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Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 16 16UTC September 16UTC 2006 04:21

Miguel

Mas tudo vale a pena, se a alma não é pequena!:)

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 16 16UTC September 16UTC 2006 05:10


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 26 26UTC September 26UTC 2006 19:30

Vaticano excomunga o arcebispo Milingo - 26/09/2006 - 10:30

O Vaticano anunciou hoje a excomunhão do polêmico arcebispo emérito de Lusaca (Zâmbia), Emmanuel Milingo, e dos quatro sacerdotes casados que foram ordenados bispos há alguns dias.
"Tanto o arcebispo Milingo como os quatro ordenados incorreram na excomunhão latae sententiae, prevista no cânone 1382 do Código de Direito Canônico", informou a Sala de Imprensa da Santa Sé em comunicado.

O artigo 1.382 estabelece que "o Bispo que confere a alguém a consagração episcopal sem mandato pontifício, assim como o que recebe dele a consagração, incorrem em excomunhão latae sententiae reservada à Sede Apostólica".

No comunicado se afirma que a Santa Sé acompanhou com "bastante preocupação" os passos dados recentemente por Milingo, de 76 anos, com a criação de "uma nova Associação de Sacerdotes casados, semeando divisão e desconcerto entre os fiéis".

O Vaticano informou que expoentes de diferentes níveis da Igreja tentaram "em vão" ligar para Milingo para "dissuadi-lo de continuar com suas ações, que causam escândalo, sobretudo nos fiéis que seguiram seu ministério pastoral em favor dos pobres e doentes".

O comunicado ressaltou "a paciência" mostrada pelo Papa com o "idoso pastor da Igreja" e ressaltou que "infelizmente" os passos que deu o levaram a uma "progressiva" ruptura com a Igreja, "primeiro com o casamento e depois com a ordenação de quatro bispos em 24 de setembro em Washington".

Diante desta situação, o Vaticano considerou que Milingo e os quatro ordenados incorreram na excomunhão automática.

Além disso, a Santa Sé afirmou que a Igreja não reconhece estas ordenações e as que possam derivar das mesmas e afirmou que o estado canônico dos quatro bispos é o mesmo no qual se encontravam antes da ordenação. (EFE)



Local:Cidade do Vaticano

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 27 27UTC September 27UTC 2006 14:44


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 27 27UTC September 27UTC 2006 17:07

BENTO XVI:

Duas grandes perguntas! A primeira é: como comunicar ao povo de hoje a beleza do matrimónio? Vemos como muitos jovens casam tarde na igreja, porque têm receio do que é definitivo: aliás, adiam até o casamento civil. Hoje, o que é definitivo para muitos jovens, e também aos menos jovens, parece um vínculo contra a liberdade. E o seu primeiro desejo é a liberdade. Têm medo que no final não dê certo. Vêem muitos matrimónios fracassados. Têm receio que esta forma jurídica, como eles a sentem, seja um peso exterior que extingue o amor.

É preciso fazer compreender que não se trata de um vínculo jurídico, de um peso que se realiza com o matrimónio. Ao contrário, a profundidade e a beleza estão precisamente na definitividade. Só assim ele pode fazer maturar o amor em toda a sua beleza. Mas, como comunicar isto? Parece-me um problema comum a todos nós.

Para mim, em Valência e Vossa Eminência poderá confirmá-lo foi um momento importante não só quando falei disto, mas quando se apresentaram diante de mim várias famílias com mais ou menos crianças; uma família era quase uma "paróquia", com tantos filhos! A presença, o testemunho destas famílias foi verdadeiramente mais forte do que todas as palavras. Elas apresentaram antes de tudo a riqueza da sua experiência familiar: como uma família tão grande se torna realmente uma riqueza cultural, oportunidade de educação de uns e outros, possibilidade de fazer conviver juntas as diversas expressões da cultura de hoje, o doar-se, o ajudar-se também no sofrimento, etc. Mas foi importante também o testemunho das crises que sofreram. Um destes casais tinha quase chegado ao divórcio. Explicaram como conseguiram aprender a viver esta crise, este sofrimento da alteridade do outro, e aceitar-se de novo. Precisamente na superação do momento da crise, da vontade de se separar, cresceu uma nova dimensão do amor e abriu-se uma porta para uma nova dimensão da vida, que só na suportação do sofrimento da crise se podia reabrir.

Isto parece-me muito importante. Hoje chega-se à crise no momento em que se vê a diversidade dos temperamentos, a dificuldade de se suportar todos os dias, durante toda a vida. No fim, decide-se: separamo-nos. Compreendemos precisamente destes testemunhos que na crise, no superar o momento em que parece que não se suporta mais, na realidade abrem-se novas portas e uma nova beleza do amor. Uma beleza feita só de harmonia não é uma verdadeira beleza. Falta algo, torna-se deficitária. A verdadeira beleza precisa também do contraste. O obscuro e o luminoso completam-se. Até as uvas, para amadurecer precisam não só do sol, mas também da chuva, não só do dia mas também da noite.

Nós mesmos, sacerdotes, quer jovens quer adultos, devemos aprender a necessidade do sofrimento, da crise. Devemos suportar, transcender este sofrimento. Só assim, a vida se torna rica. Para mim tem um valor simbólico o facto de que o Senhor tenha eternamente os estigmas. Expressão da atrocidade do sofrimento e da morte, agora elas são selos da vitória de Cristo, de toda a beleza da sua vitória e do seu amor por nós. Devemos aceitar, quer como sacerdotes quer como esposos, a necessidade de suportar a crise da alteridade, do outro, a crise na qual parece que não se possa continuar a estar juntos. Os esposos devem aprender a caminhar juntos, a amar-se de novo, num amor muito mais profundo, muito mais verdadeiro. Assim, num caminho longo, com os seus sofrimentos, o amor amadurece realmente.

Parece-me que nós, sacerdotes, podemos também aprender dos esposos, precisamente dos seus sofrimentos e dos seus sacrifícios. Muitas vezes pensamos que só o celibato já é um sacrifício. Mas, conhecendo os sacrifícios das pessoas casadas pensamos nos seus filhos, nos problemas que surgem, nos receios, nos sofrimentos, nas doenças, na rebelião, e também nos problemas dos primeiros anos, quando as noites transcorrem quase sempre sem dormir por causa do choro dos filhos pequeninos devemos aprender deles, dos seus sacrifícios, o nosso sacrifício. E ao mesmo tempo aprender que é belo maturar nos sacrifícios e, desta forma, trabalhar pela salvação dos outros. O Senhor, justamente, citou o Concílio, que afirma que o matrimónio é um Sacramento para a salvação dos outros: antes de tudo, para a salvação do outro, do esposo, da esposa, mas também das crianças, dos filhos, e por fim de toda a comunidade. Assim, também o sacerdote matura ao encontrar-se.

Então penso que devemos envolver as famílias. As festas da família parecem-me muito importantes. Por ocasião das festas seria bom que sobressaísse a família, a beleza das famílias. Também os testemunhos mesmo que pareçam talvez demasiado em voga em certas ocasiões podem realmente ser um anúncio, uma ajuda para todos nós.

Para concluir, é para mim muito importante que na Carta de São Paulo aos Efésios, as núpcias de Deus com a humanidade através da encarnação do Senhor, se realizem na Cruz, na qual nasce uma nova humanidade, a Igreja. O matrimónio cristão nasce precisamente nestas núpcias divinas. É, como diz São Paulo, a concretização sacramental do que acontece neste grande Mistério. Assim, devemos aprender sempre de novo este vínculo entre Cruz e Ressurreição, entre Cruz e beleza da Redenção, e inserir-nos neste sacramento. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a anunciar bem este Mistério, e viver este Mistério, a aprender dos esposos como o vivem eles, a ajudar-nos a viver a Cruz, a fim de chegar também aos momentos da alegria e da Ressurreição.

www.catolicanet.br

Re: Ser padre hoje
Escrito por: JMA (IP registado)
Data: 28 28UTC September 28UTC 2006 18:27

Diz o Miguel D que "Ser padre hoje: é muito díficil!!!"

Também tenho essa opinião.

Porém é nesta sociedade difícil que o Cristão tem de se situar e transformar o mundo.

E que os padres têm um papel essencial a desempenhar.

João (JMA)

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 28 28UTC September 28UTC 2006 19:57

É tudo difícil, não há nada fácil.

Re: Ser padre hoje
Escrito por: elsa sequeira (IP registado)
Data: 30 30UTC September 30UTC 2006 20:36

Confessionário!!

Sou nova por aqui! Estive a ler algumas mensagens do forum, pelas tuas intervenções depreendo que és jovem, e fico muito contente por seres jovem e seres Padre!Pois, realmente a Igreja precisa de Padres, não é fácil ser Padre hoje em dia, num mundo que é manipulado por tudo e por todos, onde cada qual só pensa em mandar no outro, um mundo que vive como se Cristo não existisse! È verdade é o mundo que temos! Um mundo de mandões, mas Jesus pediu-nos para servir! Para sermos fermento no meio da massa!E é com o sentido dessa Missão, que todos nós Cristãos devemos tentar viver neste mundo dificil!

desejo-te muitas felicidades na tua Missão!!! :))))

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Diogo Taveira (IP registado)
Data: 01 01UTC October 01UTC 2006 09:19


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Confessionário (IP registado)
Data: 04 04UTC October 04UTC 2006 20:23


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 06 06UTC October 06UTC 2006 03:57

Bem aparecido seja!!!!

Espero que fique por aqui:)

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 14 14UTC October 14UTC 2006 13:46


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 06 06UTC November 06UTC 2006 21:06


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 07 07UTC November 07UTC 2006 12:55


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 17 17UTC January 17UTC 2007 15:39

igreja da paróquia do padre José Luís Borga, no Entroncamento, foi assaltada por um indivíduo que vasculhou em todo o lado e furtou um televisor, um leitor de VHS e uma aparelhagem de som. “Ele remexeu em muita coisa mas não levou nada de valor”, disse ontem ao CM o padre José Luís Borga, adiantando que, pelas imagens do sistema de videovigilância, percebe-se que era “um rapaz ainda novo e levou o que estava mais acessível”.






“Não veio à igreja à procura de arte sacra, mas deve ter achado que era o sítio onde era mais fácil entrar e encontrar objectos para trocar por dinheiro”, defendeu.

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima é de construção recente e as imagens e outros objectos de arte e mais valiosos estão fixos. Para os retirar do local é preciso parti-los, o que evita que sejam furtados.

Apesar de se tratar de um crime – punível com cadeia até três anos –, o padre José Luís Borga sente-se tentado a perdoar o criminoso: “Tenho pena dele e lamento que alguém se sinta na necessidade de usar estas estratégias por tão pouco. Estou mais preocupado com o facto de alguém viver nestas circunstâncias do que com o valor do que foi furtado.”

E ainda acrescenta: “Para o caso de o assaltante ler o jornal, quero que saiba que lhe mando um abraço e votos de que se recupere.”

O assalto foi participado na segunda-feira à PSP do Entroncamento – foi praticado no fim-de-semana –, que esteve no local a recolher eventuais indícios e agora está a de-senvolver uma investigação, com o objectivo de identificar o assaltante e recuperar os artigos furtados.

O assalto ficou gravado no sistema de videovigilância da igreja, que mostra um indivíduo jovem, sozinho, a arrombar uma das portas laterais e a entrar no templo. Lá dentro remexeu em todos os armários e gavetas, à procura de dinheiro e de objectos de valor. Acabou por levar um televisor com oito anos, um leitor de VHS e uma aparelhagem de som compacta.

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Fátima está ainda equipada com um alarme, mas encontrava-se desligado quando ocorreu o assalto. “Foi uma coincidência, porque o disjuntor disparou, desligando a corrente eléctrica, por causa das obras que estamos a fazer na igreja”, explicou o pároco.

Este não foi o primeiro furto nesta igreja do Entroncamento, mas nas outras vezes os assaltantes ficaram-se pela caixa de esmolas e por tentativas frustradas de abrir o cofre da sacristia.

POLÍCIA AJUDA NA SEGURANÇA

A PJ desenvolve junto de padres e leigos acções de esclarecimento com vista a sensibilizar e prevenir acções que possam pôr em causa a preservação e conservação do património histórico e artístico das igrejas portuguesas. O objectivo é possibilitar que os templos possam estar mais tempo abertos ao público em segurança e evitar a ocorrência de catástrofes (incêndios, desmoronamentos ou cheias) ou actos criminosos (furtos ou roubos). O projecto ‘Igreja Segura’ dispõe de uma exposição itinerante multimédia onde estão descritos os cuidados a ter por párocos e leigos quando confrontados com situações anómalas. Através de luz, imagem, som e acções em tempo real, a exposição fornece informação e chama a atenção para os principais problemas que afectam o património histórico e artístico das igrejas portuguesas. Os roubos ou furtos e os incêndios são os principais receios do Instituto Superior de PJ e Ciências Criminais. No último ano, os actos criminosos em templos religiosos e outros monumentos “diminuíram substancialmente” devido ao reforço de segurança.

PORTAS VÃO SER REFORÇADAS

Para impedir novos assaltos, o padre José Luís Borga vai reforçar as portas, que são em alumínio, para ver se desincentiva novas acções criminosas. “Nós temos de viver com o cuidado que isto supõe”, frisou. Deste assalto fica uma enorme “sensação de insegurança”, mas o padre José Luís Borga já viveu situações mais dramáticas, em que lhe assaltaram a casa e o carro, ficando privado de objectos de grande valor. “Só no Entroncamento, onde fica a minha paróquia, há casos mais lamentáveis”, disse ainda o sacerdote, referindo-se aos assaltos a idosos e outras pessoas com dificuldade em se defender, bem como às burlas que levam as pessoas a pensar que estão a comprar alguma coisa interessante e depois se vêem enganadas. “E eu não posso dizer que não me acontece a mim também!”

PERFIL

José Luís Fernandes Borga nasceu em Lapas, Torres Novas, em Novembro de 1964. Aos 16 anos entrou no Seminário de Almada, após o que seguiu para o Seminário dos Olivais. Aos 26 anos foi ordenado sacerdote, integrando o presbitério da diocese de Santarém. É o pároco do Entroncamento. Tornou-se conhecido no País através de programas televisivos e da edição de quatro CD de música de índole religiosa. É colaborador regular da revista católica ‘Família Cristã’.

CONSELHOS

NÃO MEXER

Se ao entrar na igreja ou passar perto e se aperceber do furto não deve mexer nos objectos, nem tocar nos locais onde estavam as peças. Depois deve comunicar o caso às autoridades e relatar o que viu.

OBSERVAR

Não deve oferecer resistência aos ladrões. Deve memorizar a fisionomia, comportamento e palavras pronunciadas pelos assaltantes. Se acompanhados

por uma viatura, deve registar o tipo de veículo, a matrícula e a direcção em que fugiram.

CATALOGAR

Os párocos e as outras pessoas já têm mais cuidado com a segurança do espólio que existe nos espaços de culto. Mas é imperioso que as imagens e outras obras de arte estejam devidamente catalogadas e identificadas.

EMERGÊNCIA

É aconselhada a elaboração de um plano de emergência interno em todos os monumentos, um documento que sistematize um conjunto de normas e regras de procedimentos para minimizar os efeitos de acidentes ou catástrofes que possam ocorrer.
Isabel Jordão, Leiria / L.O.

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 17 17UTC January 17UTC 2007 15:41


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Maria José Ribeiro (IP registado)
Data: 22 22UTC March 22UTC 2007 23:19


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 23 23UTC March 23UTC 2007 02:57


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Manuel Pires (IP registado)
Data: 23 23UTC March 23UTC 2007 22:54


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Rita* (IP registado)
Data: 24 24UTC March 24UTC 2007 03:26

Manuel, eu até gostava de ter um tio padre, mas nunca tive :( Mas tenho uma tia freira. Gostava que ela vivesse muitos anos para o poder dizer!

Rui??? Tenho uma tia freira na cidade onde tu nasceste, nunca te tinha dito!

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