<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<rss version="2.0" xmlns:msxsl="urn:schemas-microsoft-com:xslt" xmlns:t="http://www.paroquias.org">
  <channel>
    <title>Notícias :: Paroquias.org</title>
    <link>http://www.paroquias.org/noticias.php</link>
    <description><![CDATA[Notícias publicadas no Paroquias.org.]]></description>
    <language>portuguese</language>
    <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:20:31 +0100</pubDate>
    <lastBuildDate>Mon, 17 May 2010 23:20:31 +0100</lastBuildDate>
    <category>Notícias :: Paroquias.org</category>
    <generator>Paroquias.org</generator>
    <ttl>60</ttl>
    <image>
        <title>Paroquias.org</title>
        <url>http://www.paroquias.org/imagens/logo_rss.jpg</url>
        <link>http://www.paroquias.org/</link>
        <width>120</width>
        <height>30</height>
    </image>
    <item>
      <title>Papa quer padres no ciberespaço - Igreja celebra 44.º Dia Mundial das Comunicações Sociais</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7908</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[Bento XVI quer que os padres aproveitem as potencialidades das novas tecnologias, na área da comunicação, marcando uma presença diferente no mundo “digital”.<br />
<br />
Os sacerdotes, indica o Papa, devem “anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis, inclusive para a evangelização e a catequese”.<br />
<br />
“Os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e pastoralmente ilimitadas”, acrescenta.<br />
<br />
Os desafios são lançados na mensagem para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, que tem como tema “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”e se celebra hoje, 16 de Maio.<br />
<br />
&quot;A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação&quot;, indica o Papa.<br />
<br />
A celebração deste ano pretende levar os padres a considerar os novos meios de comunicação como um recurso para o seu ministério.<br />
<br />
“O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo”, indica Bento XVI.<br />
<br />
Reconhecendo que “os modernos meios de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem”, o Papa precisa que “a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal”.<br />
<br />
 <br />
<br />
<br />
Padres apostam na Internet <br />
Para Bento XVI, as “vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas” tornaram-se um instrumento útil para abordar “ questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil”.<br />
<br />
“Pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações”, acrescenta.<br />
<br />
Em pleno Ano Sacerdotal, o Papa escreve que o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma &quot;história nova&quot;, porque “quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais o sacerdote será chamado a ocupar-se pastoralmente disso, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra”.<br />
<br />
Bento XVI alerta para o risco de uma utilização “determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado”.<br />
<br />
“Aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o papel próprio de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital”, observa.<br />
<br />
Através dos modernos meios de comunicação, assinala Bento XVI, “o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios - adquirido já no período de formação - com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte”.<br />
<br />
“No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede»”, diz ainda.<br />
<br />
O Papa lembra a necessidade de assegurar sempre “a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais”.<br />
<br />
“Uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas”, frisa Bento XVI.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7908</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:20:31 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>«Não queirais mais do mesmo», pede D. Carlos Azevedo aos finalistas universitários</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7907</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[D. Carlos Azevedo advertiu este Sábado os finalistas universitários de Lisboa que a “cedência a critérios de mentira ou de meias verdades acabará por ser fatal”.<br />
<br />
“Não queirais mais do mesmo, nem vos aprisionem perspectivas ideológicas distorcidas da realidade”, pediu o prelado durante a missa de bênção dos estudantes que estão prestes a terminar os seus cursos superiores.<br />
<br />
O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social preveniu os alunos de que “passou uma época de sucesso fácil” e que “à porta da Universidade não habita o emprego”, pelo que “o receio de uma frustração” está à espreita “na primeira curva”.<br />
<br />
O bispo auxiliar de Lisboa pediu aos jovens para que mantenham a “alegria de viver” diante das “vicissitudes do presente contexto económico e social”, procurando apoio na “graça” da família, na escuta da Palavra de Deus, no “silêncio orante” e na “vida aberta à contemplação da vontade de Deus”.<br />
<br />
“A sociedade portuguesa – sublinhou D. Carlos Azevedo - necessita de gente com fervor espiritual, com interioridade plena de vigor, que levante o ânimo da Nação e a todos mobilize para o amor e a verdade.”<br />
<br />
Se a ligação a Cristo e aos seus valores se mantiver, será possível “manter a vivência ética e pautar a vida por valores perenes”, resistindo “às pressões para falsear dados” e ceder às “vias de corrupção”.<br />
<br />
“Na Caridade e na Verdade, Construir, Hoje, o Amanhã” foi o lema escolhido pelos estudantes universitários para a missa da bênção, inspirados na encíclica “Caridade na Verdade”, de Bento XVI.<br />
<br />
A alocução de abertura da celebração, pronunciada por um estudante, vincou que a “grande festa” realizada na Alameda da Universidade tinha como objectivos “o sentido profundo de louvor e agradecimento a Deus pelos dons recebidos” e o “compromisso de serviço à comunidade”.<br />
<br />
“Há vinte e oito anos ininterruptos que a Academia de Lisboa se reúne para dar graças a Deus e pedir-Lhe a força e o alento para seguir a marcha da vida”, lembrou José Filipe Baptista, finalista de Direito que proferiu a saudação inicial.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7907</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:19:41 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Católicos e budistas unidos perante crise ecológica</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7906</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso (CPDIR), Cardeal Jean-Louis Tauran, enviou uma mensagem aos budistas por ocasião da &quot;Festa do Vesakh&quot;, a sua celebração mais importante, em que são celebrados os principais acontecimentos da vida de Buda.<br />
<br />
O documento, divulgado pelo Vaticano, aborda a crise ecológica, destacando que “os esforços das nossas duas comunidades (católica e budista) em vista do empenho no diálogo inter-religioso têm contribuído para criar uma nova consciência da importância social e espiritual das respectivas tradições religiosas neste campo”.<br />
<br />
“Reconhecemos que temos o mesmo modo de considerar valores como o respeito pela natureza de todas as coisas, a contemplação, a humildade, a simplicidade, a compaixão e a generosidade. Estes valores contribuem para uma vida de não-violência, equilíbrio e sobriedade”, pode ler-se.<br />
<br />
O documento recorda que, para a Igreja Católica, “a tutela do ambiente está intimamente ligada ao tema do desenvolvimento integral da pessoa humana e, da parte sua, não se compromete apenas na defesa do destino universal dos dons da terra, da água e da atmosfera, mas encoraja o homem a unir os esforços para proteger a humanidade da autodestruição”.<br />
<br />
“Cristãos e budistas nutrem um profundo respeito pela vida humana”, assinalam os responsáveis do CPDIR.<br />
<br />
No texto assinado pelo Cardeal Tauran assinala-se ser “crucial” encorajar “os esforços que almejam criar um sentido de responsabilidade ecológica”.<br />
<br />
Ao mesmo tempo, a mensagem convida a reafirmar “convicções sobre a inviolabilidade da vida humana em cada fase e condição, a dignidade da pessoa e a missão única da família, na qual se aprende a amar o próximo e a respeitar a natureza”.<br />
<br />
“Aumentando os nossos esforços para a criação de uma consciência ecológica a fim de termos uma coexistência serena e pacífica, podemos testemunhar um estilo de vida respeitoso, que não encontra o seu sentido em ter mais, mas em ser mais”, assinala o Cardeal francês aos budistas de todo o mundo.<br />
<br />
O documento foi escrito em inglês e está disponível em chinês, japonês e coreano na página oficial da Santa Sé.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7906</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:19:02 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>«Convertei-vos e acreditai no Evangelho»: Apelo de Bento XVI deixado no Livro de Honra do Santuário de Fátima</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7905</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[“Convertimini et credite Evangelio”: foram estas as palavras, em latim, que Bento XVI escreveu no Livro de Honra do Santuário de Fátima, acrescentadas da assinatura e data – “Benedictus PP. 13.V.2010”.<br />
<br />
O convite, que em português significa “Convertei-vos e acreditai no Evangelho&quot;, inspira-se na exortação “Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu”, atribuída a Jesus no início da sua pregação, segundo o livro bíblico do evangelho segundo São Mateus.<br />
<br />
O termo “conversão” – voltar para Deus, passando da des­crença à fé e adoptando comportamentos conformes aos valores evangélicos – é a palavra-chave da mensagem que Maria revelou aos pastorinhos de Fátima, em 1917.<br />
<br />
A frase de Bento XVI assemelha-se à expressão “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”, que constitui uma das fórmulas proferidas pelos padres na Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, quando impõem as cinzas aos fiéis.<br />
<br />
O Santuário publicou no seu site uma nota em que “agradece reconhecido a mensagem de esperança e de confiança em Deus que Sua Santidade daqui de Fátima deixou ao mundo” e promete continuar “a rezar diariamente pelo Papa”, como faz “há anos”.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7905</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:18:07 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Papa confessou «emoção» sentida em Fátima</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7904</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[Bento XVI confessou hoje ter sido “emocionante” ver a multidão que se reuniu à sua volta em Fátima, durante a sua primeira viagem a Portugal.<br />
<br />
“Foi emocionante para mim ver, em Fátima, a imensa multidão que na escola de Maria rezou pela conversão dos corações”, disse o Papa perante largas dezenas de milhares pessoas reunidas na Praça de São Pedro.<br />
<br />
Lembrando a sua viagem ao nosso país, de 11 a 14 de Maio, Bento XVI agradeceu “à Virgem Maria, que nos dias passados pude venerar no Santuário de Fátima, pela sua protecção materna durante a intensa peregrinação cumprida em Portugal”.<br />
<br />
Sem nunca ter falado em português, o Papa voltaria ao tema da viagem, já em francês, convidando todos, “em particular os padres” a colocar a sua confiança “na intercessão da Virgem Maria”.<br />
<br />
Bento XVI deverá voltar a falar da sua viagem a Portugal na próxima audiência pública, no Vaticano, que tem lugar na Quarta-feira.<br />
<br />
O Papa esteve em solo português durante quatro dias, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.<br />
<br />
Octávio Carmo, da Agência Ecclesia, em Roma]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7904</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:16:12 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>PAULUS lança petição na internet</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7903</link>
      <author>.</author>
      <description><![CDATA[A PAULUS Editora lançou uma petição na Internet que apela para um Ano Jubilar para as crianças.<br />
<br />
Numa altura em que a igreja vive momentos conturbados, a PAULUS acredita que é preciso seguir em frente.<br />
<br />
«É necessário que venha ao de cimo toda a verdade, mas também não se pode ocultar que existem outras verdades encobertas que visam distrair mais do que esclarecer.<br />
<br />
Depois de reconhecido o problema, é hora de deixar que as instâncias próprias actuem segundo o direito e as competências. A justiça em praça pública sempre trouxe injustiças. Para que isso não aconteça é fundamental que os crimes sejam apurados, os criminosos julgados, as vítimas assistidas e que a opinião pública seja sincera e ajude na separação do trigo do joio.<br />
<br />
A Igreja é maior do que o pecado dos seus membros. E se alguns dos seus sacerdotes e religiosos ofuscaram o seu rosto, ela tem em si mesma recursos para se levantar e continuar a ser nascente e caminho de salvação para a humanidade (…).<br />
<br />
Seria útil que Bento XVI, depois de ter convocado um ano dedicado a São Paulo e outro aos sacerdotes, proclamasse um ano jubilar especialmente dedicado às crianças, pois «delas é o Reino dos Céus».<br />
<br />
Este é um breve excerto do texto que pode ser lido na íntegra num blogue criado para dar a conhecer esta petição.<br />
<br />
Em http://anojubilarparaascriancas.blogspot.com/ encontra-se o texto integral que lança esta iniciativa inédita convidando todos os crentes a juntar-se a nós nesta causa.<br />
<br />
A PAULUS Editora convida-o a reflectir sobre esta temática e apoiar-nos nesta ideia assinando e divulgando esta petição.<br />
<br />
Poderá também aceder à petição em<br />
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1961<br />
<br />
--<br />
<br />
Departamento de Comunicação<br />
<br />
PAULUS Editora<br />
Estrada de São Paulo<br />
2680-294 APELAÇÃO<br />
Tel.: 219 488 870<br />
Fax: 219 488 875<br />
<br />
www.paulus.pt<br />
www.pauluseditora.blogspot.com<br />
http://twitter.com/Paulus_Editora]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7903</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:12:09 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Taizé: viver no quotidiano uma abertura internacional</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7901</link>
      <author>Taizé</author>
      <description><![CDATA[Entre os jovens que chegaram à colina no início de Maio, os Holandeses e os Suecos foram os mais numerosos. Vários grupos de padres, por vezes com o seu bispo, também passaram pela colina, alguns deles apenas por poucas horas, vindos de Itália, da Polónia, da Lituânia, de Portugal, de Espanha (entre os que vieram esteve o Arcebispo de Sevilha). Taizé também acolheu responsáveis protestantes, católicos e velho-católicos das Igrejas de Genebra.<br />
<br />
No quadro do 1100º aniversário da fundação de Cluny, no domingo 2 de Maio os irmãos de Taizé animaram um tempo de oração no transepto da abadia. O irmão Alois recordou que a Comunidade, apesar de ter procurado sempre o seu próprio caminho, foi inspirada pelos monges de Cluny, nomeadamente na sua capacidade para «atravessar as fronteiras da Europa». Poucos dias antes do «dia da Europa», comemorado a 9 de Maio, esta referência foi bastante simbólica. Aplicando este desafio ao acolhimento de jovens em Taizé, o irmão Alois acrescentou: «Nós, irmãos, sem o termos previsto, fomos conduzidos a viver no quotidiano uma abertura internacional. E procuramos, com jovens de todos os continentes, quais são as fontes interiores que permitem viver como uma só família humana, apesar das diferenças culturais.» O irmão Alois também contou uma história pouco conhecida: «Quando, nos anos 60, o Prefeito de Saône-et-Loire e o Bispo de Autun, de comum acordo, perguntaram se a nossa Comunidade de Taizé aceitaria mudar de sítio e instalar-se dentro dos muros da abadia de Cluny, o irmão Roger declinou a proposta. A herança espiritual de Cluny seria demasiado pesada para a nossa pequena Comunidade.»]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7901</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 23:08:23 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>HOMILIA DO PAPA BENTO XVI- Grande Praça da Avenida dos Aliados, Porto</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7900</link>
      <author>Vaticano</author>
      <description><![CDATA[Amados Irmãos e Irmãs,<br />
<br />
«Está escrito no Livro dos Salmos: […] receba outro o seu cargo. É necessário, portanto, que […] um se torne connosco testemunha da ressurreição» (Act 1, 20-22). Assim falou Pedro, lendo e interpretando a palavra de Deus no meio de seus irmãos, reunidos no Cenáculo depois da Ascensão de Jesus ao Céu. O escolhido foi Matias, que tinha sido testemunha da vida pública de Jesus e do seu triunfo sobre a morte, permanecendo-Lhe fiel até ao fim, não obstante a debandada de muitos. A «desproporção» de forças em campo, que hoje nos espanta, já há dois mil anos admirava os que viam e ouviam a Cristo. Era Ele apenas, das margens do Lago da Galileia às praças de Jerusalém, só ou quase só nos momentos decisivos: Ele em união com o Pai, Ele na força do Espírito. E todavia aconteceu que por fim, pelo mesmo amor que criou o mundo, a novidade do Reino surgiu como pequena semente que germina na terra, como centelha de luz que irrompe nas trevas, como aurora de um dia sem ocaso: É Cristo ressuscitado. E apareceu aos seus amigos, mostrando-lhes a necessidade da cruz para chegar à ressurreição.<br />
<br />
Uma testemunha de tudo isto, procurava Pedro naquele dia. Apresentadas duas, o Céu designou «Matias, que foi agregado aos onze Apóstolos» (Act 1, 26). Hoje celebramos a sua memória gloriosa nesta «Cidade Invicta», que se vestiu de festa para acolher o Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus por me trazer até ao vosso meio, encontrando-vos à volta do altar. A minha cordial saudação para vós, irmãos e amigos da cidade e diocese do Porto, vindos da província eclesiástica do norte de Portugal e mesmo da vizinha Espanha, e quantos mais estão em comunhão física ou espiritual com esta nossa assembleia litúrgica. Saúdo o Senhor Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente, que desejou com grande solicitude a minha visita, me acolheu com grande afecto e se fez intérprete dos vossos sentimentos no início desta Eucaristia. Saúdo seus Predecessores e demais Irmãos no episcopado, os sacerdotes, os consagrados e consagradas, e os fiéis leigos, com um pensamento particular para quantos estão envolvidos na dinamização da Missão Diocesana e, mais concretamente, na preparação desta minha Visita. Sei que a mesma pôde contar com a real colaboração do Presidente da Câmara do Porto e de outras Autoridades públicas, muitas das quais me honram com a sua presença, aproveitando este momento para as saudar e lhes desejar, a elas e a quantos representam e servem, os melhores sucessos a bem de todos.<br />
<br />
«É necessário que um se torne connosco testemunha da ressurreição»: dizia Pedro. E o seu Sucessor actual repete a cada um de vós: Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. Para isso, em cada celebração eucarística, ouviremos mais atentamente a Palavra de Cristo e saborearemos assiduamente o Pão da sua presença. Isto fará de nós testemunhas e, mais ainda, portadores de Jesus ressuscitado no mundo, levando-O para os diversos sectores da sociedade e quantos neles vivem e trabalham, irradiando aquela «vida em abundância» (Jo, 10, 10) que Ele nos ganhou com a sua cruz e ressurreição e que sacia os mais legítimos anseios do coração humano. <br />
<br />
Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: «Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder a quem quer que seja sobre a razão da esperança que há em vós» (1 Ped 3, 15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expectativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: “Sem Mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5), e encoraja: “Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo” (Mt 28, 20)» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 78).<br />
<br />
Mas, se esta certeza nos consola e tranquiliza, não nos dispensa de ir ao encontro dos outros. Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo, que aliás só pode ser missionária, no movimento expansivo do Espírito. Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam. Nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade; hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos. O campo da missão ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas; realmente aguardam por nós não apenas os povos não-cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos sócio-culturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus.<br />
<br />
Trata-se de um mandato cuja fiel realização «deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição» (Conc. Ecum. Vaticano II, Decr. Ad gentes, 5). Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus! <br />
<br />
Queridos irmãos e amigos do Porto, levantai os olhos para Aquela que escolhestes como padroeira da cidade, Nossa Senhora de Vandoma. O Anjo da anunciação saudou Maria como «cheia de graça», significando com esta expressão que o seu coração e a sua vida estavam totalmente abertos a Deus e, por isso, completamente invadidos pela sua graça. Que Ela vos ajude a fazer de vós mesmos um «sim» livre e pleno à graça de Deus, para poderdes ser renovados e renovar a humanidade pela luz e a alegria do Espírito Santo.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7900</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 22:59:16 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>HOMILIA DO PAPA BENTO XVI - Esplanada do Santuário de Fátima</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7899</link>
      <author>Vaticano</author>
      <description><![CDATA[Queridos peregrinos,<br />
<br />
«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9). Assim começava a primeira leitura desta Eucaristia, cujas palavras encontram uma realização admirável nesta devota assembleia aos pés de Nossa Senhora de Fátima. Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à protecção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus.<br />
<br />
São a linhagem que o Senhor abençoou… Linhagem que o Senhor abençoou és tu, amada diocese de Leiria-Fátima, com o teu Pastor Dom António Marto, a quem agradeço a saudação inicial e todas as atenções com que me cumulou nomeadamente através de seus colaboradores neste santuário. Saúdo o Senhor Presidente da República e demais autoridades ao serviço desta Nação gloriosa. Idealmente abraço todas as dioceses de Portugal, aqui representadas pelos seus Bispos, e confio ao Céu todos os povos e nações da terra. Em Deus, estreito ao coração todos os seus filhos e filhas, especialmente quantos vivem atribulados ou abandonados, no desejo de comunicar-lhes aquela esperança grande que arde no meu coração e que, em Fátima, se faz encontrar mais sensivelmente. A nossa grande esperança lance raízes na vida de cada um de vós, amados peregrinos aqui presentes, e de quantos estão em comunhão connosco através dos meios de comunicação social. <br />
<br />
Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo. Tendo experimentado a misericórdia e consolação de Deus que não o abandonara no fatigante caminho do regresso do exílio de Babilónia, o povo de Deus exclama: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus» (Is 61, 10). Filha excelsa deste povo é a Virgem Mãe de Nazaré, a qual, revestida de graça e docemente surpreendida com a gestação de Deus que se estava operando no seu seio, faz igualmente sua esta alegria e esta esperança no cântico do Magnificat: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». Entretanto não se vê como privilegiada no meio de um povo estéril, antes profetiza-lhe as doces alegrias duma prodigiosa maternidade de Deus, porque «a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 1, 47.50).<br />
<br />
Prova disto mesmo é este lugar bendito. Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: «Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo». E o Francisco dizia: «Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127). <br />
<br />
Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: «Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12, 24). As Escrituras convidam-nos a crer: «Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.<br />
<br />
Mais ainda, aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo. <br />
<br />
«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9) com uma esperança inabalável e que frutifica num amor que se sacrifica pelos outros, mas não sacrifica os outros; antes – como ouvimos na segunda leitura – «tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 7). Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz.<br />
<br />
Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim» (Gn 4, 9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).<br />
<br />
Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7899</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 22:58:08 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>VISITA À CAPELINHA DAS APARIÇÕES</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7898</link>
      <author>Vaticano</author>
      <description><![CDATA[Santo Padre:<br />
<br />
Senhora Nossa<br />
e Mãe de todos os homens e mulheres,<br />
aqui estou como um filho<br />
que vem visitar sua Mãe<br />
e o faz na companhia<br />
de uma multidão de irmãos e irmãs.<br />
<br />
Como sucessor de Pedro,<br />
a quem foi confiada a missão<br />
de presidir ao serviço<br />
da caridade na Igreja de Cristo<br />
e de confirmar a todos na fé<br />
e na esperança,<br />
quero apresentar ao vosso<br />
Coração Imaculado<br />
as alegrias e esperanças<br />
e também os problemas e as dores<br />
de cada um destes vossos filhos e filhas,<br />
que se encontram na Cova da Iria<br />
ou nos acompanham de longe.<br />
<br />
Mãe amabilíssima,<br />
Vós conheceis cada um pelo seu nome,<br />
com o seu rosto e a sua história,<br />
e a todos quereis com  <br />
a benevolência maternal<br />
que brota do próprio coração de Deus Amor.<br />
A todos confio e consagro a Vós,<br />
Maria Santíssima,<br />
Mãe de Deus e nossa Mãe.<br />
<br />
Cantores e assembleia:<br />
<br />
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 1)<br />
<br />
Santo Padre:<br />
<br />
O Venerável Papa João Paulo II,<br />
que Vos visitou três vezes, aqui em Fátima,<br />
e agradeceu a «mão invisível»<br />
que o libertou da morte<br />
no atentado de treze de Maio,<br />
na Praça de São Pedro, há quase trinta anos,<br />
quis oferecer ao Santuário de Fátima<br />
uma bala que o feriu gravemente<br />
e foi posta na vossa coroa de Rainha da Paz.<br />
É profundamente consolador<br />
saber que estais coroada<br />
não só com a prata<br />
e o oiro das nossas alegrias e esperanças,<br />
mas também com a bala<br />
das nossas preocupações e sofrimentos.<br />
<br />
Agradeço, Mãe querida,<br />
as orações e os sacrifícios<br />
que os Pastorinhos<br />
de Fátima faziam pelo Papa,<br />
levados pelos sentimentos<br />
que lhes infundistes nas aparições.<br />
Agradeço também todos aqueles que,<br />
em cada dia,<br />
rezam pelo Sucessor de Pedro<br />
e pelas suas intenções<br />
para que o Papa seja forte na fé,<br />
audaz na esperança e zeloso no amor.<br />
<br />
Cantores e assembleia:<br />
<br />
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 2)<br />
<br />
Santo Padre:<br />
<br />
Mãe querida de todos nós,<br />
entrego aqui no vosso Santuário de Fátima,<br />
a Rosa de Oiro<br />
que trouxe de Roma,<br />
como homenagem de gratidão do Papa<br />
pelas maravilhas que o Omnipotente<br />
tem realizado por Vós<br />
no coração de tantos que peregrinam<br />
a esta vossa casa maternal.<br />
<br />
Estou certo que os Pastorinhos de Fátima,<br />
os Beatos Francisco e Jacinta<br />
e a Serva de Deus Lúcia de Jesus<br />
nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo.<br />
<br />
Cantores e assembleia:<br />
<br />
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 5)]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7898</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 22:56:47 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>AOS JOVENS REUNIDOS DIANTE DA NUNCIATURA APOSTÓLICA</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7897</link>
      <author>Vaticano</author>
      <description><![CDATA[Queridos amigos,<br />
<br />
Gostei da participação viva e numerosa dos jovens na Eucaristia desta tarde no Terreiro do Paço, dando provas da sua fé e vontade de construir o futuro sobre o Evangelho de Jesus Cristo. Obrigado pelo testemunho jubiloso que prestais a Cristo, eternamente jovem, e pelo carinho que manifestais ao seu pobre Vigário na terra com esta serenata. Viestes desejar-me a boa-noite, e de coração vo-lo agradeço; mas agora tendes de me deixar dormir, senão a noite não seria boa, e o dia de amanhã está à nossa espera.<br />
<br />
Sinto-me feliz por poder unir-me à multidão dos peregrinos de Fátima no décimo aniversário da Beatificação de Francisco e Jacinta. Estes, com a ajuda de Nossa Senhora, aprenderam a ver a luz de Deus nos seus corações e a adorá-la na sua vida. Que a Virgem Maria vos alcance a mesma graça e vos proteja! Continuo a contar convosco e com as vossas orações para que esta Visita a Portugal seja frutuosa. E agora, com grande afecto vos dou a minha Bênção, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.<br />
<br />
Boa noite! Até amanhã.<br />
<br />
 Muito obrigado!]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7897</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 22:55:33 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>HOMILIA DO PAPA BENTO XVI - Praça Terreiro do Paço de Lisboa</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7896</link>
      <author>Vaticano</author>
      <description><![CDATA[Queridos Irmãos e Irmãs,<br />
Jovens amigos!<br />
<br />
«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.<br />
<br />
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.<br />
<br />
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão. Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade. <br />
<br />
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado;  Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».<br />
<br />
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?<br />
<br />
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.<br />
<br />
Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.<br />
<br />
Buscai diariamente a protecção de Maria, a Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. Ela, a Toda Santa, ajudar-vos-á a ser fiéis discípulos do seu Filho Jesus Cristo. ]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7896</guid>
      <pubDate>Mon, 17 May 2010 22:54:22 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Bento XVI: Apesar dos pecados, Igreja antecipa destino final da humanidade</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7894</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[Apesar das limitações e dos pecados, a Igreja antecipa a Jerusalém celeste, o destino final da humanidade, afirmou Bento XVI nesta manhã de Segunda-feira, na homilia da liturgia de exéquias do cardeal beneditino Paul Augustin Mayer, falecido aos 98 anos.<br />
<br />
A Missa foi celebrada na Basílica de São Pedro pelo cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio cardinalício, acompanhado por outros cardeais.<br />
<br />
O Papa presidiu à liturgia de exéquias, deu a homilia e conduziu os ritos da Ultima Commendatio e da Valedictio.<br />
<br />
Toda liturgia de exéquias, lembrou o Pontífice, &quot;dá-se sob o símbolo da esperança: no último suspiro de Jesus na cruz, Deus se doou inteiramente à humanidade, preenchendo o vazio deixado pelo pecado e restabelecendo a vitória da vida sobre a morte&quot;.<br />
<br />
&quot;Por isso, todo homem que morre no Senhor participa, pela fé, deste acto de amor infinito e, de alguma forma, une o seu espírito a Cristo, na segura esperança de que a mão do Pai o ressuscitará dos mortos e o introduzirá no Reino da vida&quot;, acrescentou.<br />
<br />
Numa época como a nossa, em que &quot;o medo da morte leva muitos ao desespero e a buscar compensações ilusórias&quot;, o cristão &quot;distingue-se pelo facto de depositar a sua segurança em Deus, num Amor tão grande que é capaz de renovar o mundo inteiro”, observou o Papa.<br />
<br />
Lembrando que &quot;a visão da nova Jerusalém exprime a realização do desejo mais profundo da humanidade, o de viver em comunidade na paz, sem mais ser ameaçado pela morte, mas gozando de plena comunhão com Deus e entre nós&quot;, explicou que &quot;a Igreja e, em particular, as comunidades monásticas, constituem uma prefiguração na terra desta meta final&quot;.<br />
<br />
&quot;É uma antecipação imperfeita, marcada por limitações e pecados e, portanto, sempre dependente de conversão e purificação; e, todavia, na comunidade eucarística se experimenta a vitória do amor de Cristo sobre tudo o que divide e mortifica”, assinala.<br />
<br />
“A nossa vida está, a cada instante, nas mãos do Senhor, especialmente no momento da morte&quot;, concluiu Bento XVI.<br />
<br />
Redacção/Zenit]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7894</guid>
      <pubDate>Tue, 04 May 2010 23:23:56 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Mais 121 milhões de católicos desde 2000</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7893</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[O Vaticano apresentou esta Terça-feira a nova edição do Anuário Estatístico da Igreja, o qual revela que entre 2000 e 2008, o número de católicos passou de 1045 milhões para 1166 milhões, o que representa um aumento de 11,54%.<br />
<br />
O “Annuarium Statistitucm Ecclesiae” revela que a África tem mais 33,02% de católicos na sua população, número que na Europa registou um aumento de 1,17% nos últimos anos.<br />
<br />
<br />
O peso específico dos europeus no mundo católico tem vindo a diminuir: em 2000, o Velho Continente albergava mais de um quarto dos católicos de todo o mundo (26,81%), percentagem que é agora de 24,31%.<br />
<br />
O coração do catolicismo está na América, que representa quase metade (49,59%) dos fiéis em todo o mundo.<br />
<br />
A publicação da Central de Estatísticas da Igreja (Santa Sé) mostra ainda que o número de sacerdotes se mantém quase estável, com um ligeiro aumento de 0,98% motivado pela dinâmica da Ásia e África (mais 23,77% e 31,09%, respectivamente).<br />
<br />
No total, de 2000 a 2008, a Igreja passou a ter mais padres diocesanos (de 265.781 para 274 mil) e menos sacerdotes religiosos (de 139 mil para 135.159).<br />
<br />
Nestes anos, a Europa perdeu 15.930 padres (diocesanos e religiosos), menos 7,63%.<br />
<br />
A média de candidatos ao sacerdócio também tem baixado significativamente na Europa (menos 21,15%), mas regista um crescimento de 5,82% no total, com aumentos de 25,65% na Ásia e 25,63% em África.<br />
<br />
Os números actuais mostram que dos seminaristas de todo o mundo apenas 18,11% se encontram na Europa, percentagem que sobe para os 31,19% na América, quase um terço do total.<br />
<br />
Quanto às religiosas, cerca de 740 mil, o seu número quase duplica o dos padres. Apesar da quebra nos últimos anos, o número cresce, igualmente, na Ásia e África.<br />
<br />
O Anuário Estatístico da Igreja procura, em comparação com o Anuário Pontifício (que privilegia nomes e biografias), oferecer um quadro dos principais aspectos que caracterizam a actividade pastoral da Igreja Católica.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7893</guid>
      <pubDate>Tue, 04 May 2010 23:23:03 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Biblioteca Nacional inaugura mostra bibliográfica da vida e obra de Bento XVI</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7892</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[A Biblioteca Nacional inaugurou esta Terça-feira uma mostra bibliográfica da vida e obra de Bento XVI, associando-se às iniciativas de preparação da visita do Papa a Portugal.<br />
<br />
A mostra, patente até ao dia 18 de Maio na Sala de Referência, com entrada livre, recolhe as publicações escritas pelo Cardeal Ratzinger, antes e depois de ter sido eleito Papa, há cinco anos.<br />
<br />
«Professor, teólogo, amante da música e da natureza, eleito há cinco anos Pontífice da Igreja Católica, tem enfrentado - com abertura, determinação e serenidade - numerosas controvérsias e alimentado esperanças, a nível mundial, como referência intelectual e social», escreve-se no site da Biblioteca Nacional.<br />
<br />
Bento XVI visita Portugal de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7892</guid>
      <pubDate>Tue, 04 May 2010 23:22:12 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Sinos das igrejas do Patriarcado de Lisboa vão tocar à chegada do Papa a Portugal</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7891</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[Os sinos das igrejas do Patriarcado de Lisboa vão tocar às 11h00 do dia 11 de Maio, assinalando a chegada do Papa Bento XVI ao aeroporto da Portela, no início da sua viagem de três dias a Portugal.<br />
<br />
Nos dias 11 e 12 de Maio vão também tocar os sinos das igrejas de Lisboa situadas nos locais por onde o Papa vai passar nos vários trajectos incluídos na sua permanência em Lisboa.<br />
<br />
Com esta medida, explica o vigário-geral da Diocese, D. Tomaz da Silva Nunes, pretende-se mostrar a alegria do Patriarcado pela presença de Bento XVI em Portugal.<br />
<br />
O Papa visita Portugal de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7891</guid>
      <pubDate>Tue, 04 May 2010 23:20:51 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Livro «As razões de Bento XVI», de Aura Miguel, é lançado no dia 29 de Abril</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7889</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[ «As razões de Bento XVI», o mais recente livro de Aura Miguel, jornalista da Rádio Renascença, é lançado no dia 29 de Abril na Feira do Livro de Lisboa, estando a apresentação a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa.<br />
<br />
A obra da jornalista, a única vaticanista (jornalista com acreditação permanente junto da Santa Sé) portuguesa, pretende dar a conhecer e a compreender a figura, o pensamento e a acção do cardeal Joseph Ratzinger, o homem que há cinco anos está à frente da Igreja Católica.<br />
<br />
Licenciada em Direito, pela Universidade Católica, Aura Miguel tem uma pós-graduação em Ciências da Informação, pela mesma universidade.<br />
<br />
Jornalista desde 1982, colaborou nos jornais A Tarde e Semanário. Actualmente, e desde 1985, é editora de assuntos religiosos na Rádio Renascença.<br />
<br />
Com acreditação permanente junto da Santa Sé, tem acompanhado as actividades do Papa e do Vaticano. Habitualmente integra a comitiva de jornalistas que viaja a bordo do avião papal – é a única jornalista portuguesa a ter este privilégio.<br />
<br />
A sua agenda inclui 51 viagens apostólicas ao lado de João Paulo II e todas as viagens fora de Itália que o Papa Bento XVI realizou desde que foi eleito. Em 2002, ainda durante o pontificado de João Paulo II, foi escolhida entre os 14 jornalistas convidados pelo Santo Padre para escrever uma das 14 estações da Via Sacra de Sexta-Feira Santa, presidida pelo Papa no Coliseu de Roma. ]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7889</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:47:07 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>A preparação para o Matrimónio na palavra da Igreja (D. José Policarpo)</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7888</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[Introdução<br />
<br />
1. O título da Conferência que me foi pedida sugere que apresente, em síntese, as actuais orientações do Magistério da Igreja para a preparação para o matrimónio. Trata-se de um Magistério abundante, onde se explicita a doutrina católica sobre o sacramento do matrimónio e sobre a família enquanto experiência base da Igreja comunhão, a “Igreja doméstica”, e onde se arriscam mesmo sugestões operacionais de acção pastoral: desde a Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, à Familiaris Consortio, Exortação Apostólica do Sínodo sobre a Família, e à Evangelium Vitae, de João Paulo II. Por seu lado, o documento do Conselho Pontifício para a Família, de 1996, intitulado “Preparação para o Sacramento do Matrimónio”, que pretende ajudar a traduzir, em dinamismos de novidade pastoral, a doutrina daqueles documentos, interpelando as Conferências Episcopais, os Bispos e as Dioceses, as paróquias, as estruturas de pastoral evangelizadora, sobretudo da juventude, assim como os diversos movimentos que se têm empenhado na pastoral de preparação para o matrimónio. Aliás, o contributo destes diversos movimentos na elaboração do documento ressalta à vista.<br />
<br />
A ideia de me limitar a fazer uma síntese desses ensinamentos não me entusiasmou: seria redizer o que já está dito, em documentos disponíveis a todos. Ressalta a convicção de que a preparação para o matrimónio é uma urgência pastoral, com a determinação e a criatividade exigidas pelas profundas alterações culturais da sociedade. Mas, se depois de meditarmos essa palavra lúcida da Igreja, olharmos para a realidade, damo-nos conta das dificuldades em encontrar formas inovadoras de pastoral, que criem um novo dinamismo transformador. Saltou-me à memória a afirmação de um pensador contemporâneo: “quando eu nasci já tinha sido dito tudo sobre a salvação do mundo; só faltava salvar o mundo”.<br />
<br />
O Cardeal Walter Kasper, em precioso livro, escrito por ocasião do seu próprio jubileu sacerdotal, diz, referindo-se à profunda mutação cultural da Europa, pátria secular da implantação do cristianismo: “Nesta nova situação, o cristianismo assume, hoje, num sentido que precisa de ser bem compreendido, uma nova fisionomia histórica. Estamos apenas no início desta nova abertura. Claro que a Igreja é sempre a mesma em todos os séculos, mas também é sempre um caminho para descobrir, de maneira nova, a novidade do Evangelho. O Concílio Vaticano II indicou, num tempo concreto, os caminhos para o fazer, e pode ser uma bússola fiável para o seu caminho no século XXI.<br />
<br />
Infelizmente, estamos ainda muito longe de termos tomado plenamente consciência das proporções desta mudança, dos desafios a enfrentar e da necessária orientação missionária da pastoral nos nossos países. A força da inércia, uma mentalidade de beato possuidor e o medo do que é novo, são muito grandes. Muitos querem continuar a fazer, o melhor que podem, aquilo que sempre se fez, mas a longo prazo isso não será possível” [1]. Ao lançar este desafio, o Cardeal Kasper refere o dinamismo que já Paulo VI lançou na Evangelii Nuntiandi e João Paulo II, quando fala de uma renovada e nova evangelização. Mas não tinha sido já esse o desafio lançado por João XXIII ao convocar o Concílio? Sensível à profunda mutação cultural da sociedade, o Concílio desafia a Igreja a tomar consciência do seu mistério para reinventar os caminhos da sua missão na sociedade que mudou.<br />
<br />
Assim tracei como objectivo desta Conferência, à luz da clara doutrina da Igreja, sonhar caminhos novos para a evangelização, no quadro da qual se deve garantir a preparação para o matrimónio. O tema fica, assim, mais próximo do desafio da nova evangelização, do que da análise de verdades e caminhos conhecidos, mas que não podemos correr o risco, denunciado por Walter Kasper, de teimar fazer, o melhor possível, o que sempre se fez. “Vinho novo em odres novos” (Mc, 2,22). <br />
<br />
O desafio de uma nova evangelização<br />
<br />
2. A expressão, querida a João Paulo II, retoma a intuição de João XXIII, ao convocar o Concílio, e de Paulo VI na Evangelii Nuntiandi. Aos Bispos da América Latina, ao celebrar os 500 anos da primeira evangelização, perante as profundas alterações da sociedade, que se repercutem na afirmação da Igreja nesse continente, João Paulo II diz: “A comemoração de meio milénio de evangelização encontrará o seu significado pleno se for um compromisso vosso como Bispos, em conjunto com o vosso presbitério e com os vossos fiéis. Um compromisso de quê? Não certamente de uma re-evangelização, mas sim de uma nova evangelização” [2].<br />
<br />
Qual era, para João Paulo II, a diferença entre re-evangelização e nova evangelização? É claro que não se trata de repetir o passado. A mensagem é a mesma de sempre, mas é outra a sociedade e a cultura. Como diz Walter Kasper, não basta continuar a fazer, o melhor possível, o que sempre se fez. É preciso encontrar caminhos novos. Talvez, porque alguém fez a pergunta, o Santo Padre, numa outra referência à “nova evangelização”, acrescenta: “evangelização, nova no seu ardor, nos seus métodos e nas suas expressões”. O tema inspira a própria Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, sobre a Igreja no mundo contemporâneo, quando fala do dever de ler os “sinais dos tempos”, encontrando na realidade do mundo contemporâneo sinais que possam ser portas abertas à mensagem cristã [3].<br />
<br />
Procuraremos, a partir de agora, considerar a problemática da preparação para o matrimónio, na perspectiva de uma nova evangelização do amor. Fiéis ao desafio de João Paulo II, não fugiremos à realidade, olhando-a com esperança; veremos em que possa consistir esse “novo ardor” na proclamação da verdade cristã e que métodos adoptar. <br />
<br />
Olhar a realidade com esperança<br />
<br />
3. A família é um micro-cosmos onde incidem e se repercutem todas as grandes mudanças da sociedade, sofrendo, ela própria, hoje, uma profunda mutação cultural e por isso só é possível evangelizar o amor, procurando reagir à mutação cultural, evangelizando a cultura e a sociedade. Trata-se de incutir, sobretudo nas crianças e nos jovens, critérios e perspectivas de vida, que não sejam só os da cultura ambiente, mas exprimam a beleza da novidade da vida cristã.<br />
<br />
Limitar-me-ei a apontar aqueles traços da mutação cultural das nossas sociedades que mais se repercutem no matrimónio e na família.<br />
<br />
Antes de mais, a tendência da cultura contemporânea que favorece o ateísmo. Para muitos Deus não existe ou é como se não existisse, porque não interfere na nossa vida. Relativizou-se uma dimensão estruturante do judeo-cristianismo, a certeza de que Deus age na nossa vida e na nossa história. Não há aliança possível com um Deus inexistente ou inoperante. E mesmo para aqueles que ainda não “mataram” Deus, a sua fé não é uma aliança de amor e de confiança, que envolve toda a existência e dá sentido a todas as nossas experiências e opções.<br />
<br />
Esquecido Deus, o homem torna-se o centro da vida e da história. A vida será o que ele for capaz de fazer; a sua inteligência é a fonte exclusiva da verdade; a sua liberdade torna-se um absoluto. Com a exaltação do indivíduo, obscurece-se a dimensão comunitária. A verdade deixa de ser a verdade de uma comunidade que faz tradição, e a liberdade individual deixa de assumir o desafio da responsabilidade comunitária pelos outros. Neste quadro, relativiza-se facilmente a exigência ética como luz inspiradora dos comportamentos, esbatem-se as fronteiras entre o bem e o mal. Os princípios éticos que se herdaram do passado e se receberam duma comunidade mais alargada, são considerados imposições limitativas da liberdade individual.<br />
<br />
Quando Deus deixa de ser protagonista da nossa história, inter-agindo connosco, relativizam-se conceitos como o de criação e de salvação. Quando o homem deixa de se considerar criatura de Deus, e o universo um dom do mesmo Criador, perde-se a noção do desígnio amoroso gravado no nosso coração, e cuja realização será a mais bela aventura da nossa liberdade. Não há lei natural gravada no coração humano. A natureza e a sua lei natural não são um absoluto e o homem, que experimentou alterá-las, começa a acreditar que a poderá mudá-las radicalmente. Estamos a viver um momento de ousadia quando se quer decidir que, afinal, o casamento já não é, necessariamente, a união de um homem e de uma mulher.<br />
<br />
Esquecendo Deus, perdeu-se a perspectiva de eternidade. O “para sempre”, “para a eternidade” desaparece do vocabulário. A própria sociedade de consumo consagrou o princípio do “usa e deita fora”. Não há valores perenes nem escolhas definitivas. Tudo é transitório, ao sabor do momento e das escolhas de cada um.<br />
<br />
Consequência desta dificuldade em assumir, com coragem e fidelidade, a dimensão perene de compromissos fundamentais, está a crescente diluição da dimensão institucional do casamento, baseada num contrato celebrado entre o homem e a mulher, constituindo, assim, a instituição familiar, a qual exige estabilidade e perenidade. O casamento começa a ser apresentado como um encontro de amor entre duas pessoas, que se acaba quando se esgota o amor.<br />
<br />
4. Todos estes sintomas da mutação cultural se repercutem no casamento. Estão na origem de uma visão da felicidade que se deseja, marcada pelo hedonismo. Esqueceu-se progressivamente o desafio cristão da felicidade, baseada na generosidade do dom: “é no dar que se recebe”.<br />
<br />
“Chamo hedonismo a um conceito de vida e de felicidade a conseguir imediatamente, fruindo tudo o que a natureza nos oferece. O que é natural é bom e legítimo, excluindo a dimensão sobrenatural de reconstrução do homem. O modelo de vida e de felicidade que as sabedorias profanas veiculam é hedonista, consumista, exclui o sentido do sofrimento e relativiza a perenidade da felicidade a construir na fidelidade. A avidez, a ganância, o materialismo, a relativização das escolhas de vida que se fizeram, são consequência dessa perspectiva. Este modelo de felicidade é insaciável, exige-se sempre mais e culpam-se facilmente os outros por não o conseguirmos. A felicidade a construir, à imagem do esforço e persistência do atleta que corre no estádio, quase desapareceu. São os outros que têm obrigação de garantir que eu seja feliz. Percebemos melhor o Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre”, e o Evangelho anunciado aos pobres, devido à sua maior disponibilidade para acolher a surpresa de Deus.<br />
<br />
Não é fácil anunciar o Evangelho a pessoas que têm esta concepção da felicidade. É o escândalo da Cruz, de que falava Paulo. A mensagem cristã, com a sua exigência renovadora, é considerada desadaptada para o homem, ele que se considera capaz de resolver todas as interrogações da sua existência e de construir a sua própria felicidade” [4].<br />
<br />
A nova evangelização exige um novo ardor<br />
<br />
5. Em que consiste e como se exprime este “novo ardor”? João Paulo II deixou-nos o testemunho da sua própria vida. Nele, esse ardor era uma paixão por Jesus Cristo e a evangelização era sempre o anúncio e manifestação do amor de Jesus Cristo. Recordemos as suas palavras logo na sua primeira Encíclica: “Jesus Cristo é o centro do cosmos e da história. Para Ele se dirigem o meu pensamento e o meu coração nesta hora solene da história (…). A única orientação do Espírito, a única direcção da inteligência, da vontade e do coração para nós é esta: na direcção de Cristo, redentor do homem, na direcção de Cristo redentor do mundo. Para Ele queremos olhar, porque só n’Ele, Filho de Deus está a salvação” [5]. Como não recordar o ardor com que o Concílio Ecuménico Vaticano II confessou que Cristo é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do género humano, a alegria de todos os corações e a plenitude de todas as suas aspirações” [6].<br />
<br />
Aos jovens chamou João Paulo II os “aliados naturais de Jesus Cristo”. Com Cristo, eles farão a diferença. Na sua Carta Apostólica aos Jovens no Ano Internacional da Juventude, referindo-se à questão maior que os interpela nessa idade, a vocação esponsal, o Papa afirma: “Por isso, peço-vos que não interrompais o diálogo com Cristo nesta fase extremamente importante da vossa juventude; e peço-vos mesmo que vos empenheis ainda mais nesse diálogo. Quando Cristo diz «segue-Me», o seu chamamento pode significar: «chamo-te para um outro amor ainda»; no entanto, muito frequentemente significa: «segue-Me» a mim que sou o Esposo da Igreja – da minha esposa…; vem, torna-te também tu esposo da tua esposa…, torna-te também tu a esposa do teu esposo. Tornai-vos ambos participantes daquele mistério, daquele sacramento, do qual o autor da Carta aos Efésios diz que é grande: grande «em relação a Cristo e à Igreja»”. E mais à frente: “Desejaria que acreditásseis e vos convencêsseis de que este vosso «grande mistério» humano tem o seu princípio em Deus que é o Criador, está radicado em Cristo Redentor, o qual, como o esposo, «se entregou a si mesmo» e ensina a todos os esposos e a todas as esposas a «entregarem-se» um ao outro, segundo a plena medida da dignidade pessoal de cada um e de cada uma. Cristo ensina-nos o amor esponsal” [7].<br />
<br />
Esta descoberta de Jesus Cristo é pessoal e acontece ao ritmo do Espírito e do coração de cada um. Mas supõe uma catequese concebida como caminhada de descoberta da pessoa de Jesus, em que a doutrina é confirmada pelo calor do testemunho, de pais, catequistas, sacerdotes. Temos de nos afastar de uma catequese concebida como aprendizagem de uma doutrina, dando lugar à catequese como caminhada de descoberta da vida. Essa é a pedagogia catecumenal. Para todos, mas sobretudo para os jovens, são importantes as autênticas testemunhas da fé.<br />
<br />
Esse “novo ardor” incendeia-se na celebração da Eucaristia, na adoração, na experiência missionária, em toda a experiência de amor generoso. A possibilidade de viver, hoje, o matrimónio cristão, sacramento de graça, descobre-se em toda esta caminhada de descoberta de Jesus Cristo, e não apenas no contexto de uma formação específica. Esses jovens, tocados por esse ardor, no momento próprio descobrem que Cristo está no centro do seu amor e que este se torna expressão do amor a Jesus Cristo. Sem essa descoberta apaixonada, as características teológicas e morais do casamento religioso são vistas como exigências da Igreja, que não resistirão às dificuldades e ao confronto com a cultura ambiente.<br />
<br />
A nova evangelização tem de ser nova nas suas expressões<br />
<br />
6. A que se refere João Paulo II? Certamente ao amor testemunhal, manifestado na comunicação da fé. No caso concreto dos jovens, etapa da vida em que se pode descobrir o sentido profundo do amor humano, maturando uma vocação de matrimónio, é importante que nessa caminhada se exprimam dimensões constitutivas da identidade cristã, que inspirando toda a vida, dão sentido à escolha do caminho do matrimónio.<br />
<br />
* A natureza e a graça. O homem foi criado com potencialidades que lhe permitem chegar à vida, na comunhão de amor. Entre essas potencialidades está a complementaridade do homem e da mulher, criados à imagem de Deus, marcados pelo desejo de serem um só no amor. É certo que o pecado enfraqueceu essas potencialidades da natureza, mas não as anulou. A graça, ou seja, a força do Espírito de Jesus ressuscitado, não propõe uma perfeição contra a natureza, mas a plena realização das suas capacidades. A evangelização deve sublinhar tanto a beleza do ser humano, como a necessidade da força do Espírito para ser plenamente humano.<br />
<br />
No matrimónio, como vocação à santidade, na perfeição do amor, cruzam-se, como em nenhuma outra experiência humana, a natureza e a graça. Não se pode valorizar o matrimónio, diminuindo a natureza. A evangelização deve mostrar aos jovens a beleza da sua humanidade, ensiná-los a acolhê-la como um dom e uma responsabilidade. Exaltar a beleza do amor conjugal, rebaixando o que é natural, só pode levar ao abandono da perspectiva da graça. Com a acção do Espírito, Deus só quer que o homem e a mulher sejam plenamente humanos. A graça da redenção plenifica a criação; ela é uma segunda criação.<br />
<br />
* O ritmo sacramental. É impossível mergulhar na profundidade do sacramento do matrimónio, sem captar o ritmo sacramental da graça, em que uma realidade humana é tornada, por Jesus Cristo, sinal da vida nova, realizando, além da sua significação natural, a surpresa da graça. Ora, no matrimónio a realidade humana que, guardando toda a sua significação natural, é tornada sinal da comunhão com Jesus Cristo, é a própria união dos esposos na totalidade do ser, corpo e espírito. A união de amor torna-se sinal do amor de Jesus Cristo e da nova comunhão com Ele. Sem este realismo esponsal do sinal sacramental, a graça própria do sacramento do matrimónio torna-se algo de desligado do realismo da união conjugal e deixa de ser a sua força transformadora. Isto exige que na formação cristã dos jovens, na sua caminhada de descoberta da vida, se faça uma teologia do corpo e se dê uma visão positiva da sexualidade. Numa cultura de pansexualismo, em que a exigência ética parece ter desaparecido da expressão sexual, a Igreja não pode cair na visão oposta de uma visão negativa da sexualidade, como se esta só encontrasse sentido na dimensão religiosa do casamento. A convivência de pessoas de sexo diferente é sempre carregada de um dinamismo positivo; é uma busca da comunhão de amor. Só o egoísmo e auto-procura matam a dimensão positiva da sexualidade. No sacramento do matrimónio, a Igreja convida os homens e as mulheres que desejam unir-se, a fazerem-no com a plenitude da beleza e do amor que desejam. E isso é possível no amor de Jesus Cristo.<br />
<br />
* O amor experimentado como dom de ternura. Descobrir o dinamismo do amor não é exclusivo de quem se prepara para o matrimónio; faz parte da abertura à vida vivida com Cristo. A experiência cristã de que a pessoa só se sente amada, isto é, feliz, quando se deu e entregou na busca da felicidade do outro, é essencial na preparação para o matrimónio. A atracção e a complementaridade dos sexos exprime-se numa força instintiva que, sem a generosidade do dom, pode facilmente transformar-se em busca egoísta de si próprio. E a generosidade do dom aplica-se a todas as dimensões da vida e não apenas à intimidade sexual. É esta que é chamada a integrar-se na harmonia de uma vida vivida com a generosidade do dom. Não tem sentido para a harmonia que a felicidade supõe procurar ter a generosidade da vida, dada e oferecida em todas as suas expressões, e ser egocentrista e egoísta na intimidade sexual dos esposos.<br />
<br />
É esta gratuidade do dom que dá ao amor a beleza envolvente da ternura. Esta não é, sobretudo, fruição, mas contemplação do outro, na alegria de renascerem juntos, para o amor. Na Sagrada Escritura, a ternura é um dos principais atributos do amor de Deus. Nela sente-se como Deus é bom e nos ama, a ternura anuncia a bondade e a misericórdia, faz-nos sentir que é o sermos amados que nos salva.<br />
<br />
* A dimensão eterna do amor. Para descobrir esta dimensão é preciso experimentar o amor de Jesus Cristo por nós. Só o amor de Deus pelo seu povo, o amor de Cristo pela Igreja, que Ele ama como uma esposa, tem a marca da eternidade. Só eles são totalmente fiéis. Só no amor de Jesus Cristo os esposos cristãos podem sentir que o seu amor é para sempre, é para a eternidade. A fidelidade no matrimónio não é, apenas, fidelidade dos esposos um ao outro, mas porque sentem no seu amor esponsal a ternura de Jesus Cristo, eles são chamados a serem, no seu amor, fiéis como Ele é fiel.<br />
<br />
Este é um dos aspectos em que a graça realiza a natureza, pois o anseio de eternidade está gravado na capacidade natural do homem e da mulher se amarem para serem um só. Esta é uma qualidade exigente do amor conjugal. Na vitória sobre as dificuldades e na luta contra o espírito do mundo, os esposos devem ser força um para o outro. Quantas vezes são chamados a serem, um para o outro, ministros do perdão e da consolação, com a força da Igreja, o Povo que Cristo ama com fidelidade esponsal e onde eles encontram o dom do perdão, a força para a luta, o calor de uma comunidade que caminha.<br />
<br />
7. Todas estas dimensões da novidade cristã em que somos introduzidos pela iniciação cristã, abrem no coração e na inteligência o horizonte onde tem sentido uma vocação para o matrimónio, sobretudo se elas forem propostas com a força do testemunho vivido, com o ardor de uma paixão por Jesus Cristo.<br />
<br />
Os métodos adaptados à nova evangelização<br />
<br />
8. João Paulo II diz que a nova evangelização deve ser nova nos métodos. No âmbito concreto da preparação para o matrimónio, arrisco sugerir alguns critérios que podem ser expressões de uma metodologia, isto é, da descoberta do melhor caminho para a acção pastoral.<br />
<br />
* O acompanhamento pessoal. Estamos conscientes de que entre a multidão de jovens que pedem o casamento religioso, só uma minoria desejam seguir este itinerário de fazer do matrimónio o caminho e a expressão da santidade cristã. A Igreja não pode recusar, de forma simplista, o casamento religioso entre baptizados, o único que ela considera válido. O próprio João Paulo II, na Familiaris Consortio, depois de expor toda a exigência da preparação para o matrimónio, remata assim: “Muito embora o carácter de necessidade e de obrigatoriedade da preparação imediata não seja de menosprezar – o que aconteceria se se concedesse facilmente a dispensa – tal preparação, porém, deve ser sempre proposta e efectuada de modo que a sua eventual omissão não seja impedimento à celebração do matrimónio” [8]. A todos os que se candidatam à celebração do sacramento do matrimónio, devemos proporcionar a melhor preparação imediata que for possível. Mas estejamos particularmente atentos àqueles noivos que, devido à sua formação cristã, estão preparados para viver a beleza do seu amor, unido ao amor de Cristo pela Igreja. São esses que encerram a promessa de serem mais uma família cristã, comunidade de amor e de vida, no seio da grande comunidade que é a Igreja. E cada família cristã é mais uma pedra sólida na construção da Igreja. Acompanhemo-los pessoalmente, sem regatear o nosso tempo. Que eles sintam a nossa alegria e a nossa esperança no seu amor.<br />
<br />
Ajudemos os jovens cristãos a escolherem noivos ou noivas que possam fazer com eles esta caminhada. Expressões como “ele(a) não se importa, respeita, não se opõe”, não chegam. As núpcias cristas supõem sempre uma intimidade e uma cumplicidade com Jesus Cristo, que só é plena se for do casal.<br />
<br />
Isto supõe um acompanhamento pastoral em que todos, padres e leigos, se assumem como sacramentos de Cristo, Bom Pastor, que reconhece as suas ovelhas pelo nome. Há aqui um papel imprescindível dos pais, mas também de catequistas, sacerdotes, casais cristãos. Não hesitemos em sacrificar, em nome deste acompanhamento pessoal, as muitas reuniões organizativas em que gastamos o nosso tempo. <br />
<br />
* Catequese juvenil e preparação para o matrimónio. A pastoral dos jovens visa a iniciação cristã em toda a sua abrangência. Mas porque não organizar ciclos dessa caminhada catequética centrados na dimensão esponsal da vida cristã? Uma preparação remota para o matrimónio, já desde a adolescência, oferece o horizonte de totalidade da vocação cristã. Nem sequer impede uma pastoral específica para a vocação de particular consagração. Uma vocação de virgindade consagrada só é possível no quadro da descoberta da realização plena das próprias capacidades de amor em união com Jesus Cristo. O ideal de pureza e de castidade como preparação para o amor vivido em união com Cristo é o pano de fundo de toda a vocação cristã. <br />
<br />
* A celebração do sacramento da Confirmação. Sacramento da iniciação cristã, tem na sua graça própria, o dom do Espírito Santo, uma dimensão decisiva para a preparação para o matrimónio. Na sua preparação e celebração, esta dimensão deveria estar sempre presente.<br />
<br />
* A festa das núpcias. Houve umas núpcias em Caná e Jesus estava lá (cf. Jo. 2,1-11). Naqueles casamentos promissores de que falei atrás, façamos uma festa das núpcias cristãs, em que participa a Igreja. O amor desses esposos pode ser um sinal e um anúncio para todos os outros jovens. Normalmente, a Liturgia do Matrimónio tem pouco esse aspecto de “festa das núpcias”. É que a Mãe de Jesus continua a estar lá a dizer “fazei tudo o que Ele vos disser” e Jesus continuará a transformar a água em vinho, a realidade humana do amor nesse anúncio da sua presença e do seu Reino no meio deste mundo, que parece tão enlouquecido na maneira de olhar o casamento e o amor.<br />
<br />
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca<br />
<br />
[1] Walter Kasper, “Servitori della Gioia”, Queriniana 2007, p. 11<br />
<br />
[2] João Paulo II, in Insegnamenti, vol. VI,1 (1983), p. 698<br />
<br />
[3] cf. Gaudium et Spes, nn. 4 e 11<br />
<br />
[4] J. Policarpo, Obras Escolhidas, vol. 11, pp. 287-288<br />
<br />
[5] João Paulo II, Redemptor Hominis, nn. 1 e 7<br />
<br />
[6] Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, n. 45<br />
<br />
[7] João Paulo II, Carta Apostólica aos Jovens (1985), n. 10<br />
<br />
[8] João Paulo II, Familiaris Consortio, n. 66]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7888</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:46:02 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Vinda de Bento XVI pode reavivar interesse sobre a mensagem de Fátima</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7887</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[A visita de Bento XVI ao nosso país pode reavivar o interesse pela mensagem de Fátima, considera a Ir. Ângela Coelho, vice-postuladora da causa de canonização dos Pastorinhos.<br />
<br />
Esta responsável acredita que a presença do Papa “vai fazer com que teólogos olhem novamente para a mensagem e se interroguem sobre o que se passou em Fátima”.<br />
<br />
a peregrinação de Bento XVI a Portugal acontece no 10.° aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco, Pastorinhos de Fátima, como destaca o próprio Vaticano.<br />
<br />
“Nota-se muito entusiasmo nas pessoas relativamente a Fátima e anseio que a vinda do Papa faça as pessoas pensarem de outra forma e olharem para o Francisco e para a Jacinta, que são agora ‘os meus meninos’, que tenho de defender e trabalhar no seu processo”, referiu a vice-postuladora.<br />
<br />
Em entrevista à Ecclesia, a Ir. Ângela Coelho recorda a visita que o então Cardeal Ratzinger fez à Cova da Iria, em 1996, e o contacto privilegiado que teve com o “segredo de Fátima”, enquanto prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.<br />
<br />
A religiosa sublinha que Bento XVI, um “gigante intelectual”, “escolhe cuidadosamente as suas viagens com intuito pastoral e teológico”.<br />
<br />
“Vai ser uma experiência que ele já viveu enquanto Cardeal e agora vai viver como Papa e decerto que nos vai surpreender”, refere.<br />
<br />
A vice-postuladora da causa de canonização dos Pastorinhos recorda que, em 1996, o Cardeal Josph Ratzinger não pôde regressar de imediato a Roma por causa de uma greve, tendo reagido com satisfação ao facto, que lhe permitiu “encontrar tempo para digerir” tudo o que viveu em Fátima.<br />
<br />
Após ter conhecimento do atraso, o actual Papa passeou pelos lugares do Santuário de Fátima “para sentir a fé do nosso povo tão simples, mas tão verdadeira ao mesmo tempo”, indica a Ir. Ângela Coelho.<br />
<br />
Nessa peregrinação de 13 de Outubro, o Cardeal Ratzinger visitou também a Irmã Lúcia e esteve sozinho com a Vidente de Fátima.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7887</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:43:48 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>Vaticano divulga números oficiais da Igreja Católica em Portugal</title>
      <link>http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7886</link>
      <author>Ecclesia</author>
      <description><![CDATA[O Vaticano divulgou esta Quinta-feira os números oficiais da Igreja Católica em Portugal, os quais falam numa percentagem de católicos de 88,3% da população, confirmando ainda a quebra no número de padres.<br />
<br />
Os dados disponibilizados pela sala de imprensa da Santa Sé referem-se à situação no dia 31 de Dezembro de 2008.<br />
<br />
De 2000 a 2008, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2825 (menos 11%), enquanto que o clero religioso desceu de 1078 para 972 (uma quebra de quase 10%).<br />
<br />
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 444 em 2008 (menos 19%).<br />
<br />
Segundo o Vaticano, a percentagem de católicos em Portugal é de 88,3% dos habitantes - 9,36 milhões de católicos para uma população de 10,6 milhões de pessoas.<br />
<br />
O Recenseamento da Prática Dominical, datado de 2001, mostrava que o número total de praticantes não chegava, contudo, aos 2 milhões de fiéis.<br />
<br />
A Igreja Católica em Portugal conta com 52 Bispos, 3797 padres, 212 diáconos permanentes, 312 religiosos e 5965 religiosas, para além de 594 membros de Institutos seculares.<br />
<br />
O número de catequistas é de 63 906 num total de 4380 paróquias e 2878 outros centros pastorais, espalhados por 21 Dioceses.<br />
<br />
Um dado curioso diz respeito aos titulares das Dioceses: desde o ano 2000, foram 13 as Dioceses que passaram a ser lideradas por um novo Bispo.<br />
<br />
O Vaticano elenca também os centros escolares que são propriedade da Igreja ou são dirigidos pelos seus membros: há 793 estabelecimentos até à primária, 80 secundários e 26 institutos superiores e a UCP, servindo um total de quase 130 mil alunos.<br />
<br />
Quanto a “centros caritativos e sociais” são contabilizados 43 hospitais, 155 ambulatórios, 799 casas para idosos, 663 orfanatos ou asilos, 55 consultórios familiares e centros para a protecção da vida, 462 centros educativos especiais e 168 outras instituições.]]></description>
      <category>Notícias</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/noticias.php?n=7886</guid>
      <pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:42:35 +0100</pubDate>
    </item>
  </channel>
</rss>
