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Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 13 13UTC May 13UTC 2010 20:29

é sempre assim tão medroso? A fé afasta o medo.
Maria concebeu do Espirito Santo. Daí se chamar a Maria a esposa do Espirito Santo.
Será que alguma vez Maria se terá divorciado do Espirito Santo?



Editado 1 vezes. Última edição em 13/05/2010 20:41 por nick.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 13 13UTC May 13UTC 2010 21:25

Ou divorciado de José? Ou tinha um harém?

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 13 13UTC May 13UTC 2010 21:35

pois não, mas como concebeu Jesus e não era adultera isso seria uma boa razão para quer Maria quer José considerarem que Maria era na verdade como "esposa de Deus" e assim deveria permanecer virgem.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 04:24


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: p_veiga (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 08:45

Os dias de hoje, o contexto social do casamento, nada têm em comparação com a atitude de outros séculos. Hoje a igualdades dos seres humanos, dá-lhe direitos, o de inclusive terminar uma relação que não se pauta por boa convivência. Noutros tempos as mulheres eram dadas em casamento, e resignadas aceitavam, muitos não teriam amor, a dependência da mulher tornava-a submissa, obediente, ao homem sempre lhe foi permitido o adultério, ate ao século passado, o adultério em especial por parte do marido, era banal.

Mas vivemos outro tempo, as pessoas não se casam por comodismo, mas sim por amor, na fase do encantamento tudo parece perfeito, mas chega a hora que as relações se corroem de ambas as partes. Não espero que a conclusão seja o sacrifício de um em nome de qualquer coisa que torne a vida de um dos cônjuges um pelo inferno, quantos casos conhecidos. Mas relações humanas não podem ter como base a tirania de um de ambos.

A igreja tem de ver mais longe, não somente o acto sexual como prova para anular de um matrimónio, afinal isso é o menos importante, mas sim o amor que une, isso devia ser o fim de uma relação entre cristão, parece pouco romântico, bem sei, não peço isso, mas porque um casal após o divorcio, já não pode ser padrinho, ou madrinha, etc, que tipo de segregação se pretende…
Quantos protestantes conheço, que o são agora, para que pudessem ter o seu 2º casamento religioso…

Alguma coisa terá de ser mudada, os direitos de ser humano não se podem perder por uma situação de que foi preferível para ambos a decisão da separação.

Paulo Veigag

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 10:37

Lc 10, 21 Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

quem anda demasiado inchado para passar pelo buraco da agulha, demasiado inchado para perceber as coisas de Deus, também não perceberá nada disto, mas o Espirito Santo guia e ensina a Igreja e os humildes aceitam os seus ensinamentos.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 11:48

se 2 pessoas não conseguem conviver na terra poderão conviver no céu? Como podem 2 cristãos, que rezam "perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos" quererem ser salvos se não conseguem perdoar nem conviver.
Ah! pois, a salvação é sem meritos, no Céu convivem lado a lado Pol Pot e São Francisco de Assis, Hitler e Madre Teresa de Calcutá.
Não sei é como isso será compativel com o ensinamento de Jesus:

Mt 7
13«Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»

Mas vós não cessais de querer caminhar pelo caminho espaçoso. Não perdoais, mas quereis ser perdoados, não conseguis conviver na terra, mas vivereis abraçados no Céu.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: vitor* (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 13:41

Nick gostei daquela citação do apocalipse, a lembrar a 1ª leitura no Terreiro do Paço, na missa papal.
Por vezes não custa nada fazer perguntas simples, para obter respostas simples.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 16:40

Firefox,
vc nega a virgindade perpétua da Santíssima Virgem? Li mal, certo?

**

Nick,
muito bem! Deus faz a sua morada é nos humildes que aceitam com amor e obediência o grande mistério que é o próprio Deus.

Vivi dois dias maravilhosos na pluralidade de vivências dentro da fé católica, mas não vi uma pontinha de relativismo herético. Nem tinha saudades nenhumas de ver tal triste e deprimente espectáculo...

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 16:44

Subscrevo na íntegra esta curta, mas cheia de significado, mensagem do Nick:
«Lc 10, 21 Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

quem anda demasiado inchado para passar pelo buraco da agulha, demasiado inchado para perceber as coisas de Deus, também não perceberá nada disto, mas o Espirito Santo guia e ensina a Igreja e os humildes aceitam os seus ensinamentos.»

Ora pois é, até queremos ser mais teólogos que os verdadeiros teólogos católicos, e mais santos que os santos, e mais sábios que os sábios...

Juro por Deus que já nem sabia o que era a heresia...

Isto aqui é de estarrecer.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 19:46


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 19:59


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 20:53

Se os protestantes seguissem o seu adorado fundador.. o impulsionador de todas as seitas protestantes dizia:
“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.” (Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”)

Quando eu digo que, hoje, os católicos são mais hereges que os protestantes, não ando muito enganada.

A castidade perfeita é superior ao matrimónio, que é também uma vocação divina e santificadora. O Concílio de Trento afirma isso muito claramente. Claro que convinha mais à Mãe de Deus, à toda pura, viver uma consagração total a Deus, na perfeita pureza do seu corpo, dado que este era templo do Espírito Santo, de modo muito mais perfeito que é nas outras criaturas de Deus.

Mas aqui ninguém vai nessas “tretas” de dogmas da Igreja, da castidade perfeita ser superior ao matrimónio e outras “balelas” católicas semelhantes. Então se for citado o maldito e perverso Concílio de Trento, fugimos já!

Aqui impera a soberba e a heresia reina soberana.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 20:59


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 21:14

O Concílio de Trento e os problemas estomacais que causa a católicos liberais. Sinceramente, nem sei pq me dou ao trabalho de colocar estas coisas aqui, está-se toda a gente nas tintas para o que a Igreja diz:
“Se alguém disser que o estado conjugal se deve antepor ao estado de virgindade ou celibato, e que não é melhor nem mais perfeito permanecer no estado de virgindade e celibato do que contrair matrimónio, seja anátema. (Cân. 10).

Portanto, à Santíssima Virgem, convinha o mais perfeito, o mais puro, o mais condizente com a sua grande dignidade. Maria é a obra-prima do Criador, a criatura mais pura, perfeita e santa que a Santíssima Trindade criou.

Não sei que problemas há com o Nick, mas sei que ele disse uma coisa bem certa! Maria era esposa do Espírito Santo, o mais perfeito templo e sacrário do Divino Espírito. Não se divorciou dele nem traiu jamais a sua pureza virginal que é sim, superior à vocação santa do matrimónio.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: luísa (IP registado)
Data: 14 14UTC May 14UTC 2010 22:38


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: nick (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 07:29

Mt 19, 12 Há eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda.»


21*Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22Ao ouvir isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens.



Mt 19, 29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna.


Lc 14, 26 «Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 10:48

Pq B XVI seria anátema, se ele já repetiu o que o Concílio de Trento disse, num discurso sobre o celibato sacerdotal?

Mostra-me onde o Papa disse que o matrimónio era superior à castidade perfeita. Pelo contrário, eu posso provar-te o inverso.

Mas contigo não vale a pena, isso seria bom para quem está aqui de recta intenção.

Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 11:31


Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 15 15UTC May 15UTC 2010 14:03

Moralmente, virgindade e vida conjugal estão em total pé de igualdade.

A diferença situa-se no ambito da exclusividade para o serviço do Reino e seus valores.

Sem duvida que, tendo em vista a entrega, a virgindade por amor ao Reino contém um mais elevado grau de entrega, de coração indiviso. Mas isto fica-se mesmo pela exclusividade, e não pela valoração moral de uma e outra forma de vida cristã.

Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue? Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo (S. Agostinho, Confissões)

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