Já alguém por ai disse que não concordava e é verdade: O outro que não cometeu adultério não poder casar novamente pela igreja ou comungar. Só porque deixa o Marido ou a mulher por ter cometido adultério? Isso não esta bem, também não concordo!
Camilo, achas então que Jesus se referia ao divórcio romano das mulheres? Não terá sido um acrescento do autor do evangelho? Jesus costumava referir-se sempre à realidade vivida na região onde vivia, não propriamente a Roma. Acho.
Em vários sites li a tradução "excepto em caso de infidelidade" para o Evangelho segundo São Mateus. As traduções que referes (e a que citei) falam de uniões ilegítimas. Gostava de saber afinal como é.
Assim já faz sentido. Quero com isto dizer que no final todos os Evangelhos acabam por dizer o mesmo.
1 - O casamento é para toda a vida:
Mt 19, 6 Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.
Mc 10, 9 Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.
2 - O casamento é um sacramento, pela participação de Deus naquele compromisso.
3 - No tempo de Cristo e na sociedade judaica, não havia divórcio, mas apenas repúdio, o que era um direito masculino;
4 - Cristo manda que tal "direito" não seja exercido; tudo leva a crer que pretendia defender os direitos da parte mais fraca, a mulher.
5 - Estabelece porém uma excepção na qual aceita que exista o dito repúdio: a união ilegal.
6 - Se transferirmos tal ordem de razões para os dias de hoje temos que excepcionalmente pode ser admitido o divórcio desde que uma das partes incumpra com grande gravidade os deveres conjugais.
7 - No caso concreto da isat, parece-me que face ao Evangelho o namorado dele podia legitamente repudiar a ex-mulher; ou seja a actuação daquela seria legitimadora de um processo de divórcio face ao escrito no Evangelho.
8 - Em consequência, seria legítimo que a isat e o namorado casassem pela Igreja.
João (JMA)
Editado 1 vezes. Última edição em 22/05/2008 11:19 por JMA.
Estas duas mensagens do Camilo mostram bem o estado actual da doutrina da Igreja. Por um lado as posições da Igrja aparecem quase como constatações de realidades físicas: a Igreja não pode deixar de dizer que é assim nem é pensável que pudesse ser de outra maneira. Mas depois quando vamos aos detalhes e às excepções a arbitrariedade é espantosa.
Não vejo onde é que Jesus diz que só a consumação do casamento é que o valida e muito menos como é que depois se dispensam os idosos dessa consumação.
Também é absolutamente arbitrária a ideia de declarar nulo um casamento por falta de "dispensa" da Igreja.
Isto indicia que lá no fundo todo aquele edifício "lógico" da primeira mensagem é muitíssimo menos sólido do que os seus defensores gostam de sugerir.
Não sei como é que vai evoluir esta questão dos recasados mas tenho a certeza que não é com esta estruturação doutrinal que vamos a algum lado.
Penso que na verdade uma grande parte dos casamentos católcos nem sequer é válida porque as pessoas não acreditam naquilo a que dizem que se comprometem. Mas a hierarquia dificulta o reconhecimento dessas nulidades e, mesmo sabendo que comete muitas injustiças a esse nível, mantém depois a exclusão dos novamente casados. E isto não tem nada a ver com questionar a indissolubilidade de um casamento validamente celebrado.
Desculpe, apenas utilizadores registados podem escrever mensagens neste fórum. Por favor, introduza a sua identificação no Fórum aqui. Se ainda não se registou, visite a página de Registo.
Nota: As participações do Fórum de Discussão são da exclusiva responsabilidade dos seus autores, pelo que o Paroquias.org não se responsabiliza pelo seu conteúdo, nem por este estar ou não de acordo com a Doutrina e Tradição da Igreja Católica.