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Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 18 de January de 2009 19:58

s7v7n

a Ciência ainda não consegue dar uma resposta para o que desencadeou o Big Bang.
Há quem proponha ciclos de contracção-expansão.
É frequente dizer que não se pode falar em "antes" do BB e que as leis físicas que usamos não seriam ajustáveis ao inicio do inicio.

No entanto algumas notícias mostram que esta impossibilidade pode ser falsa. Ver aqui.

Se há algum ateu com resposta para as tuas perguntas, não sei. Eu não tenho, nem me mete confusão não ter. Considero perfeitamente natural e desejável que hoje existam perguntas importantes sem resposta, são sinal que a nossa curiosidade não está morta.

Também não vejo como o facto de não se ter uma explicação para a origem do Big Bang, valida a crença num Deus. Sei que não fizeste esta suposição, mas outros poderão fazê-la.
O facto de se dizer que uma explicação é falsa não implica que se tenha uma alternativa para por no lugar.

Desejos de bom divertimento para ti também.

Quem eu conheci e admirava já cá não anda, pelos vistos morreu. Em breve serei eu. Melhor assim.



Editado 1 vezes. Última edição em 18/01/2009 20:07 por Lena.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: s7v7n (IP registado)
Data: 18 de January de 2009 20:22

Lena, eu apenas quis dizer que acho que se nos confrontarmos com a situação de que o nada nada pode gerar, então talvez exista algo mais que nos transcenda. Foi só. É só mesmo para lançar mais conversa e não para deitar abaixo... ;)

"Ama e faz o que quiseres" - Santo Agostinho

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Albino O M Soares (IP registado)
Data: 20 de January de 2009 10:18

O que provavelmente está acontecer é a tentativa de se criar um religião (sistema doutrinário de ligação entre pessoas) na antítese das religiões tradicionais: uma religião de ateus. Mas, com é hábito, tal supõe a fase da nova religião sofrer perseguição. Depois virá a fase, como tem sido costume, dos novos religiosos se constituirem em perseguidores. Enfim, a pancadaria será inevitável, se for esse o caso, mesmo ponderando a força da declaração dos direitos humanos.

*=?.0

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Ana (IP registado)
Data: 20 de January de 2009 20:06

Aumenta números de católicos na China - 20/01/2009 - 14:24
Segundo notícia publicada pelo jornal ‘China Daily’, a comunidade católica de Pequim, estimada em cerca de 55.000 fiéis, está crescendo. “Pequim precisa de mais locais de culto. A cidade tem entre 50.000 e 60.000 católicos, mas apenas 20 igrejas, oito no centro e 12 nos arredores” - informa o padre Mattews Zhen Xuebin, secretário-geral da diocese de Pequim. “O número de católicos cresce na medida em que as pessoas têm mais liberdade para escolher a sua religião, e com a chegada de sempre mais estrangeiros em Pequim” - acrescentou.



Ainda de acordo com o jornal, a prefeitura quer reformar 12 igrejas, mesquitas e templos da cidade, incluindo a Igreja de Changxindian, que nos anos 1950 foi transformada em armazém. A reconstrução, orçada em 12 milhões de yuan (1,3 milhão de euros), é considerada como um dos projetos prioritários do município e corresponde à política do governo central de “restituir gradualmente aos locais de culto a sua antiga grandeza”.



O município de Pequim, um dos quatro diretamente dependentes do governo central e com o estatuto idêntico ao de uma província, tem cerca de 17 milhões de habitantes e área equivalente a mais de metade da Bélgica.



Estima-se que hoje vivam na China cerca de 12 milhões de católicos, divididos entre a Igreja Patriótica, cujos bispos não são nomeados pelo Vaticano, e a chamada Igreja Subterrânea. O catolicismo é a terceira religião praticada, depois do budismo e do islamismo.



www.catolicanet.com.br



Última Alteração: 14:24:00

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Pequim (China) Inserida por: Administrador

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: vitor* (IP registado)
Data: 20 de January de 2009 22:53

Se me disserem que o nada cria tudo, eu não vou acreditar, não faz sentido fisico, nem cientifico. Seguramente ao nível cientifico ninguém pode afirmar que é Deus que está na origem de tudo, mas que alguma coisa, ou alguém deu origem a tudo e não pode ter sido um processo aleatório, pois até o caos no Universo segue regras nem que sejam de regras de probabilidade, como a estatistica de bose-einstein. Essa coisa não pode ter sido criada por mais nada, ou seja não tem criador e sem sombra de dúvidas teria que ter lançado as regras com que o universo se iria reger.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Albino O M Soares (IP registado)
Data: 21 de January de 2009 09:11

Há uma mestria universal que se intui na interacção com os paradigmas da Fé, com os outros e com as coisas e com, nela e por essa mestria nós vamos crescendo e evoluindo... Enfim somos parceiros dessa mestria.

*=?.0



Editado 1 vezes. Última edição em 21/01/2009 09:17 por Albino O M Soares.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 21 de January de 2009 17:07

Vale a pena ler esta crítica bastante demolidora ao livro de Dawkins: Phillip Elias, «The God Delusion», traduzido para Português aqui: «Deus, Um Delírio» (recensão).

Apesar de alguns argumentos «ad hominem», a crítica percorre alguns aspectos importantes do livro e do método usado por Dawkins.

Entre outras coisas, fica patente que o livro é aquilo a que podemos chamar um delírio metodológico.

São muito válidos os «links» para outras avaliações, nomeadamente de outros ateus, que não gostaram muito do livro.

Alef

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Alef (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 01:25

A propósito da publicidade nos autocarros, perguntei aqui há dias se os crentes se sentiriam bem a viajar num autocarro com esta publicidade. Alguém (teixeira) manifestou agrado com essa possibilidade. Não tinha pensado nos condutores, mas a realidade ultrapassa sempre a imaginação. Cá está um caso, de que os jornais fizeram eco há uns dias. Aqui deixo duas versões, em inglês e espanhol.

Alef






Man refuses to drive 'No God' bus



A Christian bus driver has refused to drive a bus with an atheist slogan proclaiming "There's probably no God".

Ron Heather, from Southampton, Hampshire, responded with "shock" and "horror" at the message and walked out of his shift on Saturday in protest.

First Bus said it would do everything in its power to ensure Mr Heather does not have to drive the buses.

Buses across Britain started displaying atheist messages in an advertising campaign launched earlier this month.

Mr Heather told BBC Radio Solent: "I was just about to board and there it was staring me in the face, my first reaction was shock horror.

"I felt that I could not drive that bus, I told my managers and they said they haven't got another one and I thought I better go home, so I did.

"I think it was the starkness of this advert which implied there was no God."

When he returned to work on Monday he was called into a meeting with managers and agreed to go back to work with the promise he would only have to drive the buses if there were no others available.

First Bus said in a statement: "As a company we understand Mr Heather's views regarding the atheist bus advert and we are doing what we can to accommodate his request not to drive the buses concerned."

It added: "As an organisation we don't endorse any of the products or sentiments advertised on our buses.

"The content of this advert has been approved by the Advertising Standards Agency and therefore it is capable of being posted on static sites or anywhere else."

The advertising campaign is backed by the British Humanist Association and prominent atheist Professor Richard Dawkins.

Hanne Stinson, chief executive of the British Humanist Association, said: "I have difficulty understanding why people with particular religious beliefs find the expression of a different sort of beliefs to be offensive.

"I can't understand why some people seem to have a different attitude when it comes to atheists."

Pressure group Christian Voice has questioned the campaign's effectiveness but the Methodist Church said it would be a "good thing if it gets people to engage with the deepest questions of life" and suggested it showed there was a "continued interest in God".

The advertisements run on 200 bendy buses in London and 600 vehicles in England, Scotland and Wales.

Fonte: BBC News





Un conductor inglés se niega a trabajar en los "autobuses ateos"



Un conductor de autobús del Reino Unido rechazó el pasado sábado conducir un vehículo al comprobar que éste portaba el eslogan 'Probablemente Dios no existe', un anuncio que forma parte de una campaña publicitaria contratada por grupos ateos y que se está llevando a cabo en varios países.

Ron Heather, natural de Southampton (sur de Inglaterra), declaró a la BBC que se llevó un gran "susto" y sintió "horror" al ver este mensaje impreso en la parte exterior del vehículo debido a sus creencias cristianas, por lo que tras comprobar que no había más autobuses disponibles se fue a casa.

"Sentí que no podía conducir ese autobús, así que se lo dije a mis jefes, pero no había otro libre y pensé que era mejor irme", explicó. La iniciativa de colocar estos mensajes en autobuses urbanos del Reino Unido ha sido llevada a cabo por la Asociación Humanista Británica, una idea que también se ha extendido a otros países como España, EE.UU., Alemania o Italia.

Estos anuncios pueden verse impresos en cerca de 200 autobuses que circulan por Londres y en 600 vehículos más por el resto de Inglaterra, Escocia y Gales.

Heather habló el sábado con sus jefes para encontrar una solución, un acuerdo que finalmente llegó al serle prometido que sólo tendrá que conducir autobuses que porten esta publicidad cuando no esté disponible ningún otro vehículo.

Esta campaña publicitaria ha sido cuestionada por el grupo de presión 'christian voice' (Voz Cristiana), aunque desde la compañía de autobuses cuyos vehículos llevan estos anuncios se recuerda que el mensaje fue aprobado por la agencia estatal de publicidad.

Fonte: Periodista Digital.






Editado 1 vezes. Última edição em 22/01/2009 01:26 por Alef.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: camilo (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 17:07

Citação:
camilo
Nem sempre as raizes psicologicas são tão importantes mas neste caso são "Não te preocupes e goza a vida"
Claro que fica um lugar para os conteudos, mas formar estes conteudos com uma caixa de ressonancia às lebres largadas pelos ateus ou seja qual for o outro debatente não é, nem de perto, a melhor forma de os construir.

Não diria que a apologetia tradicional seja inutil, talvez insuficiente.

O que estou a tentar dizer é que há uma diferença entre o discurso evidente, que racionaliza a oposição à fé, e as motivações profundas.

Neste caso penso que grande parte da resposta passa por uma clara demarcação do criacionismo e outras posições anti-cientificas de alguns grupos extremistas religiosos. Aqui será necessario mostrar que o pensamento religioso não é irracional, apenas tem uma "arquitetura" diferente do raciocinio cientifico. O que creio implicar um separar de águas entre o que é especificamente religioso e especificamente ciencia. Estas águas andam um pouco turvas nalguns grupos pentecostais americanos. A religião usa os dados da ciencia, como doutras formas de conhecimento, para refletir sobre o mundo mas não condiciona a ciencia. Isto creio ser a parte mais facil.

Outra parte passa por desmontar imagens erradas de Deus que foram apresentadas a muitos ateus. Creio que isto é fundamental. Tanto assim que as refutações ateias normalmente não são verdadeiras refutações a Deus tal como é apresentado pelo cristianismo mas sim a caricaturas de Deus.

Há ainda uma 3ª razão que leva muitos ao ateismo, a exigencia moral da fé cristã. E aqui seria necessario apresentar essa exigencia não como uma listagem de proibições, uma série de "nãos" mas de uma forma positiva. Ora isto é muito dificil, implicar ultrapassar o egoismo que nos leva a querer gozar a vida de forma autocentrada. Este 3º ponto anda intimamente interligado com o 2º ponto e parece-me que nestes 2 pontos é que geralmente está a genese do ateismo e do sentimento anticlerical.

Talvez tenha alguma importancia mostrar que os actos de violencia feitos em nome da fé não são fruto de uma grande força de fé daqueles praticantes mas pelo contrario da sua fraqueza de fé.

Continuando. Embora não tenha nunca feito uma reflexão muito profunda e muito menos estudos sistematicos sobre este tema que creio da maior importancia na evangelização no mundo atual. Da maior importancia porque a ciencia tem um papel incontornavel no mundo atual.

Grande parte das criticas originam-se numa confusão entre a especifidade do papel da ciencia e do papel da religião. A dada altura as igrejas sofreram uma deriva literalista, em resultado dos conflitos entre protestantes e católicas, que as levou a extravasarem o papel da religião para o cientifico. Isto perdura ainda em muitas efervescentes igrejas evangelicas, principalmente nas pentecostais.
Isso cria anticorpos em muitos cientistas que convivem com esses grupos de cristãos infantiloides (o termo é duro mas veraz).
Um cientista não tem necessariamente uma boa preparação ou mesmo dotes particulares para a analise filosofica ou teologica. Até porque é uma profissão muito exigente e sobra-lhe pouco tempo para aprofundar estes temas se não estiver muito motivado. Daí que excelentes cientistas façam reflexões filosoficas sobre a religião muito superficais. O genial Feynman sentiu isso mesmo, quando contestou um dado ponto da religião judaica a um grupo de jovens estudantes do judeismo. Na sua autobiografia ele confessa que foi facilmente vencido pelos jovens estudantes.
Em relação ao ponto 1, debate filosofico-teologico das diferenças entre fé religiosa e ciencia não bastará fazer a reflexão sobre esses temas. Será necessario fazer a sua divulgação. Creio que as universidades cristãs, em particular as catolicas, assim como os cientistas cristãos (há bastantes padres cientistas) podem desempenhar um papel importante nesse dialogo, dissipando os efeitos nefastos que os grupos evangelicos literalistas provocam (para além da desavenças historicas que existiram).

Neste ponto lembro aqui um texto escrito pelo padre Jesuita Alfredo Dinis para o blog rerum natura:

Porquê Deus, se tenho a ciência? I
De Rerum Natura: Porquê Deus, se tenho a ciência? II

Vale a pena lê-los.
Um comentário, a um afirmação do Vitor. A ciencia não é ateia, isso é uma imprecisão de linguagem. A ciência não é condicionada pela religião, será arreligiosa, mas não ateia.

Outro comentário sobre os Big Bangs e Big crunchs. Os dados atuais indiciam que, em principio, não existirá big crunch. Existiu um big bang mas em principio o universo expadir-se-á cada vez mais depressa e tudo acabará numa nuvem de radiação cada vez mais tenue e fria. Mas isso não prova a existencia de Deus. Há teorias, crediveis apesar de extremamente especutalativas que apontam para a possibilidade existencia de infinitos "universos", não tendo o Universo nem principio nem fim. Essas teorias têm debilidades mas nada de insuperavel. Há falta de dados experimentais que confirmem ou refutem essas teorias e nada nos diz que não possam ser descobertas novas saidas para esta problematica.

O 2º e o 3º ponto entrelaçam-se. Um visão de Deus castigador juntamente com uma imagem da mensagem religiosa como uma listagem de preceitos morais legalista-probicionista que podem parecer bastante arbitrarios. A arbitrariedade aparece ainda maior quando o individualismo dominante, o crescente hedonismo, leva à criação de um conjunto de valores que se distanciam dos valores cristãos. A imediatez com que estes assuntos são abordados não facilita a que estas distorções sejam desfeitas.
Mesmo a grande maioria dos catolicos praticantes revelam um aprofundamento da sua fé muito superficial.

O 4º ponto que alimenta o sentimento antirreligioso que se expressa num ateismo agressivo são os pecados dos crentes, atuais ou passados. Desde a inquisição, aos padres pedofilos, ao catequista com quem alguem tem um conflito. Tudo isso alimenta o sentimento antirreligioso.

Um debate puramente filosofico-teologico poderia tender a centrar-se quase exclusivamente nos pontos 1 e 2, com os contestarios antirreligiosos a levantarem sucessivas lebres sobre os pecados dos crentes, ou seja sobre o ponto 4. Mas creio que a principal razão que leva as pessoas a repudiarem a religião estão nos pontos 2 e 3.
As lebres do ponto 4 que são sistematicamente levantadas são um indicio disso mesmo. Querem dizer, voces andam para aí a exigir comportamentos morais exigentes e no entanto são piores que eu.
Ao crente, a todos os que se afirmam crentes é exigida a perfeição sem macula! Obviamente impossivel.
E aqui é necessaria uma explicação de que o cristianismo não exige a perfeição do crente, antes pelo contrario aceita-nos como pecadores, sendo Jesus o modelo do cristão, modelo que sabemos não conseguir imitar na perfeição mas para o qual tentamos caminhar.

Sem desmontar a "imagética" imediatista da doutrina cristã como uma listagem de proibicionismos arbitrarios, mostrando antes como os preceitos cristãos são um culminar, uma consequencia de uma coerencia com principios solidarios e altruistas, das bem-aventuranças, sem desfazer a imagem do deus-castigador insensivel às dificuldades e insuficiencias do ser humano de pouco adiantará apresentar uma magnifica reflexão sobre os outros pontos.

Por isso é que afirmei que se nos limitarmos a responder às contestações apresentadas pelos ateus e outros antirreligiosos não conseguimos responder às suas ansias profundas. Essas contestações, bastante emotivas, costumam incidir sobre o papel da religião como antagonista da ciencia e sobre os pecados dos cristãos, mas isso são os ramos. A raiz dessas contestações está nos pontos 2 e 3, a imagem de Deus que é anunciada e uma moral cristã apreendida de forma superficial caricatural através de um imaginario popular construido pelas manchetes dos media.



Editado 1 vezes. Última edição em 22/01/2009 17:09 por camilo.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 18:32

Citação:
Alef
Estava aqui a pensar: como se sentiriam os crentes deste fórum a viajar num autocarro com esta publicidade?

Num autocarro exibindo a frase como a britânica, provavelmente, não teria muitos problemas. Apesar de negativa, moderaram o tom de forma a deixarem uma via de escape.

Num autocarro exibindo uma frase como a italiana, já não me sentiria bem. É bastante mais agressiva e bem mais negativa.

Não gostaria de conduzir um carro com essa mensagem. Por isso compreendo os motoristas que se recusaram a conduzi-los em qualquer dos países. E vendo o impacto dessas campanhas, é de louvar a coragem que tiveram.

Cassima

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: teixeira (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 18:45

Disparate, esta gente !
É tudo pretextos para não trabalhar...

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 20:45

Citação:
teixeira
Disparate, esta gente !
É tudo pretextos para não trabalhar...

Obrigada, teixeira, pela parte que me toca.

Cassima

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: teixeira (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 21:17

;))

Depois de tanta greve , os profs habituam-se...

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 21:32

Citação:
teixeira
Depois de tanta greve , os profs habituam-se...

Que é coisa que não sou... Mas apoio.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: teixeira (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 21:35

Claro, claro. É sempre bom não trabalhar.
Uns é porque não querem ser avaliados, outros é por causa dos letreitros num autocarro.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Cassima (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 21:39

E como é costume, gostas de ver as coisas só pelo ângulo que mais te agrada e focas-te apenas no aspecto - mesmo que mais superficial - que te interessa...
Mas fiquemos pelo tema do tópico.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: teixeira (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 21:48

Que é a liberdade de expressão mesmo quando ela versa sobre temas religiosos. Npo fundo a Democracia.

A falsa "questão dos autocarros" é o mesmo problema das célebres caricaturas , a que reagiram tão fortemente os fundamentalistas islâmicos.

A questão dos autocarros é a mesma - se não gostam da frase, não a leiam nem andem nos autocarros.

Eu por mim estpou feliz por poder circular em autocarros numa Europa Ocidental que é laica e onde não se proibe a liberdade de expressão.

Já agora , vale a pena ler este post.



Editado 1 vezes. Última edição em 22/01/2009 21:50 por teixeira.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Lena (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 22:27

Esse post é óptimo.
Talvez agora vejam...

Ando cansada de tentar mostrar como é fácil ser-se manipulado. Mas como é muito difícil lutar contra chavões tão assimilados e não tenho espírito de missionária, calo-me. Afinal as pessoas até parecem felizes (realizadas?), seria até maldade desiludi-las.

Na terça tivemos uma RGP e mais uma moção onírica pela suspensão da avaliação. A acompanhar os muitos discursos à PREC, estiveram vozes embargadas, apelos ao sentimento, desafios à plateia de micro em riste à boa maneira de estrelas pop-chugo-pimba-yoh, declamações teatrais com projecção de voz de acordar mortos, mentiras e ainda assim algumas verdades.
A moção passou, os contratados abstiveram-se e 3 "doidos" votaram contra - fui uma delas.

Sei que o assunto não é o dos professores, servi-me apenas deste exemplo para focar aquele que acho que é - o do direito a expressar opiniões e o dever de respeitar aquelas com que não concordamos.

Se um crente distribui panfletos a saída do comboio - recebi um hoje e até gostava de falar disso por achar tratar-se de um caso de publicidade enganosa(*)- ou grita por um megafone horrível como havia um no Rossio há uns anos, o pessoal passa e nem diz nada, quem gosta ouve quem não gosta até ignora.

Gostava de saber se ali estivesse um árabe a falar de Alá ou um ateu a gritar que Deus é mentira quais seriam os comentários... na volta até havia pancada. Notícia no jornal seria de certeza (mas onde é que eu já vi isto...)

(*) enganosa porquê? Como sou ateia deve ser por fazer publicidade a algo inexistente,certo? hummm, será?

Quem eu conheci e admirava já cá não anda, pelos vistos morreu. Em breve serei eu. Melhor assim.

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Jorge Gomes (IP registado)
Data: 22 de January de 2009 22:58

Citação:
Albino O M Soares
O que provavelmente está acontecer é a tentativa de se criar um religião (sistema doutrinário de ligação entre pessoas) na antítese das religiões tradicionais: uma religião de ateus. Mas, com é hábito, tal supõe a fase da nova religião sofrer perseguição. Depois virá a fase, como tem sido costume, dos novos religiosos se constituirem em perseguidores. Enfim, a pancadaria será inevitável, se for esse o caso, mesmo ponderando a força da declaração dos direitos humanos.

Então os humanizoides (os armados em humanistas) o que acha que são?

Re: «Provavelmente Deus não existe. Portanto, deixe de se preocupar e goze a vida»
Escrito por: Jorge Gomes (IP registado)
Data: 23 de January de 2009 00:10

Parece que a gente também vai ter que aturar estes palermas, epah espero que nunca seja permitido publicidade dessa nos transportes publicos senão não ando mais ou então os evangélicos que são um povo tão maluco, mas malucos por Jesus têm que fazer o mesmo invadir os autocarros com Jesus Cristo É o caminho, a Verdade e a Vida, Ninguém vai a Deus Pai senão por Jesus. Estar publicidade dessa em transporte publica é diferente de distribuir panfletos na rua que só recebe quem quer, agora tar de rabo sentado no transporte e do lado de fora a dizer Deus não existe bla bla, isso é que era bom. Em Italia queriam por nos transportes publicos e nºao foi permitido, se isto é um estado laico pra uns também tem que ser para todos. Noticia do DN de Segunda Feira dia 12 de Janeiro a relatar que esses palermas armados em humanistas seculares querem também trazer isto para cá.

Associação está a preparar vinda de 'autocarro ateu'


PATRÍCIA JESUS
Religião. A polémica campanha britânica que lembra a probabilidade de Deus não existir foi copiada em Espanha e pode, em breve, chegar a Portugal. Carlos Esperança, líder dos ateus nacionais, já apresentou uma proposta para importar a ideia. Socióloga diz que esta publicidade não é comum

Bispo admite que campanha pode chocar crentes

A famosa campanha ateísta que está a circular nos autocarros londrinos e espanhóis pode estar a caminho de Portugal. Carlos Esperança, presidente da Associação Ateísta Portuguesa (AAP), revelou ao DN que já apresentou uma proposta para tentar importar a iniciativa. "Já dirigi esse pedido aos restantes membros da direcção. Admitimos, quando tivermos capacidade logística para o fazer, trazer esta campanha para Portugal."

O objectivo é conseguir fazer circular a frase "Deus provavelmente não existe. Por isso, pare de se preocupar e aproveite a vida" nos autocarros nacionais.

Para o presidente da AAP, a ideia é uma "manifestação cívica de sucesso" e "traduz o cansaço das pessoas com a omnipresença da religião nas suas vidas, que pode ser asfixiante".

O "autocarro ateísta" nasceu em Londres, onde já produziu resultados até na atribuição do tempo de antena. Mas, entretanto, já chegou a Espanha, um país de tradição católica onde tem originado mais polémica e até contracampanhas com mensagens de teor cristão.

Polémica semelhante pode ser vivida em Portugal. "Tendo em conta a mentalidade portuguesa, que é fechada, acho que o tom pode chocar alguns crentes", admite D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e membro da Conferência Episcopal Portuguesa. O prelado aconselha, porém, outra atitude: "Temos de ter abertura, humor e amor para compreender estes fenómenos."

Até porque, lembra D. Januário, "tal como as diferentes concepções religiosas sentem necessidade de intervir, também aqueles que não acreditam têm a mesma liberdade".

Apesar de achar que alguma "dessa publicidade é espampanante e ostensiva", o bispo considera que quem tiver convicções religiosas não se deve sentir incomodado. "Primeiro, porque mostra que vivemos numa sociedade livre e democrática. Segundo, porque até pode ser uma oportunidade para as pessoas, de forma cívica, trocarem impressões e abrirem linhas de diálogo entre si", diz.

Carlos Esperança, por seu lado, garante que a associação também defende o direito de as pessoas serem crentes e o direito de não o serem.

A organização, que lançou a campanha em Londres, é liderada por Richard Dawkins, um professor de Oxford, autor do best-seller A desilusão de Deus. "Trata-se de uma atitude de ordem científica, mas, sobretudo, de ordem moral. De rejeitar valores que nos repugnam, como a homofobia ou discriminação das mulheres", diz o presidente da AAP.

Para a socióloga da religião, Helena Vilaça, não podemos esquecer que o ateísmo é também uma afirmação "de uma forte convicção, uma certeza da não existência de Deus".

Mas, neste caso, o que mais surpreende a especialista é "a lógica de mercado entrar em força na religião". Ou seja, Helena Vilaça diz que não é comum ver "o produto religioso a ser objecto do mesmo tratamento publicitário que um detergente".

A socióloga explica que a publicidade religiosa é pouco comum na Europa porque nunca houve grande competição no mercado da religião do Velho Continente.

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