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Ser padre hoje
Escrito por: Susete (IP registado)
Data: 11 11UTC January 11UTC 2006 22:19

«Ser padre hoje»; segundo cardeal Eusébio Scheid
Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil)

RIO DE JANEIRO, terça-feira, 10 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir artigo do cardeal Eusébio Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, intitulado «Ser padre hoje». O texto compõe a seção Voz do Pastor do site da arquidiocese do Rio e foi enviado a Zenit esta terça-feira.
* * *

Ser padre hoje

É um dado curioso como hoje muitos falam da vocação sacerdotal, do que é ser padre, expressando opiniões sobre o assunto, embora o desconheçam quase completamente. À medida em que a nossa civilização vai perdendo o senso do sagrado, torna-se mais difícil compreender a pessoa de alguém como o padre, profundamente envolvido com o mistério divino, que implica uma consagração de toda a vida à glória de Deus e ao serviço dos irmãos.

Assim se explica, por exemplo, que alguém possa deixar sua pátria e sua gente para ser missionário do outro lado do mundo. O Brasil se beneficiou grandemente desse ímpeto evangelizador, no começo de sua história, marcada pela presença pioneira de abnegados missionários, como os jesuítas, os franciscanos e membros de outras ordens religiosas, que cristianizaram o nosso país.

Como alguém se torna padre? Eu gostaria de abordar alguns pontos referenciais a esse respeito. Em primeiro lugar, ninguém escolhe tal caminho; é escolhido. Toda vocação é um chamado, ao qual se responde com convicção. Assim também aconteceu comigo. Evidentemente, Jesus, em pessoa, não veio me chamar, como o fez com os Apóstolos. A nós, Ele chama através de circunstâncias. Eu era coroinha desde muito cedo, tocava o sino e cuidava das coisas do redor do altar. Esse hábito de servir na casa do Pai cria, por parte da criança e do jovem, uma expectativa que propicia o acolhimento da vocação, que Deus poderá vir a suscitar.

Para responder ao chamado, o futuro padre conta, sobretudo, com o auxílio da graça de Deus, que irá configurá-lo à Pessoa do Cristo, como continuador de sua missão. Entretanto, a par da docilidade à ação divina, é preciso ter qualidades essenciais, que permitam o exercício do ministério sacerdotal. Essas qualidades abrangem: - dotes naturais, como saúde física e mental, inteligência desperta e viva - e qualidades morais, como integridade de caráter, coragem e perseverança.

A conjugação de todos esses requisitos será avaliada ao longo de um ano, que chamamos de “Propedêutico”, durante o qual o candidato é acompanhado e orientado na sua vocação, enquanto faz a transição da realidade em que vivia, para uma experiência toda voltada ao serviço na Igreja. Isto inclui o aprofundamento da própria espiritualidade, e a preparação para a vida comunitária e para o estudo acadêmico. O Seminário é, verdadeiramente, a sementeira onde se aprimora o crescimento dessa “planta” da vocação.

O elemento que manifesta, desde o início, a autenticidade do chamado é a piedade do candidato: ter gosto pela oração, aprofundando sua fé no diálogo com Deus, de modo a estabelecer com Ele um relacionamento de intimidade. Esse amor às coisas de Deus deve se desenvolver num espírito de adesão filial à Igreja, ao Papa e aos Bispos, como presença sacramental do próprio Cristo no mundo.

A comunhão com Deus leva à comunhão com os irmãos. O seminarista precisa ter espírito comunitário. Saber viver em grupo, em comunidade, não é fácil, mas é um valioso apoio, sobretudo neste mundo, marcado pelo individualismo e pela solidão. Os padres pertencentes a congregações religiosas, vivem, normalmente, em comunidades. Mas é bom que também os padres diocesanos, sempre que possível, residam juntos numa casa paroquial. É um ideal a ser atingido.

É claro que o padre nunca está sozinho, porque serve ao povo. Esta é a outra dimensão comunitária de sua vida, que ele precisa amar com generosidade, para poder realizar um fecundo trabalho pastoral. O seminarista recebe formação nessa área, auxilia em diversas pastorais, para desenvolver espírito de pastor, guia, líder, que saiba conduzir o povo pelos caminhos da fé, da moral e do são humanismo.

O ideal seria que o candidato, o futuro padre, viesse de uma família bem estruturada, que lhe tivesse fornecido toda a segurança emocional e material necessária. Mas isso nem sempre acontece, principalmente, nos dias de hoje. Por isso, tal requisito não é considerado impedimento para um vocacionado, desde que ele reconheça as dificuldades que precisa superar, e encontre apoio numa formação bem orientada. Há candidatos, oriundos de famílias problemáticas, que se tornaram ótimos padres.

O trabalho nas diversas Pastorais da Igreja pressupõe o preparo apurado dos candidatos ao sacerdócio. Na Pastoral Familiar, por exemplo, aprende-se como lidar com as famílias e seus problemas. A Pastoral Catequética requer capacidade de diálogo com crianças e jovens, e também com aqueles que as orientam: pais e catequistas. A Pastoral Vocacional exige entusiasmo e acolhimento ao jovem, no discernimento dos rumos de sua vida. A Pastoral para a Caridade Social exerce a dificílima missão de atendimento aos mais carentes. Na Pastoral da Saúde, o jovem seminarista aprende a conhecer a psicologia do enfermo, como falar e rezar com ele. A Pastoral da Criança atua na formação para uma paternidade responsável. A Pastoral da Terceira Idade propicia o intercâmbio entre o entusiasmo da juventude e a sabedoria dos idosos, cujo convívio é espiritualmente enriquecedor.

Entretanto, nenhum trabalho poderia ser bem fundamentado, sem a necessária formação intelectual. O estudo específico para o sacerdócio exige, como requisitos, o Ensino Médio, um ano de Propedêutico e mais sete anos de estudos acadêmicos.

Estes estudos dividem-se em duas etapas, a começar pelo curso universitário de Filosofia, com duração de três anos. A Filosofia é um estudo pouco conhecido hoje, mas imprescindível para nortear a visão do jovem sobre o homem, inserido no mundo e na história, sua linguagem e lógica de pensamento, sua capacidade de transcender a realidade puramente material. A história da cultura filosófica, com as teorias dos mais diversos pensadores, é um retrato da pluralidade contemporânea, com a qual o padre e o bispo têm que se defrontar, no exercício de sua missão. É estudo profundo, complexo e difícil.

Sobre esta base, assenta-se a grande construção espiritual de quatro anos de estudos, na Faculdade de Teologia. Aqui no Rio de Janeiro, os seminaristas diocesanos cursam a Faculdade de Teologia, ligada à PUC, no próprio campus a eles destinado, no Seminário São José. O curso está aberto, também, a religiosos e leigos que se disponham a enfrentar este difícil estudo.

As disciplinas que compõem a Faculdade de Teologia abrangem as bases da nossa fé, sob os enfoques fundamental, sistemático e moral. Além disso, temos o estudo da Sagrada Escritura, do hebraico e do grego, da estruturação da Igreja, a partir da sua fundação por Jesus Cristo, e da sua obra santificadora, na Liturgia e na Espiritualidade.

Os seminaristas também têm a oportunidade de aprender o latim e de se aperfeiçoarem nas línguas modernas, entre as quais a nossa própria língua. Aprendem a arte de falar em público e de usar os meios de comunicação social. Estudam a psicologia humana, como base para ministrar o sacramento da confissão e para o aconselhamento a quem se encontra em dificuldade ou sem rumo na vida.

Esta foi, apenas, uma breve abordagem do que significa a preparação para o sacerdócio. Ser padre exige vocação, generosa resposta ao chamado divino, e muita capacidade de estudar e trabalhar. Antes de criticar ou apresentar pretensas soluções, baseadas no “achismo”, procuremos conhecer o processo para formação de um padre, para podermos avaliar melhor o significado e o objetivo da experiência preparatória pela qual ele passou. Esse conhecimento suscitará, sem dúvida, o desejo de colaborar com ele, colocando-nos em sintonia com o seu trabalho na Igreja, que reverte sempre em nosso benefício e no de toda a Comunidade.


Cardeal D. Eusébio Oscar Scheid
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro
ZP06011015

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Susete (IP registado)
Data: 17 17UTC January 17UTC 2006 21:40

Padres vão reflectir sobre o seu ministério
Bispos preparam encontro nacional de sacerdotes
.
A Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios (CEVM), liderada por D. António Francisco dos Santos, esteve ontem reunida, num encontro alargado em Fátima, “para preparar o próximo Simpósio dedicado ao ministério presbiteral a realizar nos dias 5 a 8 de Setembro de 2006 em Fátima”, disse à Agência ECCLESIA o Pe. Jorge Madureira, Secretário da referida Comissão Episcopal.
Para este encontro da CEVM foram convocados delegados do clero de cada diocese, para se começar a preparar o Simpósio que, segundo o Pe. Jorge Madureira, ainda só “tem um apontamento de tema mas, irá abordar questões relacionadas com o presbitério, e a comunhão sacramental orientada para o serviço da Igreja no mundo”, revelou.
O V Simpósio Nacional do Clero tem por objectivo “a comunhão, o encontro, a partilha de experiências e o reflectir sobre a condição sacerdotal”, disse.


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 17 17UTC January 17UTC 2006 23:36

Continuo a achar que um dos problemas não resolvidos do pós-Concílio Vaticano II é precisamente uma (mais) clara teologia do sacerdócio e/ou do papel do sacerdote na Igreja. É necessário investir nesta reflexão. Talvez estes encontros ajudem, mas é necessário fazer algo mais ao nível «estrutural».

Antes, quando os leigos eram «fiéis de segunda», os padres tinham um papel muito claro, protagonista e «plenipotente», claramente distinto do dos leigos, quer a nível social, quer ao nível litúrgico ou ainda, claro, ao nível eclesiológico. Com o «investimento» na participação activa dos leigos na vida da Igreja, parece que muitos padres sentiram as suas competências serem «esvaziadas». Certamente isto também explica em parte muitos dos abandonos do sacerdócio, sobretudo nos anos 70 do século passado.

Quando às vezes se diz que os sacerdotes servem apenas para o que lhes está reservado -- a presidência da Eucaristia e a administração do sacramento da Reconciliação --, não se estará a «empurrar» o sacerdote para uma posição algo «sacramentalista», que está em «queda» acentuada?

Por outro lado, a falta de padres faz com que os que estão «no activo» andem constantemente de paróquia em paróquia, a presidir a Eucaristias para diferentes comunidades, numa contínua correria... Este activismo «sacramental» não acaba por acentuar a crise, fazendo dos padres uma espécie de funcionários-bombeiros hiper-activos e sem tempo para se preparar cuidadosamente?

O problema tem várias frentes e não é fácil. O activismo, a solidão, a falta de tempo para tarefas essenciais (como a preparação das homilias, que em Portugal é massivamente descurada), alguma superficialidade teológica e espiritual, tudo isto são problemas sérios, que põem também em causa o futuro ao nível de novas vocações.

Mas este não é um problema «dos» padres. É um problema de toda a Igreja, onde também os leigos têm responsabilidade. Uns e outros têm que aprender a ajudar-se mutuamente a viver a sua vocação e missão.

Alef

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Manuel Pires (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 11:09


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Confessionário (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 16:47


Re: Ser padre hoje
Escrito por: catolicapraticante (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 17:40


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 17:54

Meu caro padre:

Bem-vindo a este fórum e aqui vai uma palavra de apreço pelo seu Confessionário, do qual sou penitente há já muito tempo. «Assustou-me» ver o mesmo fechado durante meses... Felizmente, renasceu pelo Natal. «Gloria in excelsis»...

Fico contente em vê-lo participar neste tópico. Mas confesso que não percebi muito bem em que é que não concorda comigo, pelo que não lhe posso responder. Quer dar uma ajudinha?

Quanto ao resto, parece-me um contributo importante, até pelo aspecto «auto-crítico». Refere ainda uma questão interessante, a do «academicismo» dos Seminários e falta de uma preparação mais pastoral. Talvez seja verdade, não tenho a certeza.

Digo que não tenho a certeza pelo seguinte: em vários candidatos ao sacerdócio que faziam essa crítica aparecia às vezes outro problema: aparentemente queriam simplesmente umas quantas «soluções pastorais» e «fugiam» a tudo quanto fosse reflexão teológica mais séria. Ora, isso também me parece algo preocupante. Quando se tem apenas umas «dicas pastorais» funciona-se bem durante uns tempos, mas depois começa a notar-se a falta de coluna vertebral, não há reflexão. Substitui-se a teologia e a espiritualidade pela ideologia... Ao conservadorismo teórico de «outros» tempos, substitui-se um certo conservadorismo prático de querer repetir sempre as mesmas receitas que «deram resultado» antes. Às vezes fico com a impressão de que os padres de «sucesso» dos anos 70 continuam com as mesmas «receitas», tão datadas... É algo inevitável? Estarei a exagerar?

Como fugir ao perigo dos dois exageros?

Alef

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 18:30

Sejam bem-vindos todos os padres de Portugal e do mundo inteiro:) que bom um padre participar.
Volte mais vezes:)))que saudades eu tinha de ver por aqui um padre a participar.

Re: Ser padre hoje
Escrito por: Manuel Pires (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 18:50


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 19:22


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Luis Gonzaga (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 22:38


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Confessionário (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 23:13

Agradeço os elogios a todos.
Como o Luís afirmava, eu padre, não tenho muito tempo. Para ter tempo para acompanhar não se tem tempo para participar em muitos fóruns ou espaços como estes. Venho aqui quase de fugida. O meu ministério tem outras obrigações que não a de estar sempre agarrado ao computador. Embora passe por esta máquina muito tempo. Trabalho nas organizações e reflexões. Até para o meu espaçozito do "confessionário" tenho as minhas dificuldades. Tenho vindo de vez em quando ler à pressa. Hoje deu-me para isto... e já começo a arrepender-me (hihi... por causa do que me obriga).
Vou tentar responder ou dizer simplesmente algumas coisas.
Alef, não concordo muito que o post-concílio tenha uma dívida para com a teolgia do sacerdócio. O problema é interno. Nós, padres ( e com a ajuda ou falta dela, de muitos leigos) é que não queremos chegar lá. Torna-se mais fácil continuar na senda de sempre!
Outra situação é a da formação. Claramente, amigo, a formação dos seminários, e quanto mais para o litoral ou cidades grandes, se transformou em algo muito científico. O padre não precisa de ser doutor. Precisa de ser pastor. um doutor sabe muitas coisas, mas não conduz, não guia, não apascenta, não cuida do rebanho. Eu sei que se pode confundir esta linguagem com o facilitismo das pastorais. Não. Tudo radica, começa e acaba no Evangelho. Devíamos ir aí beber, à fonte, e não às teologias. Claro que devemos saber dar respostas. Mas a mim o que me perguntam não é o que diz o autor tal, o teólogo tal, o que diz a dogmática, porquê o dogma disto ou daquilo, mas como resolver este problema, como viver melhor, como ter fé, como amar, como perdoar. Isto é que me perguntam. e é isto que eu devo saber responder. Quem quiser saber o que diz a liturgia que leia um livro de liturgia. Nós precisamos é de Cristo nas nossas vidas.
Também não quero com isto dizer que só isso conta. Pelo contrário. Um bom padre tem de passar muito tempo a reflectir, a preparar-se (sobretudo as tais homilias), mas para evangelizar. Não para mostrar que sabe.
O resto não vai muito contra as minhas ideias. Já me estou a alongar. quando começo é assim. bolazeee.
Vou deixar para outra hora outras considerações....
abraços

Re: Ser padre hoje
Escrito por: tony (IP registado)
Data: 18 18UTC January 18UTC 2006 23:38

Bem-vindo Sr. Padre, volte sempre, as suas reflexões foram extraordinárias. É bom ter por aqui um padre que fale assim.

Obrigada por isso

Re: Ser padre hoje
Escrito por: rmcf (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 02:04


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 02:20

Caro Miguel:

Apreciei bastante o teu comentário! Creio que resume bastante bem vários sentires de tópicos anteriores.

Em todo o caso, gostaria de reiterar uma ideia que já escrevi antes: deveria haver uma maior consciencialização entre/com os leigos de que «ser padre» não é simplesmente uma coisa «dele», mas algo que implica a comunidade toda. Sei que nalguns sítios, fora de Portugal, pelo menos, as paróquias onde um seminarista colabora e vai recebendo responsabilidades têm algum sentido de responsabilidade em relação a esse mesmo seminarista. Por um lado, a paróquia também terá uma palavra a dizer na hora de decidir ordenar o seminarista; por outro, o seminarista está ali também para ajudar e aprender com as pessoas. Há, assim, uma certa simbiose saudável, parece-me. Mas depois acontece muitas vezes que a padre ordenado já não se diz nada... E talvez eles apreciassem também ser ajudados...

Alef

Re: Ser padre hoje
Escrito por: rmcf (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 02:21

Só mais uma coisa: para mim, não é uma questão de quantidade de tempo, mas de método... A reflexão deveria ser mais em torno não do tempo dedicado à teologia ou à pastoral, mas do método para ambas... Pergunto-me se a formação pastoral dos sacerdotes é bem feita (bem como a teológica, que pelos vistos...). Em termos de tempo penso que é suficiente, não é preciso mais tempo; em termos de qualidade... aí acho francamente que deixa muito a desejar... Pessoalmente acho que, com excepções honrosas claro, de pessoas, de formadores e de dioceses, ela é francamente e de forma global muito fraca...

Mas por agora, a cama chama...

Abraço fraterno,

Miguel


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Manuel Pires (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 10:12


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 10:44


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Manuel Pires (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 13:13


Re: Ser padre hoje
Escrito por: Confessionário (IP registado)
Data: 19 19UTC January 19UTC 2006 15:38

E aí vai uma resposta rapidita, que o tempo urge.
Continuo a pensar que nos Seminários se devem formar pastores. Mas não aceito que os padres sejam ignorantes ou que se resumam a saber umas cositas doutrinárias. Mais, afirmo que na reflexão se faz luz. Eu passo muito tempo a reflectir. Repara, rmcf, que gostei imenso de estudar filosofia e estudar dogmática e estudar grandes teólogos (um deles Ratzinger). Só não queria que a insistência maior dos seminários fosse a formação teológica e científica como tal. Reparem , hoje encontram-se facilemente seminaristas com boa formação teológica que são um fracasso em termos pastorais e humanos. Podem ter altas notas e não saber resolver um problema com uma paróquia. Reitero, no entanto, que a formação intelectual dos padres é necessária. Muito. Cada vez mais há pessoas que não se contentam com uma ordem "porque sim". Querem saber porquê. Mas aí vamos buscar o Evangelho e todas as exegeses, e todas as verdades que se podem estudar nele, e etc...
Ahh, a história dos fins de semana e afins é boa, mas longe da óptima. Eu já tive estagiários comigo. Sei o que afirmo. Nem todos os sacerdotes são bons orientadores de estágio. Hei, que não me considero mais que ninguém. Mas quando alguns se preocupa em ter seminaristas estagiários para solucionar o problema das Celebrações da Palavra!!!
E, amigo rmcf, não brincava com a palavra doutor. "Um só é vosso mestre". Podemos saber muito, ser inclusive os melhores padres do mundo, que se não soubermos ser como o mestre, de nada vale a nossa consagração!

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