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    <title>Fóruns Paroquias.org</title>
    <link>http://www.paroquias.org/forum/index.php</link>
    <description><![CDATA[]]></description>
    <language>pt_PT</language>
    <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 23:33:28 +0100</pubDate>
    <lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 23:33:28 +0100</lastBuildDate>
    <category>Fóruns Paroquias.org</category>
    <generator>Phorum 5.1.25</generator>
    <ttl>60</ttl>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70337#msg-70337</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote Lucas]Caros amigos, talvez esta minha participação seja a mais desproposital de todas[/quote]<br />
<br />
Talvez seja a mais sensata.<br />
<br />
[quote Lucas]acho que nossas suposições &quot;fundamentadas&quot; se transformaram em &quot;divagações&quot; sobre o tema[/quote]<br />
<br />
Em parte sim. Dependendo de cada caso, entretanto, talvez mesmo uma simples &quot;divagação&quot; possa ajudar alguém. Complicado, certamente, discernir qual é cada caso, pois às vezes o que ajuda um escandaliza outro. Infelizmente acabamos fazendo juízos demais e a tendência para cada um fazer da experiência própria um padrão é muito grande.<br />
<br />
[quote Lucas]Quer dizer, se muito nesse campo é mistério de Deus, nada podemos prescutar.[/quote]<br />
<br />
Não tenho nenhuma dificuldade para sobrescrever a frase acima.<br />
<br />
[quote Lucas] Eu mesmo não costumo estabelecer graus de importância a assuntos espirituais, mas em particular não vejo essa discussão apontando para um caminho unico, muito menos confiável. Talvez estejamos errando é o foco que deveriamos tomar, mas não me perguntem que também não sei. Humildemente me retiro da discussão e de sua apreciação por prudencia a mim mesmo.[/quote]<br />
<br />
No meu caso, estabeleço diferentes &quot;modos de conversas&quot;. Numa conversa espiritual, numa direção ou numa partilha, sou mais &quot;flexível&quot; para acolher experiências que podem ser bastante diferentes da minha. Cada pessoa tem seu tempo e Deus pode lhe falar de muitas formas. Numa discussão mais teológica, todavia, permito-me ser mais crítico; acho que a visão do todo acaba tendo precedência. Não sei se consegui expressar bem a questão, isso com certeza não resume tudo, mas espero que ao menos dê uma ideia. Também faço distinção entre outras conversas, algumas refiro a mística, a dogmática etc. <br />
<br />
Já devem ter percebido que em relação ao tema não me agrada a interpretação do Fortea. É quase certo que a minha não o agrade. É preciso que um esteja &quot;certo&quot; e o outro &quot;errado&quot;? Ninguém quer conviver com o &quot;erro&quot;. A &quot;tentação do realismo&quot;, igualar a ideia da realidade com a realidade mesma, torna sempre alguém &quot;intolerante&quot;?<br />
<br />
Paz e Bem]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70337#msg-70337</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 23:33:28 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Adro da Igreja] Re: &quot;Qu'é qu'andas a ver/ouvir?&quot;</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70336#msg-70336</link>
      <author>Anori</author>
      <description><![CDATA[Damien Rice...<br />
<br />
http://www.youtube.com/watch?v=ZduDvIBu3EU&amp;feature=channel]]></description>
      <category>Adro da Igreja</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70336#msg-70336</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:27:23 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70335#msg-70335</link>
      <author>Lucas</author>
      <description><![CDATA[Caros amigos, talvez esta minha participação seja a mais desproposital de todas, mas lendo meu post e os demais acho que nossas suposições &quot;fundamentadas&quot; se transformaram em &quot;divagações&quot; sobre o tema, e nos levam a um caminho que talvez não tenha muito sentido trilhar ou desperdiçar tempo e intelecto.<br />
Quer dizer, se muito nesse campo é mistério de Deus, nada podemos prescutar. Eu mesmo não costumo estabelecer graus de importância a assuntos espirituais, mas em particular não vejo essa discussão apontando para um caminho unico, muito menos confiável.<br />
Talvez estejamos errando é o foco que deveriamos tomar, mas não me perguntem que também não sei. Humildemente me retiro da discussão e de sua apreciação por prudencia a mim mesmo.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70335#msg-70335</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 21:48:03 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70334#msg-70334</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote Rui Vieira]A confissão do demonio é confissão intelectual, e nada mais do que isso.[/quote]<br />
<br />
Acho triste que os literalistas, para &quot;explicar&quot; a repreensão de Jesus - &quot;Afasta-te de mim satanás! Tu é pedra de torpeço, porque não pensas as coisas de Deus mas as dos homens&quot; -, tenham que recorrer a ideia absurda da 'possessão demoniaca' dos apóstolos. Até onde chega o absurdo!<br />
<br />
Também penso que o problema em questão vai mais além da 'confissão do demonio' ser apenas intelectual. Não considero ser isso o mais importante para compreensão do texto.<br />
<br />
[quote Rui Vieira]É evidente que, para o evangelista, e sobretudo para o evangelista, o importante não é fazer teologia sobre o demonio. O evangelista quer construir uma narrativa onde sobressaia o Cristo, Filho de Deus vivo, que o autor quer tornar acessivel ao seu público. Na narrativa, a presença do demónio surge como intrumento ao serviço da catequese.[/quote]<br />
<br />
Para ser mais exato, a 'confissão do demônio' é um desserviço ao anúncio do evangelho. Outro ponto que literalistas passam ao largo é que no inicio Jesus ordena que não se anuncie aos outros que ele é Filho de Deus (nem outro título messiânico), e esse ordenamento não é feito apenas para os demônios: Jesus pede o silêncio também para as pessoas curadas. Apresento dois exemplos: Marcos 1,42-44 e Mateus 9,30. <br />
<br />
O que está em questão é o reconhecimento da missão e da pessoa do Cristo. No início esse reconhecimento está comprometido, pq só conseguem compreender um messias associado com a idéia de &quot;poder&quot;. Assim, pregar uma filiação divina é até contraproducente, pq reforça a ideia de poder, dificultando ainda mais o reconhecimento do messias encarnado em Jesus (fraco, sofredor, humilhado e desprezado por todos). Isso tb fica claro na repreensão a Pedro e nas tentações no deserto: transformar as pedras em pão, por exemplo, está associado com a ideia de um messias 'assistencialista' que resolve todos os problemas terrenos. Do mesmo modo podem ser interpretadas as outras duas tentações, que ligam com imagens erradas do messias encarnado em Jesus. Depois da paixão, morte e ressurreição é que a proibição do anúncio muda para a ordem de ir, anunciar e batizar a todos no nome do Pai, Filho e Espírito. O caminho feito pelos apóstolos naquele tempo não é muito diferente do que tem que fazer todos, foi preciso muito tempo, suor e lágrimas para &quot;cair a ficha&quot;. Não foi à toa que quando perguntaram a Jesus quem ele era, não respondeu e convidou: venham ver onde moro e caminhem comigo. Quão comum é ainda hj encontrar gente que não entendeu e só consegue enxergar em Jesus um [i]Deus Todo-Poderoso andando na Terra[/i]...<br />
<br />
Paz e Bem.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70334#msg-70334</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 20:25:22 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70333#msg-70333</link>
      <author>vitor*</author>
      <description><![CDATA[Claro que não Rui, mas a minha humanidade e fraqueza leva-me a ficar um bocado irritado (uma atitude humana) quando não consigo transmitir o que penso e quando me esforcei para isso. Não por culpa do interlocutor, mas de mim próprio. Até porque tenho um programa pesadão a correr no computador que só faz aparecer as letras que escrevo com um atraso de 20 segundos. De maneira que quando me engano lá tenho que esperar que as letras apareçam para corrigir o erro, ou seja 20 segundo e às vezes mais. Por isso está visto o tempo que demorei a escrever aquele texto. A paciência está relacionada com isso. E já não escrevo mais nada. :-)]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70333#msg-70333</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:44:53 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70332#msg-70332</link>
      <author>Rui Vieira</author>
      <description><![CDATA[Não precisa dispender a sua paciência comigo :-)<br />
<br />
Apenas dei, como participante do forum, a minha opinião acerca desta coisa da confissão da filiação divina feita pelos demonios.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70332#msg-70332</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:33:26 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70331#msg-70331</link>
      <author>vitor*</author>
      <description><![CDATA[[quote Rui Vieira]Há vários dias que se tem falado do facto dos demónios reconhecerem o Cristo.<br />
Reconhecem-No quando percebem que está ameaçado o seu dominio sobre o género humano, segundo a perspectiva do narrador.<br />
<br />
Tem-se procurado estabelecer uma relação entre a confissão de Pedro acerca da filiação divina, e o reconhecimento demioniaco dessa filiação.<br />
<br />
É evidente (e isto pode chocar ouvidos mais pudicos), que as afirmações, ou confissões sobre a verdadeira filiação divina de Cristo, que nas narrativas evangélicas nos aparecem na boca de vários personagens, são já uma construção literária da comunidade cristã primitiva. Como? Porque só na ressurreição de Cristo, após a sua paixão e morte, se perceberá a verdadeira dimensão e novidade deste ser Filho Unigénito de Deus.<br />
<br />
Naturalmente que se pode admitir que ocorreram confissões de filiação divina perante os sinais que Jesus fazia. Mas é forçoso que nos perguntemos: que tipo de Filho de Deus era concebido por aqueles que o confessavam?<br />
O amigo Vitor mencionou Mateus 16,16, onde aparece Pedro a formular uma confissão sobre a Filiação divina. Mas temos que prosseguir na narrativa. O que acontece a seguir? Cristo institui o primado petrino, e depois anuncia a sua morte (VV 21-23).<br />
Já sabemos qual foi a reação de Pedro: &quot;[i]Deus não o permita, Senhor! Isso jamais te há-de acontecer[/i]&quot;. Também sabemos a resposta de Cristo: &quot;[i]Afasta-te de mim satanás! Tu é pedra de torpeço, porque não pensas as coisas de Deus mas as dos homens[/i]&quot;.<br />
<br />
Isto para salvaguardar que a ideia de filiação divina que possam ter tido os discipulos antes da ressurreição, não era a verdadeira filiação, nem o verdadeiro messianismo de Cristo. Não há duvida que, nesta confissão, apenas era vislumbrado o filho de Deus, glorioso, que haveria de expulsar os romanos, e restaurar definitivamente o reino de Israel, bem na esteira literalista da apocaliptica judaica.<br />
<br />
Naturalmente que, devido a este perigo de adulteração da verdadeira figura do Filho, Cristo tenha imposto o segredo messiãnico, presente sobretudo em Marcos, mas também nos restantes sinópticos, embora de forma menos incidente.<br />
O Filho de Deus vislumbrado antes da paixão, morte e ressurreição era o filho de Deus politico, poderoso, vitorioso, e era assim que os ouvintes de Jesus o viam.<br />
<br />
Judas Iscariotes, provavelmemnte um zelosta, entregou Jesus para tentar forçá-Lo a, finalmemte, agir com poder, expulsar os romanos, e restaurar o reino de Israel. Já sabemos o desfecho.<br />
<br />
Assim, fica-se a perceber que nada obsta a que os demonios fizessem essa confissão acerca da filiação divina.<br />
Também não era necessário ter tido a visão de Deus para fazer essa confissão; nós nunca vimos Deus, e fazemos essa confissão intelectual, e sobretudo espiritual, ou seja, a nossa vida torna-se confissão.<br />
A confissão do demonio é confissão intelectual, e nada mais do que isso.<br />
<br />
É evidente que, para o evangelista, e sobretudo para o evangelista, o importante não é fazer teologia sobre o demonio. O evangelista quer construir uma narrativa onde sobressaia o Cristo, Filho de Deus vivo, que o autor quer tornar acessivel ao seu público. Na narrativa, a presença do demónio surge como intrumento ao serviço da catequese.[/quote]<br />
<br />
<br />
<br />
Acho que não me fiz entender. E também não tenho paciência para me repetir. Peço desculpa. talvez noutra altura tenha paciência.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70331#msg-70331</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:17:17 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70330#msg-70330</link>
      <author>Rui Vieira</author>
      <description><![CDATA[Há vários dias que se tem falado do facto dos demónios reconhecerem o Cristo.<br />
Reconhecem-No quando percebem que está ameaçado o seu dominio sobre o género humano, segundo a perspectiva do narrador.<br />
<br />
Tem-se procurado estabelecer uma relação entre a confissão de Pedro acerca da filiação divina, e o reconhecimento demioniaco dessa filiação.<br />
<br />
É evidente (e isto pode chocar ouvidos mais pudicos), que as afirmações, ou confissões sobre a verdadeira filiação divina de Cristo, que nas narrativas evangélicas nos aparecem na boca de vários personagens, são já uma construção literária da comunidade cristã primitiva. Como? Porque só na ressurreição de Cristo, após a sua paixão e morte, se perceberá a verdadeira dimensão e novidade deste ser Filho Unigénito de Deus.<br />
<br />
Naturalmente que se pode admitir que ocorreram confissões de filiação divina perante os sinais que Jesus fazia. Mas é forçoso que nos perguntemos: que tipo de Filho de Deus era concebido por aqueles que o confessavam?<br />
O amigo Vitor mencionou Mateus 16,16, onde aparece Pedro a formular uma confissão sobre a Filiação divina. Mas temos que prosseguir na narrativa. O que acontece a seguir? Cristo institui o primado petrino, e depois anuncia a sua morte (VV 21-23).<br />
Já sabemos qual foi a reação de Pedro: &quot;[i]Deus não o permita, Senhor! Isso jamais te há-de acontecer[/i]&quot;. Também sabemos a resposta de Cristo: &quot;[i]Afasta-te de mim satanás! Tu é pedra de torpeço, porque não pensas as coisas de Deus mas as dos homens[/i]&quot;.<br />
<br />
Isto para salvaguardar que a ideia de filiação divina que possam ter tido os discipulos antes da ressurreição, não era a verdadeira filiação, nem o verdadeiro messianismo de Cristo. Não há duvida que, nesta confissão, apenas era vislumbrado o filho de Deus, glorioso, que haveria de expulsar os romanos, e restaurar definitivamente o reino de Israel, bem na esteira literalista da apocaliptica judaica.<br />
<br />
Naturalmente que, devido a este perigo de adulteração da verdadeira figura do Filho, Cristo tenha imposto o segredo messiãnico, presente sobretudo em Marcos, mas também nos restantes sinópticos, embora de forma menos incidente.<br />
O Filho de Deus vislumbrado antes da paixão, morte e ressurreição era o filho de Deus politico, poderoso, vitorioso, e era assim que os ouvintes de Jesus o viam.<br />
<br />
Judas Iscariotes, provavelmemnte um zelosta, entregou Jesus para tentar forçá-Lo a, finalmemte, agir com poder, expulsar os romanos, e restaurar o reino de Israel. Já sabemos o desfecho.<br />
<br />
Assim, fica-se a perceber que nada obsta a que os demonios fizessem essa confissão acerca da filiação divina.<br />
Também não era necessário ter tido a visão de Deus para fazer essa confissão; nós nunca vimos Deus, e fazemos essa confissão intelectual, e sobretudo espiritual, ou seja, a nossa vida torna-se confissão.<br />
A confissão do demonio é confissão intelectual, e nada mais do que isso.<br />
<br />
É evidente que, para o evangelista, e sobretudo para o evangelista, o importante não é fazer teologia sobre o demonio. O evangelista quer construir uma narrativa onde sobressaia o Cristo, Filho de Deus vivo, que o autor quer tornar acessivel ao seu público. Na narrativa, a presença do demónio surge como intrumento ao serviço da catequese.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70330#msg-70330</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 16:50:44 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70329#msg-70329</link>
      <author>vitor*</author>
      <description><![CDATA[Ai é ? Então rebate as minhas afirmações se fores capaz. não basta acreditar simplesmente porque se quer acreditar, se calhar, porque dá jeito nalgum tipo de bruxaria que andas metida que a pessoa acredite que tem um demónio. Mas isso não é verdade. eu não digo que os demónios não existem eles existem mas não tem corpo espiritual também não me parece que sejam meras figurações do mal como alguns querem fazer entender(exactamente porque a figuração apela uma figura que tenta significar, mas que não existe de verdade e os demónios existem), são como sombras no meu entender. A sombra não tem corpo, nem espirualidade própria(nem espírito),mas vive, materializa-se e torna-se eco das nossas fraquezas e debilidades.<br />
Por isso demónios são personagens complexas como já disse atrás às quais não me tenho atrevido a decifrar, porque nem eu julgo ser capaz. <br />
<br />
O instrumento catequético não quer dizer que seja apenas ficticio, baseado numa fantasia, mas que é efectivo.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70329#msg-70329</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 15:56:23 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70328#msg-70328</link>
      <author>Anori</author>
      <description><![CDATA[Instrumento catequético? Simplesmente instrumento catequético! Faz parte da realidade...faz parte da nossa história, é indissolúvel da mm forma que é indissolúvel a entrega de Jesus e a sua ressurreição...]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70328#msg-70328</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:22:34 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70327#msg-70327</link>
      <author>vitor*</author>
      <description><![CDATA[[quote Jorge Gomes][quote vitor*]Eles fizerem como Pedro fez, quando o senhor perguntou quem dizem vocês que Eu Sou ao que pedro respondeu tu és o Messias, Filho De Deus.[/quote]<br />
<br />
Primeiro você fala dos demonios que Jesus expulsou, casos de possessão, depois vem-me falar do Pedro quando Jesus disse &quot;para tras de mim satanas&quot;, um caso em que não há possessão de espiritos malignos e nem foi por causa dessa frase que Jesus disse isso... Neste caso o Pedro não estava obviamente possesso de nenhum espirito, não era o demonio que estava a falar, e Jesus não expulsou nenhum demonio de Pedro, Pedro estava empolgado com a declaração de Jesus e já queria &quot;chavear&quot; Jesus dentro de suas concepções e ideias e que não cogitavam com a vontade do Pai... Pedro agora já não estava a dar algo &quot;recebido&quot; como na afirmação anterior falando sobre quem era Jesus, mas sim algo criado por ele mesmo, uma projecção, uma fantasia. E é nessa hora que se manifestam os &quot;satanazes&quot;. Os que fazem oposição a Jesus, em nome de alguma justiça, algum amor, algum interesse, algum sonho, algum senso, alguma coisa qualquer. Pedro, naquele momento era um &quot;satanás&quot;, mesmo em nome de uma vontade de preservar e um zelo &quot;apaixonado&quot;. Ele não queria que Jesus morresse, é normal, mas Jesus queria fazer a vontade do Pai que não era a vontade de Pedro.<br />
Quanto a possessões Jesus expulsava demônios, repreendia-os e anulava o discurso deles. Quando os discípulos voltaram da missão que Jesus os confiou super alegres porque os demônios se submeteram à ordem deles, Jesus não fez festa junto e nem julgou aquilo uma grande coisa.<br />
Disse que já tinha visto Satanás cair do céu como um raio. E que a alegria deles não devia estar nisto, pois esta notícia da derrocada de satanás e sua humilhação era antiga. Eles deviam se alegrar pela boa nova: o nome deles estava inscrito no Livro da Vida! Isto sim é motivo de alegria. Portanto, Jesus proclamava o despojamento das potestades e o triunfo total dele.<br />
Depois veio o Lucas falar muito bem sobre o caso de satanas cirandar Pedro, e tambem podiamos falar do espinho da carne de Paulo, que diz que era um mensageiro de satanas mandado a ele, e não era nenhum espirito a possuir paulo de certeza, se calhar era algum carteiro do diabo há por ai muitos, mas esse mensageiro de satanas Deus permitia isso na vida de Paulo, algo que foi colocado providencialmente no viver intimo e quotidiano de Paulo, alguma provação na vida dele, sentir dor e fraqueza, sei lá, algo que podia ser usado como argumento de Satanás contra ele para que ele crescesse na Graça, se aperfeiçoasse a obra de Deus na vida dele e não se exaltasse com as revelações recebidas, mas agora não vou desenvolver isso.<br />
Quanto àquilo de Pedro, Jesus disse que Satanás estava ansioso por armar uma boa cilada para a mente, sentimentos e coração-espírito de Pedro mas que Ele Jesus tinha orado por ele Pedro para que a fé não desfalecesse e as portas do inferno não prevalecessem. E a garantia era tão grande que Jesus logo disse: &quot;Tu, quando te converteres, fortalece os teus irmãos&quot;. Era só questão de tempo para a &quot;ciranda&quot; diabólica se tranformar em aperfeiçoamento da obra de Deus na vida de Pedro. E essa obra colocava Pedro na direcção de abençoar os outros através da experiência dele.<br />
Portanto Jesus não ignorava os designios do diabo e deixava claro que havia uma luta e uma resistência a ser experimentada pelos seus discípulos. E essa resistência não é egoista e egocentrista, mas incluia o amor e o cuidado pelos irmãos.[/quote]<br />
<br />
<br />
15Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» 16Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «[b]Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.[/b]»<br />
<br />
Mt 1,24 Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? [b]Sei quem Tu és: o Santo de Deus.[/b]»<br />
<br />
Repare nestas duas passagens elas são distintas, mas tem algo de semelhante e qué central na confissão de Pedro e que está a negrito. Outra diferença é que o reconhecimento dos demónios é feito no inicio do evangelho e a confissão de Pedro é feita no fim. Utilizando Fortea como fonte segundo a nossa Anorie e também algum conhecimento do Mundo Cristão os Demónios  nunca viram Deus. A menos que aleguem que o Inferno tem serviços secretos de informaçaõa para saber oq ue se passa no céu, não há forma de os demónios saberem quem era e como era Deus, nem quando era a sua vinda à terra. já que o próprio Filho De Deus Jesus diz em outra passagem que nem ele conhece todas as coisas(mesmo falando com a autoridade de servo) só o Pai(quando se refere nomeadamente ao dia do juízo), quanto mais os demónios ou o diabo, mesmo sendo espirituais ou outra.Isso não interessa. Só Deus é omnisciente.Ora se os demónios nunca viram Deus não sabiam de quando a sua vinda à terra, como podem eles ser os primeiros a reconhecer quem Jesus era, sabendo como jesus também diz a Pedro que isso era um privilégio do espírito santo que o revelava aos corações de boa vontade. Interpelei a Anori com isto e ela respondeu que os demónios não sabiam quem em ele era só sabiam que era alguem importante tal como diz fortea. tese corrmpida, porque não só os demónios dizem que Jesus é &quot;filho de Deus&quot;(palavra por palavra), como também são capazes de pelos seus actos reconhecer que ele é importante. Pergunta: e os discipulos não? aqueles que confiavam nele não? Serai preciso chegar ao final do evangelho para isso acontecer. Os demónios de uma assentada no inicio do evangelho reconhecem Cristo, pelos seus actos e Pedro só reconhece no final do evangelho. Não faz sentido meus senhores.<br />
<br />
<br />
Os demónios podem fazer parte de algo bastante complexo, que pode ter a ver ao mesmo tempo com raízes culturais e da mesma forma serem instrumento catequètico, tanto de jesus como dos apóstolos e evangelistas.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70327#msg-70327</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 13:21:45 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70326#msg-70326</link>
      <author>vitor*</author>
      <description><![CDATA[Gosto da ideia quando diz que Jesus era um homem comum por isso o torna um salvador tão incomum. Mas cuidado, comum é diferente de vulgar. Igual em tudo menos no pecado.<br />
<br />
também gosto quando diz que jesus não é um exemplo impossível de seguir, claro é ou deveria ser óbvio. Não se pretende que se imite a divindade de Jesus, mas simplesmente a humanidade, mais humana que todas(mas não super-humana). Humana no sofrimento, na angústia, na tentação(por isso rejeito a visão do evangelista João), na humildade. Acho até que é escusado repetir isto. As pessoas aqui tem a obrigação de entender isto.<br />
<br />
Rejeito também que se faça um bipartido da pessoa de Cristo. Embora Agostinho diga que ele age umas vezes como homem(quando diz que só o Pai sabe quando será o dia), ou como Deus(quando diz que&quot;Eu e o Pai somos Um&quot;) o homem e Deus que Jesus era não se divide e assume dupla personalidade, ora umas vezes como Deus, ora umas vezes como homem, em tempos diferentes. O que eu penso que se passa é que se tornou em certas situações útil ao homem e a Deus, reunidos e unidos da pessoa de Cristo que ele assumisse umas vezes a autoridade  de servo e outras a autoridade de Deus, mas a essência com que o fazia, era como sendo ao mesmo tempo e a todo o tempo e indistintamente, 100% homem, 100% Deus. Por isso quando Jesus ora fá-lo como sendo 100% Deus 100% homem, embora possa para o entendimento [b]do homem que vê[/b] assumir a autoridade d servo que ora, assume também a de Deus(aquilo que [b]o homem não vê[/b]) que se interrelaciona, com as outras pessoas da trindade. Porque onde há amor há diálogo.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70326#msg-70326</guid>
      <pubDate>Thu, 29 Jul 2010 12:24:27 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70324#msg-70324</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote camilo]não me parece que fosse uma questão sexual, mas antes sentimental. A paixão amorosa deslumbra a pessoa, na grande maioria dos casos a maternidade/paternidade muda profundamente a forma como a pessoa se vê a si mesma e sente o seu lugar no mundo, o &quot;centro de gravidade&quot; do seu ser passa a estar centrado nos filhos, provavelmente quem interpelou M. Martins vive em função dos seus filhos e são eles que lhe dão o sentido da vida. Para muitas pessoas essa é a vocação da sua vida, daí a não conseguirem perceber que outras pessoas podem ter outras vocações que lhe dão um sentido tão ou mais pleno à vida é um passo. Provavelmente essa pessoa vive assim e tem dificuldade em perceber que outras vivências podem ser igualmente plenas, humanizantes.[/quote]<br />
<br />
Bem notado, mas qdo escrevi não pensei primeiramente na pessoa referida pelo M.Martins, seria injusto, então é uma boa oportunidade então para fazer essa ressalva. O que escrevi foi antes um desabafo diante de certos comentários que encontro, tb fora do fórum. Esse tema geralmente não me incomoda, minha atenção normalmente escolhe outros, mas que seja.<br />
<br />
Na continuação, imagino que não vão gostar, mas não diferencio o amor de Jesus do amor de um outro homem. Não o vejo como &quot;de uma outra ordem&quot; ou num nível &quot;fora do alcance&quot;. Jesus era um homem &quot;comum&quot;, justamente isso o torna um Salvador tão &quot;incomum&quot;, assim que entendo. Causam-me verdadeira aversão aquelas teorias fantasiosas de Jesus indo estudar na Tibet, Egito ou Havard durante o período da infância. Na mesma linha, trazer à vida peças de barro ou realizar coisas fantásticas no templo são ideias que não fazem minha cabeça. Tão humano que só podia ser divino, Deus não nos propôs um exemplo impossível para imitar.<br />
<br />
PS: gosto da leitura do [url=http://irmaosdenazare.webs.com/quemcharlesdefoucuald.htm]Beato Charles Foucauld[/url]<br />
<br />
[]]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70324#msg-70324</guid>
      <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 20:43:57 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Exorcistas!!!</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70323#msg-70323</link>
      <author>Rui Vieira</author>
      <description><![CDATA[[quote]Até que ponto há coisas que são simplesmente naturais e que não são nem bem nem mal e nós catalogamos como sendo bem ou mal?[/quote]<br />
<br />
Até ao ponto de você ser capaz de ver nessa naturalidade a presença de Deus Criador, que é Bondade, e que só cria algo bom.<br />
<br />
Ou seja, até ao ponto de ver na naturalidade, bondade, mas não uma bondade infinita, não uma bondade dotada de qualidades infinitas; não. Naturalidade dotada de perfeição finita, por isso mesmo contingente, alternante. Mas isso não é maldade. É a finitude da bondade.<br />
<br />
Mas voce focou um aspecto importante; vamos ver.<br />
<br />
[quote]Nós que somos seres que atribuimos valores, juízos éticos de bem e de mal de acordo com as nossas convicções e capacidades de julgar, de acordo com a nossa moral religiosa e não religiosa, científica, filosófica, enfim, valorações desse tipo?[/quote]<br />
<br />
De facto somos nós que valoramos, somos nós que dizemos agora o que é a vida ou morte, alegria ou sofrimento.<br />
<br />
Não consigo deixar de me recordar do relato da queda,e de toda a teologia subsequente acerca do pecado original, e dessa tal entrada tão misteriosa da morte no mundo humano!<br />
Mas não foi o desaparecimento fisico, a doença, a velhice, uma constante na humanidade, e não só da humanidade como de qualquer ser vivo?<br />
Sim, sem duvida.<br />
Mas, porém, eis que o pecado deixa turva a minha visão.<br />
A morte entrou no mundo pelo pecado, diz a teologia cristã. Sim, de facto entra no mundo a morte como algo doloroso, pavoroso, devido ao pecado. <br />
Não a morte como fenomeno fisico, mas sim a experiencia desta, bem como da doença.<br />
Agora sim, devido ao pecado, fazemos verdadeira experiência de morte.<br />
(escusado seja dizer que não leio Gn de forma literalista).<br />
<br />
Por outro lado, as suas palavras que citei acima, parecem colocar uma grande duvida sobre a bondade das coisas, e, consequentemente, sobre a verdade das coisas.<br />
Só em Deus se percebe o valor e verdade das coisas.<br />
Pode-me falar em subjectivismo moral, ético, mas não se esqueça que tal subjectivismo não é patrimonio cristão.<br />
<br />
[quote]Claro que Deus não criou, de forma directa, a inveja, a traição, a avareza, o egoísmo etc etc. <br />
Mas Deus criou a capacidade de haver a maldade, ao criar a possibilidade de subproduzirmos o bem e o mal, ao dar a liberdade às suas criaturas como elemento inerente a elas e por conseguinte responsabilizando-as, criaturas que dão formas criativas e que causam aberrações cada vez mais aterradoras... <br />
Directamente e indirectamente, Deus é o patrao de toda criação, mas isso não faz de Deus, um ser onde habita maldade. Afinal, o subproduto do mal é esculpido pelo ser humano e fatalmente, somos nós, exclusivamente, que nos tornamos o vilão e vítima do mal. <br />
[/quote]<br />
<br />
Então vamos distinguir as coisas.<br />
E vamos considerar o mal humano, comportamental, moral.<br />
Esse mal é obra do homem, e o homem é mantido na existencia por Deus, é criado por Deus! Logo, Deus é autor desse mal moral.<br />
Deus é autor formal, mas não moral do mal humano. O homem é autor formal e moral do mal humano.<br />
<br />
[quote]Quanto ao conceito de mal é muito complexo e dava para divagar por muito lado, agora é que vai ser, por exemplo o mal também pode ser visto no sentido de algo fora da moral, e nesse sentido o mal como criado pelos próprios homens, quando fizeram esse acordo tácito chamado &quot;moral&quot; (A Genealogia da Moral, do Nietzsche é um bom livro sobre o assunto). <br />
[/quote]<br />
<br />
Obviamente que, nessa perspectiva ateia, haver uma moral é, segundo Nietzsche, mal.<br />
Sucede que me coloco na questão como crente, e não como ateu.<br />
Imagino que o livro seja bom, para um bom ateu, como o seu autor. <br />
Pessoalmente não gosto dos escritos desse filósofo.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,12296,70323#msg-70323</guid>
      <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 19:42:36 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70322#msg-70322</link>
      <author>camilo</author>
      <description><![CDATA[não me parece que fosse uma questão sexual, mas antes sentimental. <br />
A paixão amorosa deslumbra a pessoa, na grande maioria dos casos a maternidade/paternidade muda profundamente a forma como a pessoa se vê a si mesma e sente o seu lugar no mundo, o &quot;centro de gravidade&quot; do seu ser passa a estar centrado nos filhos, provavelmente quem interpelou M. Martins vive em função dos seus filhos e são eles que lhe dão o sentido da vida. <br />
Para muitas pessoas essa é a vocação da sua vida, daí a não conseguirem perceber que outras pessoas podem ter outras vocações que lhe dão um sentido tão ou mais pleno à vida é um passo. Provavelmente essa pessoa vive assim e tem dificuldade em perceber que outras vivências podem ser igualmente plenas, humanizantes. <br />
<br />
O amor materno/paterno é algo dificilmente igualavel por outros amores, mas Jesus era plenamente homem mesmo sem ter sido pai do ponto de vista humano, como a qualidade do amor que temos depende da qualidade da pessoa que somos Jesus amava os seus mais próximos melhor que um pai ou uma mãe amam os seus filhos e a Deus-Pai de uma forma que é para nós inimaginável. Daí Jesus orar tanto e tão intensamente.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70322#msg-70322</guid>
      <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 17:17:31 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70321#msg-70321</link>
      <author>Albino O M Soares</author>
      <description><![CDATA[Ainda a propósito da Fé de Jesus diria que por esta via se poderá dizer que o mais importante da Poesia é ser poeta, o mais importante da Filosofia é ser filósofo, o mais importante do cristianismo é ser pessoa na dimensão que os direitos humanos lhe dão.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70321#msg-70321</guid>
      <pubDate>Wed, 28 Jul 2010 09:00:13 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70320#msg-70320</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote Aristarco]Não consigo compreender porque é que, para se retirar um sentido simbólico de um episódio, é necessário reduzi-lo a algo não histórico.<br />
O facto de haver um sentido simbólico no episódio da perda de Jesus, retira-lhe historicidade? A providência de Deus não entra aqui?[/quote]<br />
<br />
Não é necessário e não retira 'per si' a historicidade, mas basta um reconhecer a hipótese que os mais afoitos rasgam as vestes. Se ler novamente os posts pode notar: &quot;talvez&quot;, &quot;é provável&quot;, &quot;é possível que&quot; etc. Ao contrário, literalistas sequer consideram a possibilidade, pq não distinguem catequese de história. Nessa linha, no caso extremo existe gente que afirma que não existiram dinossauros pq não aparecem no Genesis. No outro extremo, do lado oposto, gente afirmando que Jesus não existiu historicamente. Tanto um quanto o outro, os dois extremos são péssimos!<br />
<br />
Paz e Bem.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70320#msg-70320</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 21:35:13 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70319#msg-70319</link>
      <author>sol</author>
      <description><![CDATA[lol, mas se for o gandi a dizer que se deitava nu com sobrinhas de 18 anos também elas nuas para se expôr ao sacrifício dos desejos carnais já é um grande exemplo.<br />
o problema não é a crítica ao celibato ou à abstinência sexual per se, é a essa mesma abstinência sexual se for uma proposta cristã. se for uma proposta exótica, preferencialmente orientalizante, com meia dúzia de tretas esotéricas à mistura, já é louvável e bonito.<br />
<br />
é só um desabafo meio a despropósito, mas torna-se um pouco ridículo medir a humanidade de Cristo pela sua sexualidade quando não se põe em causa a humanidade de outros homens e mulheres - santos cristãos ou mesmo provenientes de outras religiões - que decidiram optar pelo mesmo estilo de vida.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70319#msg-70319</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 20:42:49 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70318#msg-70318</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[Olá camilo, depois de reler sua msg acho que agora percebi o problema a que se referia:<br />
<br />
[color=#0033CC][quote M.]Perguntou-me ela, se Jesus, tendo sido 100% homem, não poderia ter casado e ter tido filhos. Porque, diz ela, Jesus poderia ter vivido plenamente a sua condição humana integrando nela um projecto de amor a dois com filhos. Sendo 100% homem, essa dimensão não lhe estaria vedada, e [u]cumpriria a 100% o ser-se homem, sentindo o amor humano na sua faceta conjugal.[/u][/quote]<br />
<br />
tempos novos, preconceitos novos...  agora uma pessoa que não case e tenha filhos já não é 100% humana!<br />
<br />
[quote firefox]Alguém aqui disse isso?[/quote]<br />
<br />
Aqui não, mas quem interpelou M. Martins tinha isso no pensamento.[/color]<br />
<br />
Parece-me agora que vc tem razão na crítica. Não tinha reparado bem na frase, antes a havia interpretado como não excludente, como se ali houvesse uma elipse de um &quot;também&quot;: (também) cumpriria a 100% o ser-se homem. Essa leitura, entretanto, parece-me agora despropositada, fui ingênuo, o mais provável mesmo é a leitura que vc fez e que gerou a crítica.<br />
<br />
[color=#0033CC][quote firefox] Não percebi, não me pareceu isso.[/quote][/color]<br />
<br />
Vejo que o erro foi meu e sua percepção foi acertada. Quem fez a colocação parece que tinha mesmo em mente que somente será 100% humano quem se casa e tem filhos, o que é uma tremenda tolice (!). É preconceito sim e, seguindo nessa mesma linha, qualquer um poderia afirmar que ninguém é completamente humano, e é mesmo impossível sê-lo, pq homem nenhum poderá nunca realizar em si todas as vocações ao mesmo tempo tempo. Isso é ridículo. Se é verdade que quem não se casa &quot;não experimenta o amor conjugal&quot;, também é que quem não dá a vida por alguém que sequer conhece &quot;não experimenta o amor maior&quot;, e que quem &quot;não se faz eunuco pelo Reino&quot; não experimenta um tipo de &quot;amor de quem se doa sem esperar retribuição&quot;. No lugar de querer experimentar de tudo, outro tipo de gula, há maior sabedoria em seguir bem no caminho que escolheu.<br />
<br />
A mentalidade atual parece referir tudo ao genital mesmo, o sexo é vendido como a panaceia para resolver todos os males e haja pornografia. Assim, quem escolhe uma vida celibatária hoje deve parecer para essa gente quase como um ET, mas já não devia ser muito diferente na época antiga: antes como agora acham normal a orgia.<br />
<br />
Não tenho nada contra o celibato, o que defendia noutra discussão é que não deveria ser obrigatório. Apenas isso.<br />
<br />
Paz e Bem.]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70318#msg-70318</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 17:59:56 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70317#msg-70317</link>
      <author>Aristarco</author>
      <description><![CDATA[Não consigo compreender porque é que, para se retirar um sentido simbólico de um episódio, é necessário reduzi-lo a algo não histórico.<br />
O facto de haver um sentido simbólico no episódio da perda de Jesus, retira-lhe historicidade? A providência de Deus não entra aqui?]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70317#msg-70317</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 17:21:15 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Catequese] Re: Cânticos com acordes para viola</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?7,67029,70316#msg-70316</link>
      <author>Maria1</author>
      <description><![CDATA[O meu nome é Conceição e tenho estado a fazer uma recolha de cânticos com acordes que juntei num só documento. <br />
<br />
Podem fazer o download em:[url=http://materialdecatequese.webnode.pt]materialdecatequese.webnode.pt[/url]]]></description>
      <category>Catequese</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?7,67029,70316#msg-70316</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 13:45:09 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70315#msg-70315</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote camilo]tempos novos, preconceitos novos...  agora uma pessoa que não case e tenha filhos já não é 100% humana!<br />
<br />
[quote firefox]Alguém aqui disse isso?[/quote]<br />
<br />
[color=#0000FF]Aqui não, mas quem interpelou M. Martins tinha isso no pensamento.[/color][/quote]<br />
<br />
Não percebi, não me pareceu isso.<br />
<br />
[quote camilo]E era perfeitamente possível que os pais só ao fim de um dia notassem a falta do menino Jesus. As pessoas na epoca viajavam em caravanas, nas grandes peregrinações as caravanas eram grandes e muitas vezes os homens e as mulheres viajavam separados. Os meninos tanto podiam ir com os homens como com as mulheres...<br />
<br />
[quote firefox]De fato muitas coisas são possíveis, mas se reparar não era esse o centro da discussão.[/quote]<br />
<br />
[color=#0000CC]claro que não, apenas o referi porque está na moda reduzir tudo a um mito, mesmo os acontecimentos centrais da vida de Jesus (não é o caso, mas enquadra-se nesta moda). Ora este acontecimento, Jesus andar perdido numa grande caravana e só se perceber que deve ter ficado em Jerusalém ao fim de um dia é perfeitamente plausivel, reduzir liminarmente isto a um mito por não se conhecer bem a realidade do tempo não é o mais recomendavel.[/color][/quote]<br />
<br />
Em princípio me agrada uma [i]exegese positiva[/i], mas não tenho esse pavor que muitos tem com as exegeses que reconhecem a leitura simbólica. Aliás, muitas simbologias e alegorias já eram comuns na patrística, nem sequer são criação de teólogos modernos como alguns imaginam.<br />
<br />
Referindo a apresentação e o encontro do menino no templo, é possível uma leitura literalista, possível mas pouco provável, há de convir. Se mesmo hj, até pais relapsos atentam para não perder seus filhos qdo vão em um shopping, imagine uma família naquele tempo, viajando numa caravana que vai atravessar o deserto. Muito mais provável que estejamos presenciando uma construção catequética do evangelista Lucas, que certamente não teve intenção de noticiar um desleixo dos pais na sagrada família, mas fazer uma ligação da tradição do AT com o NT, para uma comunidade de leitores gregos. Repare o cuidado que Lucas dedica ao tempo da infância, anterior ao início da pregação, mais do que qq outro evangelista. Ele o tempo todo traça um paralelo entre os dois enviados, João Batista e Jesus, fazendo a passagem do AT ao NT: dois anúncios angélicos, dois nascimentos especiais (de uma estéril e de uma virgem), etc. Ainda, o encontro das duas mães e o encontro dos dois enviados, em ambos os casos com o antigo fazendo reverência ao novo, até concluir na passagem com Simeão.<br />
<br />
Não vejo nenhum motivo para escândalo em destacar os símbolos todos presentes no evangelho.<br />
<br />
Paz e Bem]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70315#msg-70315</guid>
      <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 03:44:10 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Adro da Igreja] Re: &quot;Qu'é qu'andas a ver/ouvir?&quot;</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70314#msg-70314</link>
      <author>Anori</author>
      <description><![CDATA[lol...és super fashion! <br />
<br />
<br />
Para quem gostar...<br />
<br />
http://www.youtube.com/watch?v=XK_4Z5DZcNM]]></description>
      <category>Adro da Igreja</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70314#msg-70314</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:43:55 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70313#msg-70313</link>
      <author>camilo</author>
      <description><![CDATA[[quote firefox][quote camilo]tempos novos, preconceitos novos...  agora uma pessoa que não case e tenha filhos já não é 100% humana![/quote]<br />
<br />
Alguém aqui disse isso?<br />
<br />
[color=#0000FF]Aqui não, mas quem interpelou M. Martins tinha isso no pensamento.[/color]<br />
<br />
[quote camilo]E era perfeitamente possível que os pais só ao fim de um dia notassem a falta do menino Jesus. As pessoas na epoca viajavam em caravanas, nas grandes peregrinações as caravanas eram grandes e muitas vezes os homens e as mulheres viajavam separados. Os meninos tanto podiam ir com os homens como com as mulheres...[/quote]<br />
<br />
De fato muitas coisas são possíveis, mas se reparar não era esse o centro da discussão.<br />
<br />
[color=#0000CC]claro que não, apenas o referi porque está na moda reduzir tudo a um mito, mesmo os acontecimentos centrais da vida de Jesus (não é o caso, mas enquadra-se nesta moda). Ora este acontecimento, Jesus andar perdido numa grande caravana e só se perceber que deve ter ficado em Jerusalém ao fim de um dia é perfeitamente plausivel, reduzir liminarmente isto a um mito por não se conhecer bem a realidade do tempo não é o mais recomendavel.[/color]<br />
<br />
[][/quote]]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70313#msg-70313</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 19:19:27 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70312#msg-70312</link>
      <author>camilo</author>
      <description><![CDATA[[]]]></description>
      <category>Geral</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70312#msg-70312</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 19:19:05 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70311#msg-70311</link>
      <author>firefox</author>
      <description><![CDATA[[quote camilo]tempos novos, preconceitos novos...  agora uma pessoa que não case e tenha filhos já não é 100% humana![/quote]<br />
<br />
Alguém aqui disse isso?<br />
<br />
[quote camilo]E era perfeitamente possível que os pais só ao fim de um dia notassem a falta do menino Jesus. As pessoas na epoca viajavam em caravanas, nas grandes peregrinações as caravanas eram grandes e muitas vezes os homens e as mulheres viajavam separados. Os meninos tanto podiam ir com os homens como com as mulheres...[/quote]<br />
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De fato muitas coisas são possíveis, mas se reparar não era esse o centro da discussão.<br />
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[]]]></description>
      <category>Geral</category>
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      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 19:05:39 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Jesus e o amor humano</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,70242,70310#msg-70310</link>
      <author>camilo</author>
      <description><![CDATA[tempos novos, preconceitos novos...  agora uma pessoa que não case e tenha filhos já não é 100% humana!<br />
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São Paulo explica isto numa das suas epistolas. A dedicação absoluta ao anuncio tornava desaconselhavel que Jesus se casasse. Para além de confusões teologicas que isso causaria na igreja primitiva. <br />
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E era perfeitamente possível que os pais só ao fim de um dia notassem a falta do menino Jesus. As pessoas na epoca viajavam em caravanas, nas grandes peregrinações as caravanas eram grandes e muitas vezes os homens e as mulheres viajavam separados. Os meninos tanto podiam ir com os homens como com as mulheres...]]></description>
      <category>Geral</category>
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      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 18:24:21 +0100</pubDate>
    </item>
    <item>
      <title>[Geral] Re: Uma pertença sofrida: católico, cristão, &quot;apesar de&quot;...</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,44946,70309#msg-70309</link>
      <author>camilo</author>
      <description><![CDATA[Eu lido bem com o que me parecem ser as imperfeições da doutrina e da prática da Igreja, pela simples razão de que sinto que tenho imperfeições bem piores.<br />
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Quando me incentivaram a fazer alguma atividade na Igreja, alguma ação pastoral hesitei por causa disso mesmo. Tendo eu tantos defeitos, alguns bem notórios e de importância, será que o meu empenho não servia mais para afastar que para aproximar da mensagem de Cristo. Os meus defeitos não iriam envergonhar publicamente Jesus Cristo e a Igreja? Não iriam servir para serem apontados publicamente como justificação para um afastamento da Igreja e da mensagem cristã?<br />
Talvez fosse melhor eu permanecer um cristão semi-oculto, na sombra?<br />
Apesar da minha hesitação comecei a participar nas atividades da Igreja, preferindo as que me permitem ficar mais na sombra.<br />
Não digo isto por humildade, uma das criticas que me fazem é que sou orgulhoso, e sou obrigado a concordar que tenho essa infeliz tendencia de forma bastante vincada. <br />
Simplesmente é assim que sinto e penso.<br />
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A igreja tem defeitos? Claro que tem, a Igreja é obra divina e humana, e tudo o que é obra humana tem defeitos. A Igreja caminha, aperfeiçoa-se, aperfeiçoa-se porque não é perfeita, como não são perfeitos os cristãos.<br />
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Analisando agora algumas das criticas que aqui são colocadas, começando pelas do Luis Gonzaga.<br />
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O [b]marianismo[/b]... não me parece que seja mau amar Maria, nem que se ame excessivamente, quem ama verdadeiramente a Deus ama as suas obras e nessas obras Maria tem um lugar destacado. <br />
Além disso há que considerar, mais uma vez, os aspectos psicologicos da pastoral. Vejo muitas propostas pastorais, mas as pessoas aderem mais às propostas &quot;marianistas&quot;, haverá nisto muito complexo de Édipo, muitos reflexos de uma vivencia pessoal com um amor materno de melhor qualidade que um amor paterno. Não é Maria que tem um lugar excessivamente destacado na pastoral, na devoção e no amor dos católicos, não se deve &quot;diminuir&quot; Maria, antes aumentar o lugar do Espirito Santo. Pastoralmente parece-me um erro crasso, uma deficiente compreensão da psicologia e das motivações das pessoas procurar &quot;diminuir&quot; Maria julgando que daí advem um aumento do amor por Deus e em particular uma maior relevancia ao Espirito Santo. Não, vamos a Deus atraves uns dos outros, é atraves do proximo, de outros seres humanos que chegamos a Deus. Deus está em cada um de nós, é através do próximo, também através de Maria que vamos subindo no caminho da fé. Bem, podem existir exageros, mas nada de relevante.<br />
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2) [b]O papel da mulher na Igreja[/b] e 5) [b]Igreja Católica Romana por vezes pouco católica (universal) e muito romana.[/b]<br />
E porque junto estes dois pontos? Porque se acham a igreja catolica conservadora ortodoxa é-o muito mais. A grande esperança do dialogo ecuménico é com a apostolica igreja ortodoxa, não com o protestantismo (que aliás por baixo de uma aparencia vicosa está muito estiolado). E aqui mudar radicalmente o papel da mulher na Igreja é correr o risco de matar o dialogo ecumenico durante decadas. Depois as sensibilidades em relação à ordenação de mulheres variam muito, e criticar a Igreja Católica por não permitir a ordenação de mulheres que seria aceite sem muitas dificuldades em ambientes cosmopolitas europeus, mas não noutras culturas é precisamente correr o risco de cometer o erro que se critica no ponto 5, e não pensar que tudo o que se aprova na Igreja não é relevante apenas para a europa, mas também para todo o mundo.<br />
Algumas notas ainda sobre este ponto.<br />
Maria silenciosa? Só na aparência. A Maria depois de educar Jesus Cristo, foi-lhe confiado o Apostolo João. O cristianismo dificilmente atingiria a dimensão espiritual que atinge sem os extraordinarios escritos de São João. É também notória a influencia direta de Maria no evangelho de São Lucas, Lucas que foi por sua vez discipulo de São Paulo. Não há indicações explicitas nos evangelhos da influencia de Maria na Igreja primitiva, mas nas entrelinhas conseguem-se intuir indicios de que Maria teve uma influência primordial no desenvolvimento do pensamento teologico da Igreja. <br />
Ainda sobre o papel da mulher na Igreja. Ao contrário do que o Luis Gonzaga afirmou João Paulo II não fez nenhuma proclamação dogmatica sobre o papel da mulher na Igreja, a formula usada foi dúbia, mas ninguém considerou aquela declaração uma proclamação dogmática. <br />
Na antiguidade a Igreja destinou um papel para as mulheres que representava um progresso em relação ao que lhe era dado no mundo civil. Que deveria fazer a Igreja hoje? Se existirem duvidas doutrinais não deve fazer nada. Na minha opinião as razões doutrinais para impedir o acesso das mulheres ao sacerdócio são irrelevantes. Existem razões pastorais e terão sido essas que terão levado Jesus Cristo a não escolher nenhuma mulher para o grupo dos apostolos. Será que essas razões pastorais são ainda hoje importantes? Duvido, mas mesmo assim parece-me prudente antes de ordenar mulheres confiar-lhe cargos relevantes dentro da Igreja, não faltam na Igreja cargos de crucial importancia que podem ser desempenhados por mulheres (e por leigos). O resto poderia ser feito com prudencia e sem que isso levantasse problemas. Acho até que é urgente fazê-lo. O dialogo ecuménico deve ser baseado em bons motivos e o costume não é um motivo razoavel. Não deve esta mudança ser fundamentada principalmente em sondagens, mas sim em principios morais inerentes à propria mensagem cristã.<br />
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[b] 3) A Humanae Vitae, a contracepção e atitude da Igreja perante a sexualidade[/b]<br />
A atitude da igreja foi e ainda é muitas vezes realmente erradamente negativa em relação ao sexo (já a sexualidade é tão intrinseca à natureza humana que é dificil ser-se-lhe opor-se - isto é uma subtileza que pode não estar compreensivel à leitura). Mas as razões estatisticas apresentadas pelo Luis Gonzaga para repudiar essa doutrina são completamente irrelevantes. Haverá ainda menos pessoas capazes de seguir plenamente o mandamento do perdão, em tempos mais ou menos distantes quase todos concordavam com a escravatura, etc. A Igreja deve ser fermento que mude a massa, ser for apenas mais massa apenas serve para deitar fora.<br />
Mas ao contrário da quase totalidade das pessoas ao analisar, no mundo ideal, a lógica inerente à Humanae Vitae apresenta-se-me inexpugnavel. Compreendo que à quase totalidade das pessoas ela se apresente absurda, o desejo é como um nevoeiro que cega. Mas a minha adesão lógica, racionalista a essa doutrina, dá-se no campo da lógica fria, matemática, desencarnada. Nesse campo a doutrina inerente à humanae Vitae parece-me a ideal. Eu não gosto que assim seja, mas se me desapegar do desejo sexual, se analisar isto com a frieza de uma equação matemática não posso discordar da doutrina da Humanae Vitae. No campo das ideias puras tudo encaixa na perfeição.<br />
Mas o mundo ideal, perfeito não existe e realmente parece-me que há um exagero na forma como a proposta de planeamento familiar é apresentada pela Igreja, um idealismo utopico que na grande maioria dos casos é impraticavel porque entra em conflito com outros valores importantes e a importancia dada ao repudio da contracepção parece-me exagerada, ainda por cima mal comunicada, dando origem a que visão da igreja sobre toda a sexualidade seja menosprezada, incluindo noutros campos aonde a mensagem seria melhor acolhida se a doutrina sobre a contracepção/planeamento familiar não fosse anunciada com uma rigidez que será propria de um mundo ideal, de quem procura a perfeição evangelica mas que raremente ocorre na realidade e que conflitua muito frequentemente com outros valores importantes. <br />
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[b]4) A pastoral do medo e regra do &quot;Não&quot;.[/b]<br />
Isto realmente existiu e ainda existem raros resquicios disto nalguns lados. Só muito tardiamente tomei conhecimento desta pastoral do medo (e com alguma surpresa). Agora o erro maior parece-me precisamente o oposto. Deve ser a regra do pendulo, passamos de um extremo ao outro. Da pastoral do medo à pastoral da irresponsabilidade, da salvação geral sem esforço. Embora me pareça que o maior problema seja mesmo a falta de relevancia de alguma da pastoral. O que nos conduz ao ponto 6)<br />
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[b]6) A insuficiente formação e espiritualidade de alguns sacerdotes.[/b] <br />
É muito pior a dos leigos em geral. E o pior é que a enorme maioria dos leigos para além de não terem formação não a querem ter. E quando a têm, muitas vezes de forma autodidacta é, na maior parte, dos casos fraca, destruturada. <br />
Com aliás é fraca a minha opinião dos autores que conheço e foram citados pelo Luis Gonzaga. Por exemplo o Anthony de Mello quando o li, tinha eu 20 anos, a ideia que fiquei foi a de ensinar um relativismo religioso que resultava de uma má compreensão do chamamente universal de todos à salvação e de ensinar também uma forma sofisticada de egoismo. Admirei-me na altura com a complacencia que tinham com tal autor. Já o Chopra parece-me apenas um vigarista bem falante.   <br />
Se pessoas de outras religiões terão a vida eterna? Claro que sim, mas não se pode usar isto como &quot;sou catolico, mas&quot; porque isto nos dias de hoje faz parte da doutrina da igreja. <br />
Se há bons autores não cristãos? Claro que há, um dos meus favoritos é Tagore.<br />
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As &quot;criticas&quot; do Zé. Tive um longo, mas bastante incompleto debate com ele sobre a homossexualidade e a perspectiva cristã da homossexualidade. Tendo a igreja uma perspectiva tão negativa da homossexualidade é compreensivel o desgaste dele em relação à igreja. Mesmo que a Igreja não considere o homossexual um pecador, apenas pela sua natureza, considera a prática homossexual um pecado e a maior parte dos cristão (e em particular a maior parte do clero) vê esse pecado carregado em tons muito negros. Tanto que se torna dificil fazer aceitar a distinção entre pecado e pecador. Torna-se dificil dizer que os homossexuais devem ser respeitados quando se carrega em tons tão negros a prática homossexual. <br />
Esta é apenas uma faceta de uma realidade que particularmente me desgosta entre os cristãos. Na teoria ensina-se que é necessário perdoar e respeitar quem peca. Na prática é raro os cristãos perdoarem, mesmo as pequenas ofensas.<br />
Uma das razões, que não cheguei a avançar nos meus debates com o Zé, para uma visão tão negativa da homossexualidade na Igreja, é que o ambiente homossexual foi durante muitos anos, e pelos dados estatisticos que vi ainda é, dominado por não homossexuais. Foi dominado por bissexuais e por &quot;predadores&quot;, pessoas que gostam de praticas sexuais bizarras, que procuram a pratica homossexual não tanto por uma questão de tendencia homossexual, mas porque entraram numa voragem de variação da pratica sexual que os leva, entre outras fantasias, à pratica homossexual. (esta é uma afirmação que pode ser polémica, mas vi dados estatisticos que indicam isto mesmo).<br />
Que fazer? Na lógica da sexualidade cristã a prática do sexo homossexual não faz sentido, não pode ser considerado aceitável. O homossexual deve ser convidado à abstinencia, embora a abstinencia possa ser dificil, pesada para alguns (embora eu ache que o hábito é uma segunda natureza e a mim não me custe particularmente, se a minha esposa morrer ou tiver algum problema eu não procurarei ter algum tipo de sexo - o que aliás já aconteceu durante uns largos meses devido a uma doença dela). Esta dificuldade torna-se ainda mais pesada quando vivemos num ambiente paganizado e muito erotizado. <br />
A comunidade cristã deve ser ensinada a respeitar os homossexuais, não se devem de forma alguma acicatar ódios contra eles, nem se deve menorizar os homossexuais, a homossexualidade não deve ser demonizada, mesmo a prática homossexual não pode ser toda encarada da mesma forma, há que distinguir entre quem entra nessa prática devido a tendencias profundas e quem as faz devido a uma espiral de voragem de diversificação de praticas sexuais. <br />
Mas não se pode ceder há tentação de ocultar a exigencia da mensagem cristã, há sempre que manter a mensagem clara, na perspectiva cristã a sexualidade tens fins que, na sua plenitude, não se compatibilizam com a prática da homossexualidade. O ideal cristão para, um homossexual, passa pela abstinencia (embora não necessariamente pela solidão).]]></description>
      <category>Geral</category>
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      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 16:48:59 +0100</pubDate>
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    <item>
      <title>[Geral] Re: O senhor Januário, que dizem que é bispo, e o magistério paralelo sobre a homossexualidade</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,69762,70308#msg-70308</link>
      <author>Desconhecido</author>
      <description><![CDATA[Deixo um &quot;facepalm&quot; ao post inicial...]]></description>
      <category>Geral</category>
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      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 16:12:24 +0100</pubDate>
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      <title>[Adro da Igreja] Re: &quot;Qu'é qu'andas a ver/ouvir?&quot;</title>
      <link>http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70307#msg-70307</link>
      <author>Jorge Gomes</author>
      <description><![CDATA[Eu que ando com uma vida profissional e tb social bastante agitada, foi sair na 6ª à noite jantar fantasticamente no italiano e ir ver este filme http://www.youtube.com/watch?v=PPuBaLdsVUQ na sessão das 00h20, um filme bem interessante e bastante complexo para se pensar àquelas horas, quanto ao final quem viu tambem o magnifico Shutter Island com o mesmo Dicaprio, é um final do mesmo genero em que se fica a pensar no final que o realizador deu à história lol, alias quem viu o final do outro este acaba por ser previsivel...<br />
Depois sabado praia Cascais, e lançamento de um CD na Gulbenkian à noite em que fui convidado e night, Domingo passado na Ericeira e tb praia como é obvio a convite de outros amigos, eu sou muito solicitado fazer o quê. lol]]></description>
      <category>Adro da Igreja</category>
      <guid isPermaLink="true">http://www.paroquias.org/forum/read.php?11,34739,70307#msg-70307</guid>
      <pubDate>Mon, 26 Jul 2010 05:50:37 +0100</pubDate>
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