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Inteligência Espiritual
 

Tobite 1


I. História de Tobite
(1,1 - 3,6)


1 Prólogo - 1*Livro da história de Tobite, filho de Tobiel, filho de Ananiel, filho de Aduel, filho de Gabael, filho de Rafael, filho de Raguel da descendência de Assiel, da tribo de Neftali, 2*o qual, no tempo de Salmanasar, rei da Assíria, foi levado cativo de Tisbé, que fica à direita de Cadés de Neftali, na Galileia Setentrional, acima de Haçor, do outro lado do caminho do Poente, à esquerda de Fogor.

Piedade de Tobite - 3*Eu, Tobite, andei sempre pelos caminhos da verdade e da justiça, durante todos os dias da minha vida, dando muitas esmolas aos meus irmãos, os da minha nação que comigo tinham sido levados cativos para a terra dos assírios, em Nínive. 4Quando ainda vivia na minha pátria, na terra de Israel, no tempo da minha juventude, toda a tribo de Neftali se afastou da casa de David, meu pai, e de Jerusalém, a única cidade escolhida entre todas as tribos de Israel para se oferecer sacrifícios por todas elas. Nela foi edificado o templo, onde Deus habita, o qual foi consagrado para todas as gerações futuras. 5*Todos os meus irmãos, assim como a casa de Neftali, meu pai, ofereciam sacrifícios sobre todas as montanhas da Galileia, ao bezerro, que Jeroboão, rei de Israel, mandara fazer em Dan.
6*Eu, porém, era o único que ia muitas vezes a Jerusalém, durante as festas, conforme está ordenado a Israel por preceito eterno. Eu ia a Jerusalém levando as primícias, os dízimos das colheitas e as primeiras lãs das ovelhas 7e entregava tudo aos sacerdotes, filhos de Aarão, diante do altar. Eu entregava o dízimo do trigo, do vinho, do azeite, das romãs, dos figos e dos demais frutos, aos filhos de Levi em função em Jerusalém. Durante seis anos, eu converti o segundo dízimo em dinheiro, e ia gastá-lo cada ano em Jerusalém. 8*O terceiro dízimo, eu destinava-o aos órfãos, às viúvas e aos prosélitos que se haviam juntado aos filhos de Israel. Dava-o de três em três anos, e consumíamo-lo conforme o preceito da lei de Moisés e as recomendações de Débora, mãe de Ananiel nosso pai, pois que meu pai, morrendo, me havia deixado órfão.
9*Já homem, tomei por esposa Ana, da tribo de meu pai e dela tive um filho, a quem dei o nome de Tobias. 10*Quando fomos levados cativos para Nínive, todos os meus irmãos e os da minha linhagem comiam dos alimentos dos gentios. 11*Eu, porém, abstinha-me de os comer, 12porque, com toda a minha alma, me lembrava de Deus.
13*Por isso, o Altíssimo concedeu-me favor e graça perante Salmanasar, que me fez seu provedor. 14Viajando pela Média, onde fazia compras para o rei, até à sua morte, depositei junto de Gabael, irmão de Gabri, em Ragués da Média, dez talentos de prata, guardados em saquinhos.
15*Por morte de Salmanasar, sucedeu-lhe seu filho, Senaquerib. Os caminhos para a Média tornaram-se pouco seguros, de modo que não pude lá voltar. 16Durante o reinado de Salmanasar, eu dava muitas esmolas aos meus irmãos, 17*fornecendo pão aos esfomeados e vestindo os nus, e se encontrava morto alguém da minha linhagem, atirado para junto dos muros de Nínive, dava-lhe sepultura. 18*Enterrei também aqueles que Senaquerib mandara matar, quando regressou, fugindo da Judeia, durante o tempo do castigo que o rei do céu mandou sobre os que blasfemavam. De facto, na sua ira, o rei mandou matar a muitos. Eu, então, roubava os corpos para os sepultar. Depois, quando o rei procurava os corpos, não os conseguia encontrar.
19Um habitante de Nínive foi informar o rei de que era eu quem enterrava os mortos secretamente e, então, tive de me ocultar. Sabendo que ele estava informado e me procurava, para me matar, fugi com medo. 20Assim, fui despojado de tudo o que possuía. Tudo passou para o tesouro do rei e só fiquei com Ana, minha mulher, e com Tobias, meu filho. 21*Ainda não tinham passado quarenta dias quando os seus dois filhos o mataram e fugiram para os montes de Ararat. Sucedeu-lhe seu filho, Saquerdão, o qual colocou Aicar, filho de meu irmão Anael, à frente de toda a contabilidade administrativa do reino e este ficou com o poder sobre toda a sua casa. 22Nessa altura, Aicar intercedeu por mim e eu pude voltar para Nínive. No tempo de Senaquerib, rei da Assíria, Aicar era copeiro-mor, ministro da justiça, administrador e superintendente, e Saquerdão reconduziu-o em todos os seus cargos. Ele era meu sobrinho, um membro da minha família.

 

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