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F : Geral
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 13:12
Sem tempo para traduções e muito, muito à pressa...
La Santa Iglesia enseña que:
“Deben creerse con fe divina y católica todas aquellas cosas que se contienen en la palabra de Dios escrita o tradicional, y son propuestas por la Iglesia para ser creídas como divinamente reveladas, ora por SOLEMNE JUICIO, ora por su ORDINARIO Y UNIVERSAL MAGISTERIO” (CONCILIO VATICANO I, Constitución dogmática sobre la fe católica, Denzinger 1792).
“Hay que creer con fe divina y católica todo lo que se contiene en la palabra de Dios escrita o en la tradición divina, y que la Iglesia por DEFINICION SOLEMNE o por su MAGISTERIO ORDINARIO Y UNIVERSAL propone como divinamente revelado” (Código de Derecho Canónico, canon 1323.)
Por lo tanto el Magisterio Ordinario y Universal también es infalible CUANDO PROPONE PARA SER CREIDAS COMO DIVINAMENTE REVELADAS cosas que se contienen en la palabra de Dios escrita o tradicional.
En ese caso hay que adherir a él con fe divina y católica. Se trata de un dogma de fe.
El Magisterio Ordinario y Universal es, pues, tan irreformable como el Magisterio Solemne.
Logo, ordenação de mulheres, celibato dos padres estão contidas no magistério ordinário universal, contando, cada uma delas, com encíclicas ou cartas apostólicas em sua defesa. Ah, claro, e com algo muitíssimo importante que deveria pesar: a Sagrada Tradição, uma das fontes da Divina Revelação.
Agora sim, e definitivamente, hasta la vista.
Fiquem com Deus que eu fico com a Santa Madre Igreja.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 13:34
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 14:23
Cassima,
Só mais uma coisa:
Mudei muito sim. Mudei na forma, no estilo adoptado, no modo de olhar para a espiritualidade.
Aprendi que, nem sempre, as coisas têm que ser levadas na ponta da espada; percebi que há situações muito dolorosas que têm que ser consideradas – pessoas acolhidas e compreendidas; que a fé não é um conjunto de dogmas e leis, mas uma relação pessoal com Jesus Cristo que não exclui – nunca – os ensinamentos da Santa Igreja Católica.
Mas jamais, jamais, mudei no conteúdo do que digo. Sempre defendi e defenderei a pureza e integridade da fé católica, a ortodoxia doutrinária, o sagrado magistério: único intérprete autorizado das duas fontes da divina Revelação: sagrada Escritura e Sagrada Tradição.
É muito importante ter uma sólida vida espiritual. Mas nunca vida espiritual sem doutrina. Doutrina sem vida espiritual é farisaísmo, hipocrisia, viver de aparências, fé superficial; vida espiritual sem doutrina é heresia, dizermo-nos católicos sem o sermos de facto. Vida espiritual e ortodoxia doutrinária: as duas fundamentais ao católico.
Não sei por que motivo dizes que mudei. Mudei na forma, nunca no conteúdo.
Pois, Cassima, eu acho que estou com os dois! Quem tem a Igreja, tem o seu divino fundador; agora quem tem Cristo e não quer abraçar a verdade, que só a Igreja ensina, pode ter ou não. Isso só Deus sabe - eu não me antecipo ao seu julgamento que, quase sempre, é um julgamento de amor, misericórdia e salvação.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 14:39
Miriam, não quero entrar numa guerrinha do "mudaste", "não mudei". Quem te conhece como eu há uns tempitos e tem lido o que escrevias, sabe que mudaste e não só na forma (que foi uma mudança substancial). E nem é preciso ir para fora deste fórum para encontrar exemplos.
Dizes coisas com sentido, sim. Mas pode-se pertencer à Igreja, criticá-la e não estar a pular fora.
Quanto ao estar com os dois, desculpa lá, mas não resisti. Foste tu que te puseste a jeito, escrevendo uma frase em que querias dar o toquezinho, sem veres bem o que podia ser inferido. :)
Abraço
Cassima
Editado 1 vezes. Última edição em 03/05/2010 14:42 por Cassima.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 15:48
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 03 03UTC May 03UTC 2010 23:23
A ordenação de mulheres nada me choca, sinceramente. Deus é a plenitude, andar com questiúnculas de sexo parece-me uma forma tão redutora de ver Deus e o Seu Verbo incarnado... já a opinião do anterior papa, enfim, não me surpreende... João Paulo II as always...
Já o casamento de padres, não me chocando a ideia (sou pouco "chocável, dá para ver), interrogo-me como ficaríamos em termos de sacramentos. É que um padre casado era ordenado E casado; não correríamos o risco de ter cristãos "de 1ª" (com mais sacramentos) e "de 2ª" (só casados). Acho no entanto que a questão continuará em aberto por ser pertinente, mas confio na sabedoria e inteligência do nosso papa para encaminhar a igreja no melhor sentido.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 04 04UTC May 04UTC 2010 03:45
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 04 04UTC May 04UTC 2010 08:46
Sol, hoje em dia já existe essa situação de pessoas com mais sacramentos que outras: os homens podem receber o da Ordem e as mulheres não.
Cassima
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 04 04UTC May 04UTC 2010 10:48
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 04 04UTC May 04UTC 2010 22:41
Graças ao bom Deus e aos bons Papas, ta não acontecerá. Nem uma coisa nem a outra!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 05 05UTC May 05UTC 2010 01:25
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 05 05UTC May 05UTC 2010 14:42
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: sol (IP registado)
Data: 05 05UTC May 05UTC 2010 22:37
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 05 05UTC May 05UTC 2010 22:42
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 11:34
Não sei Lena, suponho que sim. Suponho que sim porque nunca tal me ocorreu, sempre stive em total acordo com toda a doutrina católica.
Claro, porque tive a consciência rectamente formada, educada para a moral e os valores da Igreja.
É muito importante formar bem a consciência.
Em questões de fé e moral, suponho que sim, que sempre estarei de acordo com o Catecismo. Afinal, esta foi a fé que livremente abracei, ninguém me obrigou a nada. Mas, e como diz o Vaticano II, uma vez abraçada, deve ser guardada íntegra e sem desvios.
Em questões não relacionadas com a Igreja - cfr. pena de morte - discordo do catecismo e espero que tal seja rapidamente alterado. É uma vergonha a pena de morte estar num catecismo católico.
**
Sol,
tenho ideias muito firmes, coisa que, hoje, as pessoas não estão habituadas. Mas não sou nenhum bicho de sete cabeças nem sou fanática. Defendo com unhas e dentes aquilo que julgo ser a verdade, mas não ando aí a forçar consciências ou aos tiros aos outros que não pensam como eu.
Aqui causei mais «polémica» porque, como alegadamente isto é um fórum católico, supunha-se que se defendesse bem a fé católica. Mas, noutros locais, convivo com toda espécie de gente e, logicamente, não passo a vida a debitar as fórmulas doutrinais da Igreja Católica.
Logo, não dou medo a ninguém, sou do mais normalzinho que há, dentro da anormalidade de defender a 100% aquilo em que a credito com plena convicção. A clareza e a convicção com que o faço é que podem ser assustadoras, admito que sim.
Fiquem bem, as duas!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 14:55
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 16:20
Que é alguém plenamente convicto daquilo em que crê e que vai ser muito difícil arrancar-lhe as convicções...
Não pensaria mais. A sério!
Acho que a questão da consciência rectamente formada é um elemento chave, ou resumo de toda a minha argumentação em defesa da fé católica.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 16:28
Quando pequena, não recebi educação católica. Graças a Deus posso dizer que passei por este processo quase sozinha. Submeti muitas religiões - e denominações cristãs - a uma reflexão crítica antes de me converter, a isso chamo consciência rectamente formada.
Não me faz confusão um islâmico com convicções profundas; o que me faz confusão é se o mesmo islâmico usar de violência, quiser impor à força as suas crenças.
Agora o facto de se ter ideias fixas e firmes, nada tem de errado, desde que se saiba fundamentá-las e não se recorra à violência para propô-las como verdade.
Editado 1 vezes. Última edição em 06/05/2010 16:31 por Miriam.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 18:09
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 06 06UTC May 06UTC 2010 20:50
Não Lena, não é bem assim.
A pena de morte nunca foi nem defendida nem condenada pela Igreja.
Como antes havia estados católicos, ela era aplicada como doutrina da legítima defesa das sociedades em protecção do inocente e como pena proporcional ao delito do criminoso. São Tomás de Aquino considera-a legítima para certos casos.
Se ela fosse doutrina católica, que remédio teria eu a não ser submeter-me; mas não é. Continua a ser mantida no catecismo por uma questão meramente «política» por causa dos «mais à direita» na Igreja. Detesto estas designações - eu não sou à esquerda!
Mas ainda há uns estranhos seres católicos que defendem a guerra justa e a pena de morte como consequência dela. Ora para não contrariar tanto esta tradição - com letra minúscula - o catecismo não a retirou.
Mas as autoridades da Igreja lutam activamente contra a pena de morte, há prnunciamentos do magistério - cfr. João Paulo II - contra ela.
Não é uma questão relativa aos direitos sagrados e invioláveis da Santa Igreja, não lhe diz directamente respeito, tal como as outras aqui citadas.
Diz sim respeito à vida humana, por isso estou em desacordo com a pena capital. Porque, para mim, é inconcebível que, em pleno século XXI, um catecismo católico que luta tanto pela dignidade do ser humano - atribuindo-lhe, por vezes, alguns direitos que não devia ter e que são contrários aos direitos divinos de Deus - tenha lá «escarrapachado» o direito à pena de morte, em certas circunstâncias.
Mas, graças a Deus, a consciência não me acusa:
1 porque não é doutrina católica, depósito de fé divinamente revelada;
2 Porque os últimos dois papas, pelo menos, tem magistério claríssimo a condená-la.
Ou seja, é só uma figura decorativa no catecismo, está destinada a desaparecer de lá mais tarde ou mais cedo.
O resto que aqui se defende é frontalmente contrário ao que o magistério ensina, e em questões que mancham os direitos sagrados e invioláveis da Igreja, esposa imaculada de Cristo.
Penso eu de que assim é, mas só Deus conhece os corações e julga as intenções. Ele conhece as aspirações de cada um e o grau de ignorância invencível em que cada qual possa eventualmente encontrar-se.
Um abraço
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