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F : Geral
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 11:49
O «vai e não tornes a pecar» é taxativo, é claríssimo, é uma grande lição: misericordiosos sim, traidores a Deus não, nunca, jamais.
Ninguém te condenou, nem eu te condeno. Naquela hora, na hora ainda da correcção, da conversão, da possibilidade de mudança, Jesus não condenava. Mas vai e não tornes a pecar.
Ou seja, não tornes a casar segunda vez, não tornes a adulterar, não tornes a trair a lei de Deus, não tornes a manchar o teu corpo – que é templo do Espírito Santo – pelo pecado e pela imoralidade, com uma relação não abençoada por Deus. E Deus abençoa através da sua Santa Igreja.
E o segundo mandamento da lei de Deus, segundo ensina a minha amada, perfeitíssima, pura e Santa Igreja, diz assim: e amarás o teu próximo, por amor de Deus.
Eis a caridade verdadeiramente cristã: o amor ao próximo tem de estar sempre, sempre, subordinado ao amor de Deus. Na medida em que um falso amor ao próximo prejudicar o amor que devemos a Deus, isso devia fazer-nos pensar que raio de amor é esse que estamos a dar aos nossos semelhantes à custa do desprezo de Deus e da sua santa lei. Primeiro Deus, em tudo Deus e sempre Deus; amemos o nosso próximo com amor verdadeiro, desejando-lhe, primeiramente, a união plena com Deus e só depois os bens relativos: vida, saúde, etc.
E, na medida em que algum destes bens prejudique o bem absoluto, a relação com Deus, devemos mesmo não os desejar para o nosso próximo, precisamente por amor verdadeiro, por um amor em Deus e tendo sempre Deus como base sólida, consistente, firme.
E nesta fé quero viver e morrer!
Senhor, fazei que vos ame sempre e cada vez mais; e aos meus irmãos por amor de Vós, e unicamente com vista a levá-los a Vós!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Rui Vieira (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 12:05
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 12:11
Olá Rui,
Nós somos imperfeitos, nós, os filhos da Igreja. Mas a Igreja, enquanto instituição divina, sociedade perfeita fundada por Nosso Senhor, é sim perfeita. Uma Igreja santa, imaculada, perfeita, constituída por homens pecadores, os seus filhos.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 12:13
Por isso, por tudo o que disse anteriormente, não aceito as fugas, não aceito ambiguidades, não aceito posições equívocas ou pouco claras: ou tudo ou nada. Deus não é um brinquedo nas mãos dos homens. Deus é o supremo bem, o absoluto, o transcendente; Deus exige uma resposta radical de nós. Ama-nos e quer ser amado com um amor exigente, que nos obriga a sair de nós mesmos, a encontrarmo-nos com Ele e a voltar a nós já transfigurados pela sua força regeneradora, transformadora, força essa que nos impulsiona de modo sempre novo a lutar por Ele e a levar os outros à nossa volta a Ele e a sentir o seu amor.
Mas Deus não é relativo, Deus não é um brinquedo para ser instrumentalizado nas mãos dos homens consoante as conveniências de cada um. Deus não é uma coisa, um objecto, para aplicarmos a uns a sua lei e a outros mostrarmos desprezo por ela, sem o consultarmos, sem que Deus seja tido nem achado nessas decisões que tomamos por falsa “humanidade”.
Portanto, eu não aceito ambiguidades, discursos pouco claros, vitimizações quando o tema – seríssimo – é a fé e moral católicas. Aceito, e respeito, quem tem posição clara, ainda que seja discordante da minha. Posso espernear, chamar tudo e mais alguma coisa, mas esses merecem respeito. Têm convicções, ainda que frontalmente em oposição ao magistério.
Agora quem fica no meio – e aqui é que podemos contextualizar aquela frase que leste, Cassima, noutro lugar, essa frase dirigia-se aos do meio -, quem não aceita determinado princípio e daí tira uma natural consequência, é muito mais incoerente ainda que o subversivo e revolucionário que, pelo menos, assumem convictamente o que defendem.
Ambiguidades, comigo, não.
PS: Parece que não estou mesmo destinada a sair daqui.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 12:53
Oh rapariga...
Escreves, escreves e eu sem ter grande tempo para te responder.
Mas responderei.
O que digo desde já é que, a grande faceta que me atrai em Jesus é o Seu Amor, a sua tolerância com as nossas faltas, a importância que nós e o nosso bem lhe merecemos de tal forma que "violava" os preceitos da Lei da época e escandalizava os guardiões da moral, o seu cuidado para connosco que se revelava em máximas como "eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância". E isso não se coaduna com o manter de muito sofrimento evitável.
Como já te disse antes, a qualidade das pessoas aqui não entra em jogo. Nós não sabemos o que somos cada uma nem o que fazemos cada qual. E o que cada faz não pode ser medido em quantidades, porque não só isso que importa: olha a parábola dos trabalhadores.
Mas, como disse alguém, voltarei!
Cassima
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 13:39
Eu gosto muito de escrever, Cassima! Ou aqui ou noutros locais, nas paredes – rsrsss – em todo o lado! Adoro a escrita: acalma-me, dá-me outra visão das coisas, obriga-me a sair de mim, a pensar.
Portanto, se escrever demais, saltem, não liguem, ignorem! Adoro mesmo escrever.
Bem, vou martelar: Jesus não foi tolerante com as nossas faltas! Looool
Jesus foi respeitador da dignidade humana, que é algo diferente.
Se Jesus tivesse sido tolerante com as nossas faltas não nos mandava (na pessoa da adúltera que, naquele momento, nos representava a todos) não voltar a pecar.
Não gosto nada da palavra tolerância. Ela implica uma tácita concordância ou aceitação do erro. Prefiro «respeito», que se configura mais com pessoas e não com ideias. O erro não tem direitos, tal como as pessoas não têm qualquer direito a errar (ai o que esta frase vai dar pano para mangas!). O que as pessoas têm é direito a ser respeitadas, enquanto pessoas, mesmo estando no erro, mesmo no meio dos seus erros. O respeito à dignidade do ser humano impele-nos a atribuir direitos à pessoa, ainda que ela esteja no erro. Mas não respeito ao erro!
Jesus respeitava muito sim o ser humano, foi especial o trato dado aos pecadores, publicanos, prostitutas e mulheres em geral.
Mas não veio abolir a lei, veio dar-lhe pleno significado. Também disse que nem um só J seria alterado da lei.
A diferença é que, antes, as leis eram mecânicas, frias, humanas; e as leis que estamos aqui a discutir são leis de Cristo, dadas por quem, de direito, pode fazer leis em Seu nome: a Santa Igreja.
Um abraço, fica bem.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 15:06
Sobre pecados e santidade, veja-se ainda o que Santo Inácio diz das almas delicadas e das almas grosseiras. Não vou explicar aqui, fica à livre consideração: senão de cada um, ao menos de quem conheça do que falo.
A alma delicada pode errar, mas por boa causa; já a alma grosseira nem consciência tem do que é o erro...
E, assim, vai progredindo de erro em erro, de pecado venial ao mortal. Já a delicada erra por escrúpulo, por medo de errar!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 16:26
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 17:29
Sobre a ordenação das mulheres, teria muitos e melhores argumentos que os dois citados. E olha que eu sou uma grande defensora da dignidade da mulher!
Mas não quero discutir as leis da minha Igreja!
Para concluir:
Tu, o Firefox e outros ficam com as vossas opiniões, a que eu chamaria delírios; eu fico com a doutrina, moral e disciplina da Igreja, com todos os documentos do sagrado magistério a abordar as várias questões aqui discutidas e com toda a lei vigente e, creio, imutável.
Tenho o Papa do meu lado, isto, por enquanto, basta-me para dormir descansada todos os dias.
As portas do Inferno jamais prevalecerão!
Longa vida ao Papa Bento!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 18:04
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 18:41
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 19:03
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 19:14
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 19:28
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 19:35
Olhando para tudo isto que tenho aqui visto, não sei se não terei cometido uma injustiça monumental com alguém!
É difícil – pouco provável – cair mais baixo na doutrina!
Realmente, se foi isso que aconteceu, o choque está explicado.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 20:02
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Anori (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 20:16
Como as coisas mudam...o que as perspectivas fazem...temos todos um cogumelo no bolso...
;) ahah ah ahahaha
P.S.: educação!
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 20:29
Melhor nem comentar.
Conseguiu o que queria, acho que agora ela vai.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: firefox (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 20:38
Vai lá Anori, doe alguns cogumelos e a convença da reencarnação.
Re: O divórcio na Igreja Católica
Escrito por: Miriam (IP registado)
Data: 29 29UTC April 29UTC 2010 21:18
Lena,
Sou católica.
Se isso te faz confusão a ti e aos outros – que dizem ser também – paciência.
Nunca me julguei melhor do que ninguém. Caramba, mas é difícil não perder a paciência. Tudo, tudo, tudo da fé católica é aqui atacado. Até a noção do sofrimento humano?
Tudo é relativizado, o sagrado magistério desrespeitado, tudo tudo? E somos todos católicos?
Não dá! Não consigo! Desculpem!
Todo o magistério é posto de lado, só valem aqui opiniões pessoais e eu é que estou errada e sou arrogante?
Desculpem, não tinha intenção de ofender ninguém. Mas a palavrinha que utilizei é consagrada pela Igreja – não por mim – para quem defende o que aqui se defende.
Até o sofrimento humano? Não purifica, não redime?
Isso é a negação de todo o Cristianismo! É a negação da teologia da cruz!
Nunca disse que sou melhor do que vocês, só estou a repetir o que a Igreja ensina! A Igreja é melhor do que eu, do que vocês e do que tudo.
Mas desculpem, eu já tinha dito que me ia embora. Vocês é que insistiram, eu sabia que não ia dar certo.
Desculpem...
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