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25 Domingo, 25 de outubro Outubro de 2026 Domingo XXX do Tempo Comum

Música de fundo

Música da capela Em pausa

Sofonias

Sofonias 1

O profeta Sofonias

1 *Palavra do SENHOR dirigida a Sofonias, filho de Cuchi, filho de Godolias, filho de Amarias, filho de Ezequias, no tempo de Josias, filho de Amon, rei de Judá.

I. O DIA DO SENHOR EM JUDÁ<br>(1,2-2,3)

Julgamento universal

2 *Vou destruir tudo sobre a face da terra
- diz o SENHOR.
3 Destruirei homens e animais,
aves do céu e peixes do mar;
farei desaparecer os ímpios,
exterminarei os homens da face da terra
- diz o SENHOR.

Contra Judá e Jerusalém

4 *Estenderei a minha mão contra Judá
e contra todos os habitantes de Jerusalém;
exterminarei deste lugar o que resta de Baal,
o nome dos sacerdotes dos ídolos,
5 os que se prostram sobre os terraços
diante da milícia dos céus,
os que se prostram e juram pelo SENHOR,
mas juram igualmente por Milcom,
6 os que se afastam do caminho do SENHOR,
que não procuram o SENHOR nem o consultam.

7 *Silêncio diante do Senhor DEUS,
porque o Dia do SENHOR está próximo!
O SENHOR preparou um sacrifício,
santificou os seus convidados.
8 No dia do sacrifício do SENHOR,
castigarei os ministros, os príncipes reais
e todos os que se vestem com trajes estrangeiros.
9 Castigarei, nesse dia,
todos os que sobem para cima do limiar,
os que enchem o palácio do seu senhor
com violências e fraudes.
10 *Naquele dia, diz o SENHOR,
um clamor se ouvirá à porta dos Peixes,
gemidos dos lados da Cidade Nova,
grande tumulto das bandas das colinas.
11 Lamentai-vos, habitantes do Morteiro,
porque todo o povo dos mercadores foi aniquilado,
todos os traficantes de prata foram exterminados.
12 *Naquele tempo,
examinarei Jerusalém com lanternas,
castigarei os homens adormecidos pelo seu vinho,
os que dizem consigo mesmos:
«O SENHOR não nos faz nem bem nem mal.»
13 Então, os seus bens serão saqueados
e as suas casas arruinadas;
edificarão casas, mas não as habitarão,
plantarão vinhas, mas não beberão do seu vinho.

O «Dia do Senhor» (Zc 14,1-19; Ml 2,17)

14 Está perto o grande Dia do SENHOR;
aproxima-se rapidamente.
É terrível o clamor do Dia do SENHOR,
até o mais forte gritará.
15 Um dia de ira, aquele dia,
dia de angústia e tribulação,
dia de destruição e devastação,
dia de trevas e de escuridão,
dia de nuvens e de névoas espessas.
16 Dia de trombeta e de alarme
contra as cidades fortes
e as altas torres angulares.
17 Afligirei os homens
e eles caminharão como cegos,
porque pecaram contra o SENHOR.
O seu sangue será derramado como pó
e as suas entranhas como esterco.
18 Nem a sua prata nem o seu ouro
poderão salvá-los.
No dia da ira do SENHOR,
toda a terra será devorada pelo fogo do seu zelo;
pois ele vai destruir,
sim, vai exterminar todos os habitantes da terra.

Notas

1, 1
Uma longa genealogia serve para mostrar que o profeta está inserido na História do seu povo. Ezequias poderia ser o rei de Judá, contemporâneo de Isaías, no séc. VIII a.C. Josias governou de 640 a 609 a.C..
2-3
O livro de Sofonias começa imediatamente com o anúncio de um castigo que Deus infligirá às nações, no chamado "Dia do Senhor" (Sl 7,8 nota; Is 13,9 nota; Ez 13,5 nota; Dn 8,19 nota; Jl 2,1 nota; 3,1-2 nota; Am 5,18-20 nota; Mt 25,31-46 nota; 1 Cor 1,8 nota; 1 Ts 2,19 nota; 2 Ts 2,1-3,5 nota). Este castigo terá um alcance universal: tudo, homens e animais. Exterminarei os homens (v.3). Refere-se, provavelmente, aos adoradores de ídolos, que provocam escândalos. Outra leitura possível: "Acabarei com os escândalos e os malvados."
4-6
O castigo incide principalmente sobre Judá e Jerusalém por causa do culto idolátrico promovido pelo rei Manassés (2 Rs 21,2-9), pelos cultos astrais e por toda a mistura destas divindades no culto a Javé. Milcom (v.5) era um deus dos amonitas. Sobre a idolatria, ver 1 Rs 12,25-30 nota; Hab 2,18-19 nota.
7-9
Sobre a imposição do silêncio, veja-se Hab 2,20. O Dia do Senhor é apresentado como um sacrifício no qual as primeiras vítimas são os altos dignitários, provavelmente aqueles que, durante a menoridade do rei Josias, exerceram a regência (Is 13,9 nota). Vestir trajes estrangeiros (v.8) equivalia a adoptar costumes de outros povos considerados perigosos para a religião de Israel. Subir para cima do limiar (v.9) tanto pode significar o lugar do trono real como templos de divindades falsas. O castigo atinge, de facto, os governantes e adoradores de divindades estrangeiras.
10-11
A porta dos Peixes era, provavelmente, a Porta do Meio (Ne 3,3) e a Cidade Nova ficava na parte setentrional de Jerusalém (2 Rs 22,14). O Morteiro era um quarteirão de Jerusalém onde se encontravam os armazéns de negócio. O castigo aqui concentra-se nos comerciantes a quem se dava o nome de cananeus (mercadores), porque aqueles tinham sido conhecidos como homens de negócios (Pr 31,24; Is 23,8; Os 12,8).
12-13
Contra aqueles que negam a acção de Deus na História.
14-18
Como noutros profetas (Is 2,6-22; Jl 2,1-11; Am 5,18-20 nota), o dia da vinda do Senhor será uma manifestação terrífica do poder de Deus: dia de condenação para os pecadores e de salvação para os justos (v.2-3 nota). O autor medieval do Dies irae inspirou-se nesta passagem, principalmente no v.15. As altas torres angulares do v.16 designam as torres que dominavam os ângulos das muralhas.

Bíblia Sagrada, tradução da Difusora Bíblica.