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    <title>À Procura da Palavra :: Paroquias.org</title>
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    <description><![CDATA[À PROCURA DA PALAVRA é a reflexão semanal do Pe. Vítor Gonçalves sobre a Liturgia da Palavra do próximo Domingo.]]></description>
    <language>portuguese</language>
    <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 11:20:16 +0100</pubDate>
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    <category>À Procura da Palavra :: Paroquias.org</category>
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      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO XIII COMUM - Ano B</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7778</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Ele que era rico, fez-se pobre por vossa causa,<br />
para vos enriquecer pela sua pobreza.”<br />
2 Cor 8, 9<br />
<br />
“Fez-se pobre”<br />
<br />
		Ainda que fosse grande a tentação não quero escrever uma diatribe contra os ordenados milionários e as somas astronómicas pagas pelos jogadores de futebol, incluindo Ronaldo e companhia! É tão grande o escândalo que até parece de outro mundo. Prefiro fazer eco de uma realidade noticiada por estes dias: “As mulheres ainda trabalham mais 16 horas por semana que os homens em tarefas não pagas, relacionadas com a família, apesar da evolução legislativa relativa à parentalidade.” Não é por acaso que, quando se fala de pobreza, as mulheres, nas realidades tão díspares do mundo, são as mais pobres entre os pobres.<br />
<br />
		O evangelho de hoje apresenta-nos o rosto de duas mulheres que se encontram com Jesus. Não sabemos os seus nomes, mas estão em extrema pobreza. A primeira sofre de uma doença que a torna constantemente impura, e doze anos de tratamentos gastaram todos os seus bens. A segunda é uma menina com doze anos que morre no leito, e de quem conhecemos o nome do pai, Jairo, o chefe da sinagoga. A mulher, no meio da multidão, acredita que, se tocar o manto de Jesus ficará curada. Talvez preferisse o anonimato, mas Jesus procura-a, quer ver o seu rosto, acolher a sua verdade e dizer-lhe que a sua fé a salvou. Tão bela terá sido aquela troca de olhares dela com Jesus; a pobre que olha quem a enriqueceu, o Pobre que se alegra pela maravilhosa fé daquela mulher! A pobreza é condição para a fé, pois é de mãos vazias que podemos receber os dons de Deus! À menina morta, envolta pelo choro e desespero dos familiares, Jesus pega-lhe pela mão e diz-lhe: “Talitha Kum”. É uma ordem para se levantar, uma palavra e um gesto de ressurreição. A máxima pobreza recebe a maior riqueza. O vazio da morte enche-se com a abundância de vida. Esta palavra de Jesus tornou-se lema de inúmeras associações de promoção de crianças, jovens e mulheres. Porque em muitas situações é tão necessário pegar na mão e continuar a dizer: “levanta-te”! E quantas dessas mãos são mãos de mulheres?<br />
		Acreditamos pouco na espantosa força da pobreza. De Deus e dos outros só podemos ser ricos se aprendermos a fazermo-nos pobres. É urgente agir contra a pobreza que impede a dignidade e o crescimento de cada um, que esmaga e atrofia multidões e atinge sempre um rosto pessoal e, às vezes, tão próximo. Para isso, é também preciso renunciar à ambição de tudo ter. E aprender com o Rico que se fez Pobre por nossa causa!      <br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
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      <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 11:20:16 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA - DOMINGO XI COMUM - Ano B </title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7763</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[<br />
“Depois de semeado, começa a crescer<br />
e torna-se a maior de todas as plantas da horta».”<br />
Mc 4, 32<br />
<br />
Depois de semeado<br />
<br />
		Pelas minhas raízes beirãs, desde cedo convivi numa especial relação com a terra, que os meus pais e avós sempre nutriram. As hortas estiveram, e estão ainda presentes na minha vida, e que bem sabem aqueles legumes que sei que foram cuidados pela minha mãe! Nestes tempos de crise volta a falar-se de hortas na cidade, ideia que o Arquitecto Ribeiro Telles sempre defendeu, ainda que muitos estejam convencidos que a paisagem urbana tem de ser constituída por prédios e o resto simbolizar um atraso. E até nas varandas ou numa parede da cozinha é possível fazer uma mini-horta ou um pequeno jardim de ervas aromáticas! <br />
<br />
		Por razões económicas ou pela simples alegria de servir a uns amigos algo que se cuidou e viu crescer, esta ligação com a terra e com a vida das sementes tem a ver com a nossa humanidade. Na etimologia do nome “Adão” está a referência à sua origem terrosa, do barro que Deus moldou, e no qual insuflou o espírito. E quantas vezes somos como terra orgânica onde as sementes que recebemos ao longo da vida, e aquelas que descobrimos em nós germinam e dão fruto? Com trabalho mas também com este mistério de a semente germinar e crescer sem sabermos como, não somos mais próximos da terra do que imaginamos?<br />
		Jesus contou parábolas a partir da vida dos seus ouvintes. E ainda que hoje entendamos mais de tecnologia do que de épocas de sementeiras, estas raízes de terra que temos, ajudam-nos a captar a mensagem. A tarefa de semear e cuidar é parte nossa; a Deus pertence a força das sementes e a vida a crescer. Mesmo a mais insignificante semente pode surpreender pela grandeza da planta ou a abundância dos frutos. Tudo tem um tempo próprio para se manifestar, e a paciência é virtude de quem semeia. Porque as sementes são um imenso sinal de esperança, e na arte de educar e de viver só é pobre quem deixa de semear. <br />
		António Feio é um notável actor dos nossos tempos. Atingido por um cancro no pâncreas responde assim a uma pergunta sobre o “sentir que a vida tem um fim”: “Tenho a sensação de que não vale a pena ter sonhos difíceis ou impossíveis de concretizar. Não me quero desgastar. Isto é possível fazer?, então, ‘bora fazer. Isto não?, então esquece. Não há condições?, apaga que foi a lápis. Faz o que está ao teu alcance. Essa perspectiva, do fim, não altera a minha vida. O que penso agora é: um dia de cada vez.” E as sementes germinam no seu tempo!<br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
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      <pubDate>Wed, 10 Jun 2009 18:22:56 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO DE PENTECOSTES - Ano B </title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7760</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Recebei o Espírito Santo.”<br />
Jo 20, 22<br />
<br />
Vamos dançar?<br />
<br />
No pairar sobre as águas e nas chamas de fogo,<br />
no sopro primeiro e no forte vento,<br />
no balbuciar da primeira palavra e na abundância das línguas,<br />
Tu vens, ó Espírito, dançar a festa da vida<br />
e entretecer esta história de homens e mulheres,<br />
eternamente aprendizes da Tua surpresa.<br />
<br />
Andamos esquecidos de dançar,<br />
e de ouvir a melodia que sopras cada manhã.<br />
Ainda que corramos de um ao outro lado dos dias,<br />
os pés andam pesados e as asas prenderam-se<br />
nas amarras de tantas coisas tornadas essenciais.<br />
Frágeis e receosos diante da grandeza que nos confias,<br />
presos aos barro que emperra os passos <br />
e desejosos de uma mão que molde os sonhos,<br />
custa-nos a Tua discrição que parece ausência,<br />
como um jogo de escondidas<br />
onde ganha quem se perde,<br />
e perde quem não se deixa encontrar por Ti.<br />
<br />
Convidas para a dança da vida<br />
com a alegria e o encanto do apaixonado no salão de baile.<br />
Passo a passo nos ensinas<br />
a encontrar asas na estátua de pedra<br />
em que os corpos se tornaram,<br />
e abres as pétalas da flor que não ousava abrir-se.<br />
Rodopias connosco e em nós<br />
e dás aos nossos sonhos a consistência dos milagres<br />
às nossas palavras o dom do entendimento,<br />
aos nossos gestos o fermento da paz e do perdão.<br />
Contigo gravamos nos corações<br />
o constante palpitar de amor que Deus tem por nós<br />
e como fica rubra a sua face quando nos convida:<br />
“Queres dançar Comigo?” <br />
<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7760</guid>
      <pubDate>Tue, 02 Jun 2009 00:59:29 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO V DA PÁSCOA - Ano B </title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7757</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Não amemos com palavras e com a língua,<br />
mas com obras e em verdade.”<br />
1 Jo 3, 18<br />
<br />
Vida vivida<br />
<br />
		Não seriam precisas as imagens de tantos mexicanos com máscaras a proteger a boca e o nariz (e até a de uma imagem de S. Judas Tadeu igualmente protegido!) para nos revelar como é frágil e indefesa a nossa vida. Tornámo-nos rapidamente especialistas em H1N1 mas o medo e a corrida aos medicamentos também revelaram as nossas fragilidades. A crise foi relegada para segundo plano, os salários e prémios exorbitantes de gestores foi tratado como resultado da “inveja” dos que os não têm, a odisseia de se obter uma receita médica num centro de saúde ou ter acesso a um médico de família só incomoda quem mais sofre e menos pode. Como falar de felicidade num contexto destes?<br />
<br />
		E foi mesmo a felicidade que transpareceu do rosto e das palavras de Maria José Trindade, de 85 anos, habitante de Urgueira, que uma reportagem da SIC do domingo passado trouxe até nossas casas. É uma das quatro mulheres solteiras da aldeia mas diz que sempre foi mãe: “dos meus irmãos mais novos [9] e daqueles que a não tinham”. O evangelho ecoa das suas palavras transparentes e directas: “A minha vida não foi gasta, foi vivida. Muitas vezes pergunto, até aos doutores: Quem é a pessoa mais feliz do mundo? A pessoa mais feliz é aquela que procura fazer felizes os outros. A minha vida tem sido isso. Sou muito feliz em procurar fazer felizes os outros.” Claro que estamos fartos de saber isto, mas naquela mulher grande de pouco mais de um metro de altura, não são apenas palavras bonitas, mas vida vivida.<br />
		Na belíssima parábola da videira e dos ramos que Jesus nos dá no evangelho, também os frutos são possíveis pela seiva que corre nos ramos. Há uma vida que é Deus em nós a percorrer o nosso corpo de videira. Vida que é mais nossa quanto mais chega aos outros. Não podemos guardar os nossos frutos, não nos pertencem, é o modo de ajudarmos os outros a serem felizes. Há sempre algo ao nosso alcance que pode trazer felicidade a alguém. Talvez libertando-nos da ânsia daquilo que nos falta possamos reconhecer aquilo que já temos para dar. <br />
		“Reinventar a solidariedade” é o lema do Simpósio Social que marca a celebração dos 50 anos do Monumento a Cristo-Rei e se realiza no próximo dia 15 de Maio. Para nos lembrar que Cristo é Rei porque traz a felicidade a todos os homens e mulheres de todos os tempos. Para reafirmar o que sabemos e nos custa tanto viver: feliz é quem procura fazer felizes os outros. Assim a vida não é gasta mas vivida!  <br />
		<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
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      <pubDate>Wed, 06 May 2009 23:50:09 +0100</pubDate>
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      <title>À PROCURA DA PALAVRA: DOMINGO IV DA PÁSCOA - Ano B </title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?hdr=20&amp;n=7751</link>
      <author>Pe. Vítor Gonçalves</author>
      <description><![CDATA[“Seremos semelhantes a Deus,<br />
porque O veremos tal como Ele é.”<br />
1 Jo 3, 2<br />
<br />
“O Senhor do Bom Humor”<br />
<br />
		O aviso chegou-me por sms: “A conferência do P. Tolentino sobre “Testemunhar o bom humor de Deus” no Mosteiro das Dominicanas no Lumiar, não será no sábado 9, mas sim no sábado 23 de Maio, às 15H30”. Agradeci pelo mesmo meio e lá agendei o evento. Nestes dias pascais em que a liturgia nos fala tanto de alegria e a vida traz-nos a crise em catadupas (agora até com uma gripe que só atingia os suínos e parece já contagiar os humanos!), deve ser interessante reflectir sobre o bom humor, e ainda mais se é o de Deus!<br />
<br />
		“Com Deus não se brinca!” repete o rifão popular. Mas, se “foi Ele que começou”, como era representado num sketch dos “Gato Fedorento”, em que é que ficamos? Tristemente acabámos por tolerar o brincar só para as crianças, o riso como sinal de “pouco siso”, e o bom humor sempre na fronteira do pecado. Nada disto esgota a alegria, aquela que gostamos de chamar “profunda”, para não se “confundir” com sorrisos abertos, com o palrar de crianças, com gosto de ouvir e partilhar, mas será que a maior parte das nossas celebrações a transmitem? Contra mim o digo pois também me foi confiado o serviço de presidir a celebrações: é admirável a fé (e o hábito) de quem “suporta” celebrações que podem ser muitas coisas, menos uma festa. Não haverá responsabilidades e serviços a partilhar? Sim, a vida cristã é muito mais do que a liturgia. Mas não poderia ela exprimir melhor a alegria que dizemos viver? <br />
		Se Deus também tem bom humor, então tem o melhor humor. Gosto tanto de imaginar o seu riso quando me afadigo em procurar fazer tudo bem feito contando só com as minhas forças. Ou escutar uma gargalhada sua quando aquilo que planeei meticulosamente não se fez daquela maneira, mas acabou por dar certo. Gosto de acreditar no seu bom humor também quando Jesus me compara a uma ovelha de que Ele é Pastor quando, demasiadas vezes, sou “ovelha ranhosa” e bastante reticente a “andar em rebanho”. Lá estou a perder seriedade, mas olhem, acredito bem mais na “boa disposição de Deus” do que nas suas “zangas”, confio bem mais na sua alegria do que na minha esborratada “folha de serviços”, exulto mais no seu amor do que na minha eficácia. Receio que separemos demasiado fé e alegria, simplicidade e solenidade, amor e humor, e acabemos por esquecer que Deus quer fazer festa connosco. Peço perdão aos teólogos: podemos também chamar-Lhe “Senhor do Bom Humor”? <br />
		<br />
P. Vítor Gonçalves]]></description>
      <category>À Procura da Palavra</category>
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      <pubDate>Tue, 05 May 2009 23:49:06 +0100</pubDate>
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