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    <title>À Procura da Palavra :: Paroquias.org</title>
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    <description><![CDATA[À PROCURA DA PALAVRA é a reflexão semanal do Pe. Vítor Gonçalves sobre a Liturgia da Palavra do próximo Domingo.]]></description>
    <language>portuguese</language>
    <pubDate>Fri, 04 Jul 2008 22:06:59 +0100</pubDate>
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    <category>À Procura da Palavra :: Paroquias.org</category>
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      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM - Ano A</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7499</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Vinde a Mim<br />
todos os que andais cansados e oprimidos.”<br />
Mt 11, 28<br />
<br />
A vida é para acolher<br />
<br />
		Estes dias de sol radioso, cheios de uma luz que convida a saborear a beleza que nos rodeia, são um já um convite a férias. E lembro o que há dias uns tios meus me contavam sobre a vida dura do campo de há 40 anos, quando na ceifa se trabalhava do nascer ao pôr do sol e o único dia em que se descansava era o do “Corpo de Deus”. <br />
<br />
O que será a vida de tantos que neste mundo tão diverso e injusto desconhecem essa palavra “mágica” que evoca algumas saudades do paraíso? É verdade que o relato da criação proclama esse descanso semanal (tão impossível para muitos e tão desperdiçado por outros tantos!), dia de louvor e contemplação, dia de comunhão com os outros e de projecto de novos sonhos, mas quantos o conseguem saborear?<br />
		As férias surgem então como um tempo de re-criação. Um tempo que, para muitos é um “dolce fare niente”, um tempo livre mas que tantas vezes se torna ocasião de novas “escravidões” quando a moda ou a publicidade absorvem o tempo do encontro consigo próprio e com os outros. Que o cansaço pede descanso é algo que o ritmo diário bem lembra. Mas existem muitas formas de descanso e a mais bela é a de quem criou e sonha novas criações. Um descanso que permite agradecer tudo o que enche a nossa vida. Aquele descanso que produz harmonia e paz, o descanso de quem se sente abraçado, aquele que é feito do acolhimento de inúmeras coisas simples que já esquecemos como são importantes!<br />
		Jesus vive um constante acolhimento. Hoje quase nos diz que Ele é também o “subsídio de férias” dos discípulos. A promessa de alívio aos que andam cansados e atribulados tem a sua raiz nessa paz que só Ele consegue dar. A paz que tem nome de perdão, e também de alegria, de aconchego, de esperança e de futuro. Sim, não temos férias só por causa do passado, nem para fazer tudo o que não pôde ser feito. Aprendo com Jesus que esse tempo de libertação está, principalmente, orientado para o futuro. Porque a mansidão e humildade de coração são condições para viver o tempo de um modo mais salvo. Viver o tempo com o sabor da eternidade, com a espantosa grandeza que cada momento encerra. E para isso é preciso praticar o acolhimento, abrir largamente os braços e abraçar tudo o que está cheio de vida.<br />
		Que vamos fazer das nossas férias? E os que as não têm, o que podemos fazer por eles? Que qualidade de acolhimento podemos projectar, pessoal e comunitariamente, ou será que também as nossas paróquias “vão de férias”? E ir de férias é desvalorizar o quotidiano em troca do extraordinário?<br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
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      <pubDate>Fri, 04 Jul 2008 22:06:59 +0100</pubDate>
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    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA: SOLENIDADE DE S. PEDRO E S. PAULO - Ano A</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7484</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“E vós, quem dizeis que Eu sou?.”<br />
Mt 16, 15<br />
<br />
As perguntas<br />
<br />
		Gosto do olhar vivo e acutilante das crianças que, quando menos se espera, lançam uma pergunta ou soltam uma torrente de delas, daquelas que vêm baralhar as lógicas e desmontar os esquemas. As perguntas fazem pensar, exigem disponibilidade para aprender, são condição de crescimento. Creio mesmo que poderíamos ler toda a Bíblia (ainda mais neste Ano Santo Paulino que hoje começa) a partir do diálogo das perguntas que fazemos a Deus, e das que Deus nos faz a nós. Já repararam como Jesus estimula os discípulos com perguntas decisivas e convida-os a ter um espírito profundamente questionante?<br />
<br />
		A resistência ao tempo e a dificuldade de adaptação imediata a novas situações que as grandes religiões experimentam contrasta com o frequente acolhimento, quantas vezes acrítico e epidermico, de um variado leque de espiritualidades, movimentos, respostas sedutoras, revelações de &quot;segredos&quot; para a felicidade humana. É confrangedor que pessoas de cultura minimamente sólida &quot;embarquem&quot;, sem grandes perguntas, na última panaceia, ou limitem o entendimento de uma religião a preconceitos datados no tempo ou reduzidos a pontos de vista. Também aqui as perguntas são um instrumento profundo de procura honesta de mais luz. Deixar de as fazer, por medo ou por hábito, é empobrecimento de todos!<br />
		Não deveria o ensino ser também o trabalho para formular as melhores perguntas? E a política o modo de estimular nos cidadãos uma consciência crítica para perguntar como podem todos viver melhor? E não é também a arte uma pergunta sobre a beleza e o sentido da vida? Como poderia Jesus não gostar das perguntas se elas nos revelam e são reflexo do infinito em nós? Que área do saber e do fazer humanos não tem no seu princípio uma pergunta, e no seu desenvolvimento uma infinidade de outras? Perguntar quase sempre incomoda mas é condição para romper a tentação do automatismo da vida. Não há pessoas automáticas, nem pode haver cristãos autómatos!<br />
		Depois da &quot;sondagem&quot;, a Jesus pouco interessa a contabilidade das respostas. O seu desejo é mais profundo: quer gravar no coração dos discípulos a pergunta fundamental: &quot;quem sou Eu para ti?&quot;. Quantas vezes Pedro e Paulo foram respondendo até à resposta final da vida entregue? Esta é a pergunta que se responde com amor à vida. E dela seguem muitas outras, pouco próprias para quem prefere &quot;papas e descanso&quot;, sem grandes sobressaltos no coração. Queremos escutá-las? E fazê-las, também queremos?<br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7484</guid>
      <pubDate>Tue, 24 Jun 2008 22:09:17 +0100</pubDate>
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    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO XII DO TEMPO COMUM  - Ano A</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7477</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Não temais:<br />
valeis muito mais do que os passarinhos.”<br />
Mt 10, 31<br />
<br />
&quot;Libertai-nos do medo&quot;<br />
<br />
		Como se instala o medo no coração dos homens? Talvez seja a consciência de fragilidade com que nascemos ao dar o salto do seio materno para as mãos desconhecidas que nos amparam, ou a insegurança do desconhecido, ou ainda a dor que toda a mudança provoca. Conhecemo-nos melhor quando vamos conhecendo e identificando os nossos medos, porque muitos deles fazem parte de nós. Mas é também a luta contra a sua força, atrofiadora e destrutiva, que revela a grandeza de cada um.<br />
<br />
		 No recente filme &quot;O Acontecimento&quot; novamente o cineasta M. Night Shyamalan descreve os efeitos do medo perante uma ameaça desconhecida. Algo leva as pessoas a atentarem contra a sua própria vida, sem se descobrirem as causas e os culpados. Num crescendo de suspense, da cidade para o campo, quando as técnicas e os meios do progresso já nada valem, a redescoberta do amor parece ser a única resposta capaz de salvação. No mundo frágil e surpreendente que é o nosso, o conhecimento é fundamental para ultrapassar o medo, mas aquilo que verdeiramente o vence é o amor!<br />
		Ao prever para os discípulos perseguições e dificuldades em anunciar e viver a sua Boa Nova, Jesus insiste na vitória sobre o medo. A sua vida e mensagem irritam os que estão bem instalados na vida, com poder e riqueza que tudo justificam. Quantas vezes em nome desse poder e riqueza se edificam os esquemas para fomentar o medo, para limitar a liberdade e o conhecimento, para alienar e manipular, para calar de vez quem propõe uma vida renovada? Não é ainda essa ânsia de poder que justifica o constante crescimento da indústria de armas, que em 2007 foi de 6%, bem acima do crescimento da economia mundial? E o medo nascido do gradual empobrecimento e miséria de cada vez mais pessoas aqui bem perto de nós? Medo até dos sentimentos de indignação e injustiça diante do espectáculo de luxo e esbanjamento em que alguns vivem. <br />
		Há medos de muitas espécies. Uns quase irracionais, outros bem definidos, muitos criados pela maldade humana. Criado para a confiança e para a esperança, o ser humano recebeu de Deus esta tarefa de libertar-se e libertar outros do medo. No dom de Jesus Cristo, até o medo da morte foi absorvido pela força do amor. Queremos assumir essa tarefa tão pouco &quot;recomendada&quot; de libertar do medo? E para isso não é preciso olhar de frente a realidade, arriscar novas soluções, viver o amor a Jesus Cristo como compromisso por todos, sair para o campo para enfrentar o vendaval do desconhecido porque um amor maior nos impulsiona?   <br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7477</guid>
      <pubDate>Fri, 20 Jun 2008 20:35:42 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO XI DO TEMPO COMUM - Ano A</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7471</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,<br />
sarai os leprosos, expulsai os demónios.”<br />
Mt 10, 8<br />
<br />
Três abraços por dia<br />
<br />
		Grande missão nos deixou Jesus! Ainda se tivéssemos os seus poderes, que nos parecem &quot;mágicos&quot;, para pôr a andar os paralíticos e curar os que sofrem! É verdade que nos ensina a descobrir que as doenças mais dolorosas são aquelas que cada um vive por dentro: aí onde se está doente da alma, morto pelo desespero e pela solidão, leproso pela exclusão, e dominado por tantos demónios. É de dentro para fora que a cura tem maior efeito e, por isso, Ele dá a graça (de graça), que é o seu Amor feito remédio! <br />
<br />
		Os seus discípulos são verdadeiros cuidadores de quem sofre, próximos para acompanhar e estender a mão aos &quot;invisíveis&quot; ou &quot;esquecidos&quot; do correr do mundo. São comunidade que promove a saúde global da pessoa, a salvação que Deus oferece, como bem a define Luciano Sandrini num livro de que se espera breve tradução &quot;Chiesa comunitá sanante&quot;. Sublinha o autor três atitudes geradoras de saúde: ter um olhar contemplativo sobre a vida e uma atitude profética de libertação; ser sinal da proximidade do Pai e do seu coração &quot;materno&quot;; ser &quot;celebrantes&quot; da experiência-saúde. Sentimos que esta missão confiada por Jesus de ser presença de saúde-salvação no mundo é privilegiada nas nossas acções pastorais? Como recebem a graça confiada à Igreja para chegar a eles os &quot;doentes&quot;, os &quot;mortos&quot;, os &quot;leprosos&quot; e os &quot;atormentados pelos demónios&quot;?<br />
		É doloroso muitos cuidados básicos de saúde ainda serem privilégio só de alguns. E alguma saúde ser só para quem tem muito dinheiro. Contudo, nada pode comprar a saúde que é presente gratuito. Essa que ressuscita de mortes em vida quando nos descobrimos importantes para alguém; que vence a indiferença e o medo de contágio das imperfeições; que gera paz e reconciliação. Esta é a saúde que, quando damos, também recebemos. Como se fosse um abraço!    <br />
		É urgente aprender com Jesus a força terapêutica do abraço. Se os especialistas dizem que deveríamos receber três abraços diários para uma vida afectiva saudável, é provável que esse défice seja bem maior do que o económico. Creio que a maior parte da cura trazida por Jesus era o seu olhar, as palavras que dizia, os gestos com que tocava, serem um profundo abraço de Deus. Um abraço que é tão difícil de definir, como dizia o filósofo Paul Ricoeur: &quot;Quando duas pessoas se abraçam, não sabem o que fazem; não sabem o que querem; não sabem o que procuram; não sabem o que encontram.&quot;  <br />
<br />
<br />
Sugestão: A 17 de Junho próximo realizam-se umas Jornadas de Reflexão na Aula Magna da Faculdade de Medicina de Lisboa – Hospital de Santa Maria, com o tema: &quot;Do sofrimento à esperança: por uma espiritualidade saudável&quot;, das 8H45 às 18H45, com entrada livre. Um abraço do saber para melhor abraçar o fazer?!  <br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7471</guid>
      <pubDate>Sat, 14 Jun 2008 10:44:01 +0100</pubDate>
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      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO X DO TEMPO COMUM - Ano A</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7462</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Não são os que têm saúde que precisam de médico,<br />
mas sim os doentes.”<br />
Mt 9, 12<br />
<br />
“Misturado” com os doentes<br />
<br />
		Da minha adolescência televisiva ficou gravada a memória de uma série da BBC sobre um médico de província que andava pela imensa região que lhe estava confiada a visitar e cuidar dos seus doentes. Cheio de uma sabedoria humilde, mais do que os (poucos) medicamentos que receitava, a sua arte era a de criar relações saudáveis, escutar confidências, espalhar um especial gosto pela vida, ajudar a encontrar soluções para o que parecia impossível. Era curta a distinção entre “doente” e “médico” e, quantas vezes, o doente encontrava dentro de si o remédio que precisava, ou médico se descobria também curado pelo doente! <br />
<br />
		Não é assim o ofício de “médico”, que Jesus assume numa refeição em casa de Mateus, quando lhe apontam o perigo de se “misturar” com os pecadores? Quem não sentiu já a diferença entre um médico que nos olha nos olhos, escuta, faz sua a nossa dor, nos ajuda a rir no meio da aflição, e se faz nosso irmão, e aquele para quem parecemos mais um “bacilo” estranho dentro de um tubo de ensaio, diagnostica sem ouvir, sabe tudo sem perguntar, e burocraticamente nos despacha porque tem coisas mais importantes a fazer? Acredito que serão cada vez menos mas, em tantos campos da vida, permanece esta lógica da “não-mistura”, do “medo” de quem é diferente ou pensa diferente, da arrogância que distancia. Não é verdade que “o pior doente é aquele que julga que não está doente”? <br />
		Uma das novidades de Jesus é a de olhar o “ser” para além do “estar”. Para Ele, o doente é alguém que “está” doente, mas não “é” doente, e por isso, vê como a pessoa é maior do que a doença, porque o seu ser está afectado mas não derrotado. Já repararam como a vida de Jesus e dos discípulos é um constante movimento? O que mais frequentemente diz aos que cura ou a quem perdoa é a palavra: “Vai”! A sua acção sanadora é apontar a vida como caminho a percorrer, como futuro a construir; ninguém é deixado em “becos sem saída”. Temos essa mesma paixão ou ainda utilizamos a culpa como “gaiola” que prende almas e vidas a erros passados? Aos fariseus, que se especializaram em fazer da vida “um inferno de regulamentos”, Jesus responde com o júbilo dos doentes e excluídos que se descobrem amados, curados e salvos!<br />
		Quantos “remédios” eficazes estão tão ao nosso alcance! Diz um amigo meu que, a algumas pessoas que o procuram, angustiadas ou zangadas com a vida, uma das terapias que sugere são longas caminhadas, descalças, na areia do mar ou na terra dos campos. Não imaginam logo Jesus com os discípulos à beira do lago? E que a caminhada pode terminar à volta de uma mesa em casa de Mateus, ou será à volta do altar, onde todos nos descobrimos sanados pelo Amor que deu a vida por nós e já não morre mais?        <br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7462</guid>
      <pubDate>Thu, 05 Jun 2008 22:26:21 +0100</pubDate>
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