| 9-19. Este diálogo apresenta-se sob a forma de um julgamento, em que Deus é apresentado como juiz. A partir do v.14, vem a sentença final, na ordem inversa à das interpelações: há castigo e maldição para a serpente, que não se desculpa. São igualmente castigados a mulher e o homem; mas não são amaldiçoados. Este castigo é simples apresentação dos problemas da serpente, da mulher e do homem, ao longo da história: a serpente que rasteja, a mulher que dá à luz nas dores de parto, o homem que deve alimentar a família com o suor da sua fronte. Trata-se de uma resposta religiosa daquele tempo ao problema do mal. Numa linguagem popular, é-nos apresentado o estado do ser humano que, ao querer ser "como Deus", alcança, no processo da sua criação, uma condição (divina) que não lhe é própria. Por isso, o narrador faz Deus intervir de novo para redimencionar os transgressores e continuar a criar a condição humana, agora nos seus aspectos penosos (Ap 21,4 nota). |