e espiritualidade dos membros deste fórum – refiro-me aos católicos – resumem-se a estes: soberba, orgulho, rebeldia e falta de santidade. Seguir o que a Igreja ensina só é possível se tivermos um genuíno, pleno e verdadeiro – sem noções distorcidas e deturpadas – amor a Jesus Cristo e se tivermos um olhar limpo, sem interferências mundanas, para o mistério que nos transcende. Não é pelo facto de não termos explicação para tudo que essa explicação não exista; e não temos que compreender tudo, os desígnios de Deus são insondáveis. Querer dominar tudo e só acreditar quando se entende tudo na perfeição é orgulho, soberba, prepotência.
Firefox,
nada do que digo aqui se aplica a vc. Não sei bem porquê, quando gosto das pessoas tenho uma certa tendência para desculpabilizá-las mais prontamente.
O seu caso tem solução rsrsrsrsss.
Mas restaria saber o que é o amor à Igreja e se ou vc ou eu não temos uma noção deturpada do que é amar a Igreja...
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 19:03
Firefox,
O Concílio de Trento continua vigente em tudo quanto afirmou de doutrina, de importante para a fé e para a moral.
Se querem impingir-nos o Vaticano II na continuidade da Tradição, então o que o Santo Padre nos pede que façamos é colocar a “novidade” conciliar em total conformidade com a Tradição, com toda a bagagem doutrinal da Igreja.
A liberdade religiosa é algo que teria que ser muito bem discutido e correctamente compreendido. O Concílio não usou linguagem escolástica, por isso ainda hoje o magistério nos fornece uma correcta interpretação – ou hermenêutica – do Concílio.
Como vc saberá, os anátemas não mudam. Não pode ser aprovado o que um dia foi condenado, logo os pontos de aparente descontinuidade do Concílio não são descontinuidade real e têm sempre de ser interpretados pelo magistério. O Catecismo da Igreja Católica cita muitas vezes o Concílio de Trento, logo é, naturalmente, um Concílio autorizadíssimo em matéria doutrinal e as suas normas de fé e moral, porque inseridas na Sagrada Tradição e no Sagrado Magistério, continuam plenamente vigentes.
Quanto ao que afirma da exclusão, eu tenho uma visão diferente. Pode parecer que sim, mas não gosto de excluir também.
Só que acho que, para se ser católico, há que haver coerência interna, nos princípios. De contrário, que raio de catolicismo de fachada, de aparências é o nosso? Catolicismo de hipocrisia, mais feito de tradição familiar do que de convicções profundas e arreigadas. Então, se não nos identificamos com os princípios católicos que outros sim têm como algo de muito sagrado e não querem que mudem, por que não somos nós a dar o passo de sair de algo que não nos agrada? Ou então aceitar a fé e moral católicas tal como a Tradição e o magistério no-las apresentam?
É isso que não aceito bem. Se vocês progressistas conseguissem alguma coisa na Igreja – graças a Deus não conseguem, as portas do Inferno e etc -, os católicos de sempre, fiéis e obedientes, é que tinham que sair. Porque uma igreja feita à medida das conveniências de cada um, não é a Igreja Católica que respeita a lei eterna de Deus.
E eu não quero sair! Não quero sair da Igreja que amo mais que a minha vida, que defendo com unhas e dentes e que é uma sociedade perfeita fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que nela seja cumprida a lei eterna de Deus, inscrita no coração do homem.
Tenho orgulho desta Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, que tem dois mil anos!
À Igreja Católica é-lhe dado não introduzir novidades, mas guardar inviolado o depósito de fé que lhe foi confiado pelo seu divino fundador (concílio Vaticano I – será que este também já não estará em vigor?)
Bom fim-de-semana
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 19:06
A Santa Igreja tem uma identidade própria que, quem deseja ser verdadeiro e firme católico, tem que adoptar como sua.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 19:53
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 21:49
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 22:20
Firefox,
a sério que gosto de vc, mas não estou habituada a debates intra-católicos cheios de heresias! Deus me livre. Heresias e erros graves contra a fé combatem-se fora da Igreja!
Caramba que um dia, pela minha saúde, vocês vão ter que me explicar o que é ser-se católico afinal...
Não vale a pena rebater estas suas considerações. Respeito as suas opiniões, é bom é que toda a gente saiba que nada disto que vc defende tem base doutrinal e quem quer seguir a Igreja não pode defender estas coisas!
Não é minha opinião que a virgindade é mais perfeita, é o que a Igreja ensina; não é minha opinião que Maria foi corporalmente virgem, é dogma de fé - quem nega dogmas de fé é herege; e por aí vai...
Aqui há problemas seríssimos com a doutrina e o magistério. Fixam-se em teólogos de duvidosa ortodoxia, outros nem teólogos deviam ser chamados... em vez de se fixarem nos gigantes que fizeram teologia ao longo dos séculos e nos poucos ortodoxos que ainda hoje existem...
Eu não me fixo em teólogos heterodoxos, nem em peritos sem qualquer autoridade... mas na doutrina da Igreja que é de ontem, de hoje e de sempre.
Deus me tire tudo e me coloque todos os defeitos possíveis e imaginários, menos ser herege... pelo amor de Deus, herege nunca...
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 22:32
Não é legítimo interpretar-se textos contra a intenção com que foram escritos. Isso é feito hoje pela “exegese”, vc fez isso com a passagens de Santo Inácio, muita gente faz isso com o Concílio Vaticano II. Não é honesto dar-se uma interpretação a um texto doutrinal ou da palavra de Deus que adultere completamente o sentido do texto. Desfigurar os textos é muito incorrecto, fazer “ciência interpretativa” em cima do que está escrito e da intenção com que foi escrito é profundamente incorrecto.
Sabemos que não podemos ser literalistas com a Escritura, mas isso não significa vale tudo. As passagens não literais são mínimas, não são a quase totalidade da Escritura. Negar a historicidade dos evangelhos e do que neles é dito é heresia da grossa.
Com os documentos magisteriais, então nem pensar em se fazer tal coisa.
Mas vc já disse que segue a sua consciência. Pronto, aqui está tudo dito.
Eu também sigo a minha, que graças a Deus é em tudo conforme ao que a Igreja ensina. Formação recta da consciência.
Claro que casos particulares têm que ser discernidos, agora é preciso saber-se discernir bem e de modo a agradar a Deus e não com base nos nossos critérios humanos.
Trair a Deus e à Igreja é algo inenarrável, não tem nome, para um católico que se orgulha de carregar essa identidade consigo.
Pronto, venha daí o «fundamentalista». rsrs
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 22:47
A Igreja Santa, esposa imaculada do Cordeiro, a passar por uma gravíssima crise interna, e os progressistas sempre a querer mudanças, ávidos que estão por novidades e ainda mais confusão.
O pobre Cardeal Sodano está a ser o bode expiatório de todos. Mas se não for ele é Bento XVI, por isso alguém tem de ser sacrificado pelo Santo Padre.
Pobre Sodano, tão bom homem. Mas alguém tem de ser sacrificado... O que ele fez não foi correcto, encobriu o que não devia, agora tenho muita pena mas vai-lhe tudo cair em cima. Tudo seja para salvar o Santo Padre.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 22:54
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 23:34
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 09:48
Mas o Santo Padre, sem ter culpa nenhuma, já está farto de pedir perdão...
Já falou nos pecados na Igreja, na purificação interna, na aceitação da penitência... Creio que falava no geral, não só na pedofilia, embora com ênfase particular nos escândalos dos padres pedófilos.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 14:54
Amo verdadeiramente este homem, um grande e autêntico milagre da graça de Deus. Já foi um progressista dos piores, que hoje é o que todos nós sabemos – a Deus nada é impossível! O grande defensor da pureza e integridade da fé católica, da ortodoxia doutrinária. Os católicos elevam demasiado Maria Santíssima?
«Quando jovem teólogo, antes e até durante as sessões do Concílio, como aconteceu e acontecerá a muitos, eu alimentava certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa “De Maria nunquam satis” - "Sobre Maria jamais se dirá o bastante". Esta parecia-me exagerada.
Encontrava dificuldade, igualmente, em compreender o verdadeiro sentido de outra expressão, bastante famosa e difundida (repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após um debate memorável, o Concílio de Éfeso, do ano 431, proclamara Nossa Senhora como Maria Theotokos, que quer dizer, Maria, Mãe de Deus), expressão que enfatiza ser Maria "vitoriosa contra todas as heresias".
Somente agora - neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica - passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas.»
Isto foi escrito por um tal Cardeal Ratzinger, actual Papa Bento XVI
- Entretiens sur la Foi (Discorrendo sobre a Fé)
Vittorio Messori - Fayard 1985
Salve Maria Santíssima, virgem puríssima e castíssima antes, durante e depois do parto; Rainha soberana dos céus e da terra e de tudo o criado; excelsa Senhora do mundo, medianeira universal de todas as graças, omnipotência suplicante, esposa do Espírito Santo, templo e sacrário vivo e perfeitíssimo da Santíssima Trindade, asilo seguro dos que sofrem, refúgio dos pecadores, advogada, mãe de misericórdia, consoladora dos aflitos, esperança dos desesperados, poderosíssimo auxílio dos cristãos, imaculada e não manchada pela mais leve sombra de pecado pessoal.
Podem chamar o que quiserem:
Salve Santa Maria sempre Virgem.
Hoje e sempre, Salve Maria!!!
Porque, com Ratzinger, meu Papa, digo: De Maria, nunquam satis!!!
De Maria Santíssima, Jamais se dirá o bastante! Todos os louvores são poucos para a sua grande dignidade e excelsa e sublime grandeza.
Soberana do coração de Jesus, rogai por todos os vossos filhos, particularmente pelos ingratos que vos não amam nem querem reconhecer-vos como sua bondosa e solícita Mãe.
Antes exageradamente devota de Maria – não sei o que é exagero tratando-se da gloriosíssima Mãe de Deus – do que adepta de pseudo-teólogos de incontestável heterodoxia.
Viva Maria Santíssima. De Maria, nunquam satis!!!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 15:06
Adoro discursos claros, não sei porquê dão-me um prazer especial...
"vitoriosa contra as heresias", "multiplicados desvios heréticos", dá-lhe Ratzinger!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 15:27
Ah, esqueci-me, para o fanatismo, fundamentalismo, extremismo, integrismo e todos os ismos serem ainda maiores, faltou algo muito importante a tudo o dito anteriormente:
e co-redentora do género humano.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:28
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:34
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:50
O sexo é uma coisa suja; logo, quem faz sexo está impuro. A pureza dentro do casamento só com muitos banhos de descarrego poderá ser (talvez) possível, mas é pouco provável.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:51
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 16 16UTC May 16UTC 2010 20:57
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