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Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 04 04UTC January 04UTC 2006 00:41


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Ovelha Tresmalhada (IP registado)
Data: 04 04UTC January 04UTC 2006 20:50

Cara catolicapraticante:

Tenho é que felicitá-la vivamente pelos filhos que tem, o que só pode dever-se, certamente (para além das qualidades inatas de cada um deles), à preciosa e bem sucedida educação que os pais têm sabido transmitir-lhes.

Mas isto em matéria de filhos - e passe a grosseria da comparação - é como quem joga à sueca: a uns saem ases, biscas e bons trunfos, a outros só saem duques...

Agora, falando mais sério:

Dos meus filhos, um aproxima-se do modelo dos filhos da catolicapraticante: criatividade, espírito crítico, sentido de universalidade, grande capacidade de comunicação virtual e pessoal, etc. e tal; outro está mais próximo, pelos vistos, do modelo dos jovens americanos a que se refere a citação do livro que mencionei: vive mergulhado no mundo virtual, ofuscado pelos ambientes artificiais dos jogos on line e dos chats, que lhe ocupam quase todo o tempo, tem pouca capacidade de comunicação pessoal, tem reduzido sentido de universalidade, pouco sentido crítico, pouca cultura humanista, fraca empatia; a outra ainda vive na doce ilusão da infância...

Nos adolescentes e jovens que conheço pessoalmente (filhos de colegas e familiares meus e colegas dos meus filhos), predomina, infelizamente, a espécie dos alienados, dos acéfalos, com escassa noção das realidades concretas do mundo em que vivem, sem espírito crítico, sem a dimensão de universalidade, profundamente egocêntricos e nada solidários, instalados no seu comodismo consumista sustentado pelos paizinhos, pouco cultos, de gostos estéticos rascas e rudimentares, com reduzida capacidade de interacção pessoal e emocional.

A sua vivência é essencialmente a do ecrã, ora encarnando o papel de personagens que interagem em mundos irreais com outros figurantes ignotos na execução de "façanhas" imateriais , ora teclando monossílabos com interlocutores que nunca viram, que nunca ouviram, a quem nunca deram abraço, com quem nunca tiveram uma conversa "ao vivo", a quem nunca viram a expressão do rosto e de quem só conhecem um nickname.

Isolados e mergulhados nesse mundo fantasioso, obsessivo e ao mesmo tempo sedutor da web, não têm tempo nem pachorra para se cultivarem com a leitura e a reflexão e correm o risco de não construirem uma sua própria identidade, diluindo-se numa multiplicidade de personalidades. E, talvez por isso, é vê-los a agir e a reagir com o espírito da horda ou do rebanho: cavalgam sempre a onda "do que está a dar", trilham, acriticamente, os mesmos caminhos por onde vai a grande massa dos seus iguais.

Estou a ser exagerado e algo caricatural? Sim, sem dúvida, mas a realidade dos efeitos do ciberespaço na personalidade de elevado número de adolescentes e jovens (e também em muitos adultos) penso que é bem mais prosaica do que a do quadro idílico que a catolicapraticante traçou (não duvido, obviamente, que com genuína veracidade) em relação aos seus filhos e aos jovens de hoje...



Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 04 04UTC January 04UTC 2006 23:44


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Ovelha Tresmalhada (IP registado)
Data: 05 05UTC January 05UTC 2006 00:39


Dou-lhe toda a razão na parte em que se refere ao tipo de educação superprotectora que os pais hoje dão às crianças e aos jovens, e aos nefastos efeitos que isso tem na (de)formação da sua personalidade. Parece que falou direitinha a uma pessoa que me é muito chegada...

Quanto ao mais, sem querer ser muito pessimista, daquilo que conheço, e por tudo aquilo que vejo, ouço, leio, experimento, sem ignorar também a experiência que vou colhendo na minha actividade profissional, não creio que o "consumo" crónico e excessivo da web por parte dos jovens tenha só os efeitos positivos que a cara amiga referiu. O reverso negativo dessa maravilha da tecnologia também existe e creio estar a avançar em larga escala!

Desde logo, um primeiro risco: o vício! Sim, a internet é viciante para jovens e adultos e não são poucos os que sucumbem à habituação crónica, prejudicando aspectos importantes da vida pessoal, profissional e familiar. Não é nos EUA que já há umas dezenas de clínicas de desintoxicação da net?

Depois, a superficialidade na assimilação da informação e da cultura. Quantos jovens têm hoje o gosto pela leitura, pela leitura serena, reflectida, lúdica, com o gosto pelo conhecimento e pelo enriquecimento do espírito? Falo por mim: a minha guerra está perdida quanto ao desejo de fomentar nos meus filhos o gosto pela leitura. A resposta que me dão é que também lêem muito na net. Será a mesma coisa? É que eu só os vejo a saltitar de sites em sites, de blogs em blogs, de jogos em jogos, em conversas intermináveis no Messenger, não os vejo propriamente entretidos na leitura digital de obras literárias, filosóficas, científicas, históricas, artísticas ou outras de referência.

Há ainda a dificuldade de saber separar o trigo do joio. Sabemos que no gigantesco universo da internet não há só pérolas, há muito pechisbeque...

Estarão todos os pais atentos e preparados para orientar os filhos, sobretudo os mais novos, nas andanças do ciberespaço?

Mas, enfim, viva a Internet! - ou não fosse eu um dos apaixonados por esta grande teia digital que enleou o mundo e tornou mais global a aldeia em que vivemos!

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 06 06UTC January 06UTC 2006 17:43

Os casais novos sabem muito bem que se os filhos forem ao ginásio que lhes faz bem ou que pratiquem qualquer tipo de desporto, que é essencial para a saúde.
A minha filha dá cursos a jovens de 12, 14 e 16 anos para poderem entrar num ginásio. Pelo menos os pais sabem onde andam os filhos, aí não são autorizados a tomar droga, são vigiados. Andando a brincar na relva, sujam-se, estragam as roupas e não têm quem olhe por eles, creio. Há casais bem formados para educarem os filhos.
Nos computadores há bom e mau, é preciso é sabermos escolher.

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 29 29UTC January 29UTC 2006 23:08

Vaticano: O conteúdo da Encíclica de Bento XVI




"Deus é Amor", a primeira Encíclica do Papa Bento XVI, dividida em duas grandes partes - uma sobre o amor e a outra sobre a caridade.




A Encíclica divide-se em duas grandes partes: a primeira é uma reflexão teológico-filosófica sobre o amor nas suas várias dimensões; a segunda trata do exercício concreto do amor ao próximo.

Como a palavra "Amor" está gasta, Bento XVI faz uma reflexão a partir da raiz do conceito e contrapõe a expressão grega Eros - referente ao amor-desejo entre homem e mulher à expressão Agape - que exprime um amor oblativo e benevolente.

Mas, explica que ambas se completam: "O Eros necessita de disciplina e purificação. E se não se deixar de subjugar pelo instinto, o homem torna-se ele mesmo, corpo e alma, em função de uma realidade maior, porque o amor visa a eternidade. E é nesta justa unidade que o homem se realiza".

Em Cristo, estas dimensões coincidem e o Papa também explica que o matrimónio baseado num amor exclusivo e definitivo é o ícone o modo como Deus se relaciona com o seu povo.

A segunda parte da Encíclica fala da caridade - o exercício concreto do amor ao próximo.

Mais do que assistência social, ou filantropia, mais do que a estrita competência profissional, a acção da Igreja deve partir de um encontro pessoal com Cristo.

E se a Igreja é a família de Deus no mundo, os seus agentes devem actuar com "os olhos do coração". Por isso, a actividade caritativa da Igreja deve ser independente de partidos e ideologias e não pode ser proselitista, porque é gratuito.

No actual contexto de activismo e secularismo que ameaça muitos cristãos empenhados na acções da Igreja, o Papa alerta para a necessidade da oração - o único modo de salvar o homem da ideologia de tentar fazer por si algo que não pode fazer sozinho. Quem reza não desperdiça o seu tempo, mesmo nas situações mais difíceis.





Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: JMA (IP registado)
Data: 15 15UTC March 15UTC 2006 14:30

Um livro com fama de "chato" mas interessante de ler e debater em comum: "As Confissões" de Santo Agostinho.
Pronto, benzam-se e digam "vade retro ideia louca".
Depois pensem no caso.
Os problemas lá retratados são mais actuais do que podemos pensar.
Até fala do problema das beatas, aquelas que vão à Igreja para "gastar o tempo em vãs conversações e tagarelices de velhas"...
E da indisciplina dos alunos...

João (JMA)

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 24 24UTC March 24UTC 2006 00:45

Foi um dos meus favoritos mas já esqueci a maior parte do que li.

Na altura achei-o absolutamente fascinante.

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: (IP registado)
Data: 24 24UTC March 24UTC 2006 10:07

JMA, obrigado pela sugestão (e obrigado ao Camilo pela opinião). Vai para a minha lista de livros "a ler".
Ultimamente tenho andado a ler uma entrevista ao actual Papa, cujo título não me lembro, que sou bem despistado para estas coisas. Choca um bocado com um relato do Vaticano II que li recentemente e que me foi recomendado, penso eu, pelo Alef. Visões diferentes da realidade, suponho. :)

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: CP (IP registado)
Data: 06 06UTC June 06UTC 2006 13:59


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 07 07UTC June 07UTC 2006 10:11


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 09 09UTC June 09UTC 2006 15:21


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Luis Gonzaga (IP registado)
Data: 13 13UTC June 13UTC 2006 23:51


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Maria José Ribeiro (IP registado)
Data: 14 14UTC June 14UTC 2006 19:04

Livro que gosto de ler, de reler, treler..... superficial? Não!!!

Diz coisas muito sérias. É uma banda desenhada e chama-se "Toda a Mafalda" de Quino, Publicações D. Quixote.
Quem a não conhece?

Acho que nos faz falta!!!

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Maria José Ribeiro (IP registado)
Data: 20 20UTC June 20UTC 2006 23:53


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: quimpe2 (IP registado)
Data: 02 02UTC December 02UTC 2006 00:46


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 03 03UTC December 03UTC 2006 14:38


Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Felisberto Areias Lopes (IP registado)
Data: 08 08UTC December 08UTC 2006 19:38

Se algum de vós me pudesse indicar onde encontrar esse livro (as confissões) de Santo Agostinho, eu gostaria de ler e já agora aconselho o (mostra-me o teu rosto) de frei Ináçio larranaga imperdível

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: JMA (IP registado)
Data: 07 07UTC February 07UTC 2007 13:14

Caro Felisberto,

Encontras as "Confissões" na generalidade das livrarias. Tenta Bertrand, fnac, bulhosa, localmente ou online.

Prefere a edição da Colecção Clássicos de Filosofia,editada pela Imprensa Nacional Casa Moeda, em 2004.

A tradução, segundo os que percebem de latim, é melhor.

E compra a edição simples, não a bilingue a menos que percebas alguma coisa de latim.

João (JMA)

Re: Os nossos livros favoritos
Escrito por: Tilleul (IP registado)
Data: 07 07UTC February 07UTC 2007 14:27

Ando a ler um livro que foi recomendado pelo Luis e que recomendo vivamente.

- Uma Teoria de Tudo, Ken Wilber, Estrela Polar


Muito bom. Divertido, muita informação e o que ao primeiro instante poderia ser fonte de dúvida de fé, resulta numa injeção de vigor.

Em comunhao

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