Parece-me (poderei estar enganado) que o Alessandro vê «espreitar» a possível «heresia» protestante de que Jesus Cristo está presente na Assembleia e não na hóstia consagrada, onde se dá uma presença especial pela transubstanciação. Basta ler a literatura tradicionalista para ver que este tema está sempre presente. Cuidado, pois, aos possíveis «candidatos» ao anátema...
Em relação ao culto a Deus «versus» amor aos pobres, parece-me que essa questão tem uma resposta clara no próprio Jesus, que une sempre os dois mandamentos. S. João é muito claro quanto a isto nas suas cartas. Um sem o outro são vãos. Também neste assunto não separemos o que Deus uniu, os dois mandamento ou duplo mandamento do amor a Deus e aos irmãos.
Quanto ao gesto da purificação do Templo, parece-me algo abusivo o uso desta passagem para justificar a violência e o mesmo se diga da «história» das «duas espadas». O gesto de Jesus insere-se na tradição do «'ot» ou gesto significativo profético (veja-se Ezequiel e outros) que vai muito para lá de um mero acto de fúria de Jesus. O centro da mensagem de Jesus (cfr. discurso da montanha é essencialmente anti-violência).
Alef
Editado 1 vezes. Última edição em 21/05/2007 00:08 por Alef.
só mais um pormenor, que está claro em Agostinho: a medida do Amor é precisamente a mesma medida da liberdade: por outras palavras - quanto mais se ama, mais livre se é; e o contrário: quanto menos se ama, menos livre verdadeiramente se é. A liberdade consiste mesmo nisso: na capacidade de nos entregarmos por Amor.
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